Eu e minhas ideias com os processos injustiçados.
No entanto é tão importante pra mim, que se eu tivesse que escolher novamente entre um processo mais famoso e outro pouco conhecido, definitivamente continuaria com este último.
E faz muitos anos que pesquiso e demora para juntar as coisas e tempo para trazer à luz alguma imagem.
E esse ano eu quis buscar o positivo direto de Bayard. Passaram-se alguns anos que pesquisei e já com alguma experiência em positivos com papel fotográfico, queria testar e quase não durmo pensando no que poderia acontecer. Fiquei um dia desses escrevendo sobre meus projetos e é isso. Positivos foram uma necessidade em atividades rápidas para retratar pessoas. Ao mesmo tempo em que estava cansada de gerar negativos para guardar. (eu sei é estranho) Explico. Quando eu faço retratos das pessoas gera uma quantidade enorme de negativos. Ora a pessoa me pede pra levar os negativos. Ok, eu posso entregar. Mas quando serão utilizados novamente? E mais importante, serão bem acondicionados? Ora eu ficava com os negativos para fazer meu arquivo. Mas com mudanças eu não consegui guardar tudo. O positivo resolve a situação porque retira a etapa de ainda fazer a cópia, ou seja, demora menos, não tem negativo matriz, um passo a menos. Eu reproduzo mesmo que seja digitalmente a imagem e tenho meu arquivo. E não fico triste pensando que o negativo estará jogado no armário, na maioria das vezes.
Então revisitei a pesquisa de Tania Passifiume que escreveu um artigo sobre o positivo de Bayard em inglês, cujo link não achei recentemente, mas eu tinha anotado.


A captação em câmera ainda demora muito. Então fiz cópias de positivos para entender o contraste e o processo. Agora vou tentando ajustar a fórmula para tempos menores de exposição. Depois penso em desenvolver a ideia de algum retrato.
Sobre o título do post é uma brincadeira com a imagem icônica de Bayard. Gostaria que a história tivesse sido mais justa com esses inventores. Me parece que o mundo que buscava cada vez mais invenções comercialmente viáveis não parecia querer entender a genialidade de cientistas e artistas, ou simplesmente de alguém que pesquisa por amor ou seja lá como chama essa vontade de criar e descobrir.