Fotografia no Brasil Parte 1 – Gauditano e Martinelli

Já atuo faz algum tempo nos cursos livres e uma característica do público é que a maioria não é ligada à fotografia. Por isso, sempre gostei de trabalhar com público geral, porque acredito que a fotografia deve chegar para eles mesmo. Curiosamente, na maior parte das vezes quando eu pergunto sobre uma referência de fotógrafos brasileiros, somente um é citado. Vez ou outra alguém conhece mais de um. Apresentando alguns trabalhos na aula do Sesc Belenzinho, percebi que não coloco essa referências aqui, apesar de falar deles desde que eu me conheço por pesquisadora 🙂

Por isso, vou colocar algumas referências, que todo brasileiro deveria conhecer, não somente para fortalecer a arte da fotografia, mas principalmente para conhecer o que é o Brasil a partir desses trabalhos. Vou adicionando fotos aos poucos, sabem que eu demoro para preparar aulas e estou nesse momento 😀

Rosa Gauditano (1955-2025)

fotógrafa e ativista, fez um trabalho voltado a minorias e povos indígenas. Jornalista de formação, trabalha em jornais e revistas e funda sua agência de fotojornalismo. Lecionou na universidade PUC.

Aldeia Demini 1991. Roraima. Rosa Gauditano
Praça da Sé 1981 – Rosa Gauditano

Pedro Martinelli 1950

Fotojornalista, tem um trabalho vasto sobre Amazônia e povos indígenas também. O trabalho dele é de cair o queixo. Acho que foi essa semana o lançamento do novo livro dele, editado pela Ed. Terra Virgem. Eu tenho o livro da coleção Fotógrafos Viajantes da mesma editora.

Capa do livro – Pedro Martinelli – Fotógrafos Viajantes
Pedro Martinelli . Link para o site está mais abaixo

Segue mais links sobre esses grandes nomes da fotografia brasileira

https://olhave.com.br/2010/06/a-foto-que-eu-queria-ter-feito-pedro-martinelli

http://www.pedromartinelli.com.br/

Fotográficos e Fotossensíveis

Ainda tem duas oficinas no Sesc Paulista e volto a divulgar mais uma vez – 18 de abril sábado e 25 de abril das 10:30h às 12:30h

Uma amiga questionou o motivo de utilizar as duas palavras – fotográficos e fotossensíveis – brinquei que é para garantir que as pessoas vão entender mas na verdade é que, em parte, eu apresento algum material que é fotossensível mas não necessariamente fotográfico. Porque tem um material que na verdade não é usado em fotografia, mas de alguma forma reage com a luz. Só quem participa vai saber qual é.

Como a atividade é a mesma em todos os sábados, muitas vezes as pessoas retornam para fazer de novo. Por isso adiciono novas informações no meio. E a arte do improviso muitas vezes fala mais alto. Por exemplo, o processo que eu projetei para a atividade precisa de muita luz e no primeiro dia não tinha nada de sol, impossível realizar na caixa de luz. Por isso modifiquei para uma técnica mais rápida, com um reagente em comum.

Na atividade são ao menos três técnicas: Cianotipia, Goma bicromatada e Lumen Print. Alguns dias preparo um material surpresa. E quase sempre – teve um dia só que não deu – meu material fotossensível. Num outro dia levei o Marrom van dyke para experimentarem, mas como agora estou sem pia móvel, ficou difícil de lavar, e esse processo sem lavagem a chance dele estragar com o tempo é muito maior.

Alguns resultados e testes que fiz para a atividade e a plaquinha que a Carol imprimiu para mim 🙂

Sesc Av. Paulista – 4º andar – retirada de senha no atendimento do andar mesmo. Meia hora antes – a unidade abre 10h

https://www.sescsp.org.br/programacao/experimentos-com-materiais-fotograficos-e-fotossensiveis

FliMIS – 1º Edição – 11 e 12 de abril

Neste fim de semana participo da Feira do Livro do Mis – Museu da Imagem e do Som.

Sábado estarei somente a partir da tarde, porque de manhã ainda tem aula no Sesc Paulista de Materiais Fotossensíveis e Fotográficos – aliás, é com senha meia hora, antes, fácil e a oficina dura 2 horas, das 10:30h às 12:30h.

Participo junto a Carolina Carmini e João Moreira na editora BULU.

Organizamos materiais fotográficos, publicações e como nossa inspiração foi inicialmente a cianotipia, nosso primeiro livreto é sobre plantas nesse processo. Inspirado na Anna Atkins, resolvemos fazer uma leitura das plantas urbanas da cidade de São Paulo, a partir de um recorte individual.

Teremos alguns prints de fotografia e outros fotolivros.

https://mis-sp.org.br/evento/flimis-feira-do-livro-do-mis/

A feira abre a partir das 11h oficialmente. Será na área aberta em frente ao Museu.

Avenida Europa, 158 – Jd Europa SP 11 e 12 de abril Das11h às 19h

Fotografia na América Latina: Mulheres

Um novo curso no Sesc 🙂

Será nas sextas-feiras do dia 24 de abril a 22 de maio. 14h às 17h no Sesc Belenzinho

Inscrições a partir do dia 31/3 para credencial plena.

https://www.sescsp.org.br/programacao/historia-da-fotografia-na-america-latina-mulheres

Fui convidada a oferecer esse curso numa ocasião em que estava como aluna, de fato. Durante as aulas do Luís Crispino eu falei muito – e nem percebi claramente – sobre trabalhos de fotógrafas que eu pesquiso e com a qual tive contato.

Pois realmente, acabo pesquisando as mulheres em várias áreas do conhecimento.

Só que eu não consigo separar a teoria da prática e por isso pensei em verificar as questões da produção analógica principalmente no trabalho fotográfico. Porque acho importante 🙂

Sesc Belenzinho – Projetos Fotográficos e Processos Analógicos

Sim, algum tempo atrás projetei um curso de projeto (faz tempo) e voltei. Desta vez pensei num curso voltado a projetos pensando no fazer analógico.

A inscrição inicia dia 31/3 para credencial plena

https://www.sescsp.org.br/programacao/projetos-fotograficos-e-processos-analogicos

Materiais Fotossensíveis – o que tem rolado

Raramente consigo mostrar um pouco do que tenho feito nas atividades em curso. E no Sesc Paulista nem consegui tirar muitas fotos. A atividade vai até o final de abril, aos sábados a partir das 10:30h

Minha ideia inicial foi trazer um pouco do que é possível fazer num laboratório, para apresentar a quem nunca fez fotografia fotoquímica. Então sais sensíveis à luz – ferro, prata entre outros. Minha ideia inicial era trabalhar com o chromatype – só que ele é muito lento e não bate muito sol direto. Por isso tive que adaptar com técnicas similares, só que mais rápidos.

Olha, dá para ver o palco lá embaixo e as prensas esperando um sol 🙂

Eu fiz um percurso de pré-fotográfico até uma adaptação aos materiais atuais.

Acaba tendo cianotipia, algum outro processo químico – é que tem dias que eu me empolgo e levo algo mais legal – se o chromatype funcionar um dia seria legal, ou um van dyke, papel preto e branco.

Testo coisas diferentes se caso não houver sol.

Fiz Cianotipia, Gomas, Lumen prints. Se precisar de algo mais profundo acho que coloco um van dyke.

Sábados, de março até final de abril.

🙂

Materiais sensíveis no Sesc Paulista

Uma atividade livre no Sesc, sábado 10:30h a 12:30h retirada de senha 30 minutos antes

Começa 07/3 – atividade de um dia só, vai até 25/4

https://www.sescsp.org.br/programacao/experimentos-com-materiais-fotograficos-e-fotossensiveis

Para explicar um pouco desta atividade. Pensei em algo que fosse possível apresentar algumas propriedades dos materiais que utilizamos em laboratório, mesmo sem estar em um. É mais voltado a quem não teve nenhum contato com materiais fotográficos químicos. Apresento diversos materiais que reagem à luz e um pouco, como sempre, de sua história.

Como no primeiro encontro – dia 7/3 – não tinha nada de sol, utilizei a caixa de luz UV, mas a proposta é colocar algo no sol dentro do possível.

Devido à instabilidade climática atual, tive que adaptar para materiais um pouco mais sensíveis do proposto inicialmente, então neste próximo sábado 14/3 levarei outros tipos de reagentes.

Para esta atividade pensei muito numa introdução aos processos alternativos, já que trabalhamos com materiais pré-fotografia, do início da história da fotografia e do século XX.

Cianotipia, Van Dyke e Papel Salgado no Sesc Pompéia

Seguimos com mais uma atividade no Pompéia lindo.

Quintas-feiras, 19h às 22h.

26/3 a 02/07

Inscrições serão a partir do dia 13/3 para credencial plena

https://www.sescsp.org.br/programacao/fotografia-alternativa-cianotipia-van-dyke-e-papel-salgado-introducao-2

Março – logo trago novidades

Nem vi fevereiro passar, já estou querendo divulgar as atividades de março. Mas como não saiu a divulgação, só vou avisar que provavelmente terá curso no Sesc Pompéia e no Sesc Paulista, a partir do mês que vem.

Também pretendo logo anunciar as novidades, que ainda não terminei, (mal comecei) só que eu fiquei feliz em começar coisas novas e queria escrever algo.

Hoje começa o ano novo lunar, desejo um ótimo ano para todos e com muito conhecimento.

Livros técnicos e de história da fotografia

Estava escrevendo hoje para uma pessoa que conheci por causa da fotografia, o Fábio, que é advogado, estuda fotografia sozinho (por enquanto) Muita gente que entra em contato comigo ou faz algumas aulas não são da área da fotografia, muitas (muitas mesmo) vezes buscando essa área para dar um tempo ou sair um pouco da rotina do trabalho.

E ele me perguntou de bibliografia para fotografia preto e branco. Por isso resolvi colocar aqui minhas indicações.

Revelação em preto e branco: a imagem com qualidade. Millard Schisler – fotografias de Elisabete Savioli – sobre revelação, procedimento, um pouco sobre controle de tons. Tem fórmulas e recomendo para iniciantes, bem didático.

Trilogia do Ansel Adams: A Câmera, O negativo e a Cópia. – em inglês tem um dele que é sobre luz artificial. – eu adoro e indico muito. Para quem estuda música acho que é fácil entender como o Adams pensa na imagem, eu vejo assim. Tem gente que fala que ele é muito técnico, mas eu sempre tive a impressão dele ser mais poético para mim, não sei por quê.

El Revelado. C.I. Jacobson – em espanhol. Não terminei de ler, mas é uma referência que muitos amigos mais experientes na fotografia me indicavam.

Interpretacão da Luz: o controle de tons na fotografia preto e branco. João Musa e Raul Garcez – curtinho e bem interessante. Fora que eu acho as fotos dos dois autores muito lindas. Admiro muito o Garcez, que pouca gente conhece, maior parte conhece mais o Musa. Acho que o trabalho dos fotógrafos brasileiros podia ser mais estudado.

A World History of Photography – Naomi Rosenblum – minha musa. Sobre a parte histórica prefiro mesmo o livro dela a outros estudiosos anteriores a ela. Parte da minha preferência pode ser explicada na referência abaixo.

Na verdade sobre história da fotografia tem muitas questões relacionadas a historiografia. Para quem curte, recomendo buscar um texto da Ya’ara Gil Glazer – em inglês – The challenges of contemporary histories of photography.