Revelação Cor – C41

A verdade é que eu sabia que aquilo não duraria muito tempo. Então enquanto estive nesse lab cor, usei como se fosse a última vez. E fotografei pra lembrar dele.

Essa à esquerda é a Colex, processadora de papel cor.

lá pelo começo nos anos 2000, acho que foi 2004. Fiz um curso de revelação e ampliação colorida. Tudo no processamento manual, controle de temperatura no termômetro boiando, sem enxergar direito mesmo. Tinha aluno que nem usava luvas nem pinças, ficava com a pele dos dedos toda deformada. Acho que o lab do espaço não tinha uma boa exaustão e o cheiro do químico para ampliar ficava muito forte. Acho que por isso nem me animei muito a tentar em casa. Fora que demorava o dia todo pra fazer uma foto razoável e no dia seguinte eu estava descontente com o resultado. Talvez a iluminação ambiente não fosse adequada. Ainda assim na primeira vez que vi um ampliador cor à venda comprei. Mas nem usei muito. No fim, o trabalho acabou me chamando para outras áreas.

Só que esse da foto o processamento era todo por máquinas. E sim, era a iluminação perfeita para visualizar a cor. Foi exatamente projetado para isso. O ano era 2007 e a tendência na faculdade era destruir tudo para virar sala com computador. (pensando bem, quando eu frequentava fotoclube foi a mesma coisa, acho que vivi para ver o final dessa era ser substituída por pcs feios com salas de iluminação imprópria para trabalhar com monitor – parênteses dos parênteses: aquela cor branco amarelado que atrapalha pra caramba, sabe?)

Passos para revelar filme cor C41:

pré lavagem: 1 minutos e 15s

revelador: 3 minutos e 15 s

branqueador: 4 minutos

lavagem: 2 minutos

Fixador: 4 minutos

Lavagem: 4 minutos

Estabilizador: 1 minuto

Para qualquer marca e qualquer ISO o tempo é padronizado.

ahhh E6 ! que falta que me faz

a gente preparava muito químico por semana…

Papel PB em positivo direto

Ano passado fiz algumas atividades com esse processo de revelação e achei que tinha escrito algo sobre isso aqui. Só agora percebi meu erro..

Essa fiz hoje, perto de 11h.

Certo dia nas minhas invenções de fotografar retratos com van dyke senti a necessidade de algo um pouco mais rápido. Resolvi projetar uma atividade com papel pb e que alguma parte da revelação desse papel fosse possível de deixar o público visualizar a imagem aparecendo. Achei algumas fórmulas aqui e ali. A fórmula que acabei testando foi a do Jon Cleave e gostei bastante. (https://joevancleave.blogspot.com/2017/09/more-direct-positive-print-experiments.html)

É uma fórmula de peróxido de hidrogênio e ácido cítrico. Depois de revelar o papel e interromper, passa por esse rebaixador e expõe à luz. Depois, termina com o processamento comum de papéis.

Eu precisava de uma fórmula que fosse possível de processar dentro da minha caixa de revelação sem eu passar mal dentro dela. Já que essa caixa foi feita pra eu revelar papel sensível à luz e filme fotolito em qualquer lugar. Ela tem exaustor mas como o espaço é muito pequeno, sempre tem um risco de contaminação por ar, olhos ficam irritados e irrita a garganta.

Positivo direto em Papel PB

O processamento direto necessita de uma imagem latente mais densa. Cerca de 1 a 2 pontos mais densa. Para o papel que usei, Ilford Multigrade, fotometrei em ISO 6.

Processamento:

Revelador Dektol 2 minutos

Interruptor

Diluir peróxido 40 volumes 1:1 Adicionar cerca de 2 colheres de chá de ácido cítrico. 2 minutos a 4 minutos

Expor à luz intensa

Revelar novamente

Interromper 30s

Fixar normalmente.

alguns resultados