Antotipia – Anthotype – anthos e flores

Quando eu comecei esse blog eu lembro bem. Exatamente o dia. Foi num momento em que eu estava na faculdade e divagava sobre o mito da caverna e sobre tantas coisas que eu gostaria de escrever. Só de pensar na ilusão dava muitas ideias. A ideia de juntou com a perspectiva de enxergar os espectros invisíveis então deu mais surrealidade para a imaginação de uma pisciana com Sol casa 5.

Um belo dia achei um texto sobre uma possibilidade de produzir fotografias com sumo de plantas e minha alma hippie (deve ser uns 20%) não resistiu. Isso foi em 2007 e obviamente tentei com as flores que eu tinha.

Escrevo mais uma vez aqui sobre anthotype. Este processo maravilhoso descrito pela primeira vez por John Herschel, cientista e astrônomo que, como eu, era pisciano e provavelmente vivia no mundo da lua como eu vivo. um pouco… :/

Aviso também que logo teremos um curso sobre a técnica – online. E avisarei por aqui. Espero que tenham interessados.

A técnica se resume em macerar plantas, flores, folhas ou frutos. Sementes, raízes. Passar no papel e expor ao sol com alguma matriz – foto ou fotograma

anthotype em papel – amoras Esta foi uma das primeiras imagens publicadas aqui

Mas as flores – sim! as flores que dão o nome à técnica – é sobre o que gostaria de discorrer aqui. Ideias e o que eu testei ou está na lista para testar.

Anthos vem do grego para flores. anthotype se refere a flores. No entanto como homenagem ao Herschel eu me refiro a todo tipo de fotografia com plantas de antotipia.

Flores de cores mais intensa em geral oferecem melhor resultado. Já me perguntaram muitas vezes se é possível usar flores brancas. Até onde eu sei não funciona. Mas não testei muitas vezes.

Comecei a plantar muita clitoria ou feijão borboleta. Ela é azul e muito usada para fazer um chá por causa de sua cor. Sequei algumas e fiz meu estoque. Plantei capuchinha mas assim que vieram as primeiras flores, quem disse que eu consegui usar pra anthotype?

Outra planta que despertou uma curiosidade para esta técnica é a grumixama, nesse caso o fruto. Grumis, como eu costumo chamar, planta nativa que dá esse fruto que lembra uma cereja mistura de jabuticaba (pra mim né). Eu gosto tanto. Conheci pelo blog na Neide Rigo. Plantei duas mudas mas dei de presente. Sinto uma falta tremenda das plantas.

E será que dá pra fazer com espada de São Jorge? é o que tenho aqui.

Se der certo posto aqui.