Cianotipia e a Pesquisa Botânica – Sesc Pompéia

Teremos mais um curso no Pompéia, desta vez na programação do meio ambiente. Farei junto com a bióloga Beatriz de Castro a atividade de coleta de plantas do entorno da unidade e utilizá-las como matriz para cianotipias.

Dias 17 de janeiro sábado 14h, 21 e 22 de janeiro quarta e quinta-feira 19-22h.v

Inscrições a partir do dia 7/1 às 14h

https://www.sescsp.org.br/programacao/cianotipia-e-a-pesquisa-botanica

Basicamente é um estudo botânico e catalogação de plantas, o que considero uma grande e bonita lembrança do trabalho de Anna Atkins. Para isso, trabalharei em conjunto com a bióloga Beatriz de Castro e agradeço muito o pessoal do Sesc por permitir um trabalho como esse, que me permite olhar para a ciência e a fotografia, lembrando de uma botanista/fotógrafa, primeira a publicar um livro de fotografias.

Testes do microfilme Orwo MA9

Da última vez que encontrei o Athos do FFV – Festival dos Filmes Vencidos – fui incumbida a fazer testes com um filme Orwo, um microfilme, não perfurado e bem vencido. Com muita ajuda do meu amigo Maranhão – sem ele eu ia ficar batendo a cabeça por mais uma semana – e gastar pelo menos mais alguns metros.

Para quem quiser adquirir o filme, o Athos tem. Vou colocar aqui as minhas considerações

aqui o famoso

Não encontrei nada sobre ele na internet, somente sobre o MA8. A previsão era de que fosse ISO3, mas vencido em 93 devia ficar ISO1 com muito otimismo. A questão é que está com a base muito escura já, então fica bem escuro revelando normal. fiz 8 testes de formas diferentes.

O microfilme não é perfurado então não dá pra usar em qualquer câmera. Minha Nikon não puxa de forma alguma, usei uma fita adesiva para avançar o filme, mas achei muito perigoso estragar algo. Usei uma Fujica e funcionou melhor, maas por vezes não avança e faz sobreposições. Além de que fica muito dura pra avançar, ou seja, vai acabar forçando demais a cam. Sei que existem poucos modelos possíveis, mas não acho que seja prático procurar pelo modelo específico para usar um filme tão específico.

A forma mais segura pra mim foi colocar em bobinas 120 e fotografar com a médio formato, a imagem fica mais panorâmica, com um recorte um pouco diferente do que se está acostumado.

Agora a revelação. Com o D76 em tempo normal fica só escuridão. Achei em algum momento que até estava perdido, mas testei com Microphen e funcionou melhor. Mas muito escuro. Por isso resolvi fazer um teste com um outro microfilme que eu tinha aqui, da Kodak, e ele ficou muito bom em exposição a ISO 3 a 25. A partir desse percebi que o teste deveria ser diferente, expor mais. revelar beeem menos.

Com esse Orwo fiz duas coisas que me deram esperança. 1- revelei com Dektol 1 minuto com agitação forte. E 2- revelei com Microphen 2 minutos. O primeiro deu muito mais certo. O segundo ficou com a base ótima, mas sem muita informação. A partir disso tirei a conclusão inicial de que pra algo mais fácil, o Dektol funciona bem. Fotografar em ISO 1. No Microphen 6 minutos foi demais, mas ainda assim tem um bom resultado – pra um filme tão vencido – depois testarei com 4 minutos e um pouco de benzotriazol.

Dektol 1 minuto. A imagem tinha umas luzinhas mesmo, por isso ficou com essas manchinhas. preciso refazer com ISO1, esse foi em ISO3. Não me preocupei com a digitalização, a imagem foi uma má escolha. Mas revelar por pouco tempo deu manchas então deve funcionar uma agitação bem forte.
Microphen 6 minutos. Ficou bem denso, por isso eu mudaria o tempo e adicionaria o benzo. Ignorem as cenas, foram tantas vezes fotografando e dando errado que chegou um momento que parei de ficar saindo para fotografar fora.

Por hora está assim, mas acho que tem potencial para ficar melhor. Eu quero testar outro reveladores para ver se o filme gosta mais. 🙂

Feira de fotografia analógica – FRoFA #8

Neste mês teremos mais uma vez a feira que hoje em dia organizo junto com o pessoal do Lab.irinto.Lab e o Foto Retrô.

Dias 13 e 14 de dezembro será no espaço do Lab, na Vila Prudente. Lá fazemos atividades com oficinas/workshops, além de vendas de materiais analógicos, serviços e afins.

Se interessa em dar algum curso ou quer vender algo numa mesa? Vou compartilhar o link para se inscrever para participar do evento: (edit: estamos com as oficinas fechadas a partir do dia 4/12)

https://forms.gle/F5TWVU72R9VtgPL69

Rua Pedro de Godói, 406, Vila Prudente, SP – 10h às 17h – 13 e 14 de dezembro de 2025.

As mesas: Tem gente que vende material fotográfico, filme, câmeras novas e usadas. Prints de fotografia, cadernos, livros. Serviços de digitalização e revelação.

Oficinas: mesmo que não tenha experiência, pode propor alguma atividade que sabe fazer e quer ensinar. Eu não proponho pra dar espaço para outras pessoas, mas já tem gente que quer fazer oficina de cianotipia, de pinhole, de encadernação de fotolivro.

Só pra esclarecer sobre a feira. Surgiu com o Guilherme Maranhão e Bruno Massao com o intuito de reunir pessoas que gostam da fotografia analógica e vender, se desapegar de materiais ou até conhecer gente nova no ramo. Gui passou para as terras lusitanas e deixou a meu cargo. Só que como eu faço atividades muito diferentes na verdade eu não dou muito conta de organizar sozinha. Então tem RebobinaLab, Lab.irinto.Lab e Fotoretrô na produção. Tentamos sempre fazer em algum local diferente quando possível. Já aconteceu em ateliê de foto em Pinheiros, estúdio do Gui, na editora TerraVirgem e no IMS, além do espaço na Vila Prudente.

Nos próximos dias divulgamos as atividades e os participantes. 🙂