Ainda tem duas oficinas no Sesc Paulista e volto a divulgar mais uma vez – 18 de abril sábado e 25 de abril das 10:30h às 12:30h
Uma amiga questionou o motivo de utilizar as duas palavras – fotográficos e fotossensíveis – brinquei que é para garantir que as pessoas vão entender mas na verdade é que, em parte, eu apresento algum material que é fotossensível mas não necessariamente fotográfico. Porque tem um material que na verdade não é usado em fotografia, mas de alguma forma reage com a luz. Só quem participa vai saber qual é.
Como a atividade é a mesma em todos os sábados, muitas vezes as pessoas retornam para fazer de novo. Por isso adiciono novas informações no meio. E a arte do improviso muitas vezes fala mais alto. Por exemplo, o processo que eu projetei para a atividade precisa de muita luz e no primeiro dia não tinha nada de sol, impossível realizar na caixa de luz. Por isso modifiquei para uma técnica mais rápida, com um reagente em comum.
Na atividade são ao menos três técnicas: Cianotipia, Goma bicromatada e Lumen Print. Alguns dias preparo um material surpresa. E quase sempre – teve um dia só que não deu – meu material fotossensível. Num outro dia levei o Marrom van dyke para experimentarem, mas como agora estou sem pia móvel, ficou difícil de lavar, e esse processo sem lavagem a chance dele estragar com o tempo é muito maior.
Alguns resultados e testes que fiz para a atividade e a plaquinha que a Carol imprimiu para mim 🙂
Sesc Av. Paulista – 4º andar – retirada de senha no atendimento do andar mesmo. Meia hora antes – a unidade abre 10h
Neste fim de semana participo da Feira do Livro do Mis – Museu da Imagem e do Som.
Sábado estarei somente a partir da tarde, porque de manhã ainda tem aula no Sesc Paulista de Materiais Fotossensíveis e Fotográficos – aliás, é com senha meia hora, antes, fácil e a oficina dura 2 horas, das 10:30h às 12:30h.
Participo junto a Carolina Carmini e João Moreira na editora BULU.
Organizamos materiais fotográficos, publicações e como nossa inspiração foi inicialmente a cianotipia, nosso primeiro livreto é sobre plantas nesse processo. Inspirado na Anna Atkins, resolvemos fazer uma leitura das plantas urbanas da cidade de São Paulo, a partir de um recorte individual.
Teremos alguns prints de fotografia e outros fotolivros.
Fui convidada a oferecer esse curso numa ocasião em que estava como aluna, de fato. Durante as aulas do Luís Crispino eu falei muito – e nem percebi claramente – sobre trabalhos de fotógrafas que eu pesquiso e com a qual tive contato.
Pois realmente, acabo pesquisando as mulheres em várias áreas do conhecimento.
Só que eu não consigo separar a teoria da prática e por isso pensei em verificar as questões da produção analógica principalmente no trabalho fotográfico. Porque acho importante 🙂
Raramente consigo mostrar um pouco do que tenho feito nas atividades em curso. E no Sesc Paulista nem consegui tirar muitas fotos. A atividade vai até o final de abril, aos sábados a partir das 10:30h
Minha ideia inicial foi trazer um pouco do que é possível fazer num laboratório, para apresentar a quem nunca fez fotografia fotoquímica. Então sais sensíveis à luz – ferro, prata entre outros. Minha ideia inicial era trabalhar com o chromatype – só que ele é muito lento e não bate muito sol direto. Por isso tive que adaptar com técnicas similares, só que mais rápidos.
Olha, dá para ver o palco lá embaixo e as prensas esperando um sol 🙂
Eu fiz um percurso de pré-fotográfico até uma adaptação aos materiais atuais.
Acaba tendo cianotipia, algum outro processo químico – é que tem dias que eu me empolgo e levo algo mais legal – se o chromatype funcionar um dia seria legal, ou um van dyke, papel preto e branco.
Testo coisas diferentes se caso não houver sol.
Fiz Cianotipia, Gomas, Lumen prints. Se precisar de algo mais profundo acho que coloco um van dyke.
Para explicar um pouco desta atividade. Pensei em algo que fosse possível apresentar algumas propriedades dos materiais que utilizamos em laboratório, mesmo sem estar em um. É mais voltado a quem não teve nenhum contato com materiais fotográficos químicos. Apresento diversos materiais que reagem à luz e um pouco, como sempre, de sua história.
Como no primeiro encontro – dia 7/3 – não tinha nada de sol, utilizei a caixa de luz UV, mas a proposta é colocar algo no sol dentro do possível.
Devido à instabilidade climática atual, tive que adaptar para materiais um pouco mais sensíveis do proposto inicialmente, então neste próximo sábado 14/3 levarei outros tipos de reagentes.
Para esta atividade pensei muito numa introdução aos processos alternativos, já que trabalhamos com materiais pré-fotografia, do início da história da fotografia e do século XX.
Nem vi fevereiro passar, já estou querendo divulgar as atividades de março. Mas como não saiu a divulgação, só vou avisar que provavelmente terá curso no Sesc Pompéia e no Sesc Paulista, a partir do mês que vem.
Também pretendo logo anunciar as novidades, que ainda não terminei, (mal comecei) só que eu fiquei feliz em começar coisas novas e queria escrever algo.
Hoje começa o ano novo lunar, desejo um ótimo ano para todos e com muito conhecimento.
Eu tive e tenho muitas plantas. Hoje fiquei um pouco nostálgica dos meus pés de café, minha grumixama, meu lindinho pau-brasil, que tive que me desfazer durante a pandemia. (vou adotar tudo de novo)
Como alguém que sempre se viu meio sem raízes aqui, eu adotei de verdade as raízes brasileiras como minhas, com as plantas. Por isso acabo pesquisando tudo que é nativo, quero saber a história.
No mini curso desta semana no Sesc, trabalhei junto com a biológa Beatriz de Castro, com identificação das plantas dos arredores do Sesc e depois fizemos as cianotipias no laboratório do Pompéia. Bia mostrou como se faz a coleta adequada com materiais de fácil acesso e os cuidados necessários com as plantas. Levei todo o material na saída e organizamos lá mesmo os cuidados com as amostras.
Bia explicando sobre a coleta. Praça Cornélia – Pompéia
Eu sou devagar e quando fiz uma visita ao bairro no final do ano passado, demorei para me interessar nas plantas porque eu estava muito focada em espécies nativas. Sorte que o pessoal é mais rápido que eu e assim que chegamos, já foram buscando espécies para prensar. Se fosse eu fazer paisagismo ia achar muito mais bonito plantas frutíferas a esses arbustos que pinicam, mas sou eu.
Em praças bem pequenas senti dificuldade em encontrar espécies que não fossem de paisagismo, mas na Cornélia tinha uma boa variedade. Meu trajeto contava com rua Faustolo até a praça ao lado do Allianz, mas não deu tempo de andar até lá. Na rua Coriolano tem muitas árvores, só que achei que era tudo muito alto e não conseguiríamos coletar muito por lá.
Lembro de ter pesquisado a história do bairro, que assim como muitas regiões começaram com chácaras, que teve início em 1910. Uma pena que o modo como alteramos e construímos a cidade não deixe margem para o respeito com a vegetação. Como meu pai também teve seu crescimento com plantas, havia muitas árvores em casa, e ele tinha a hortinha, que acabei fazendo também. Cresci com meu pé de abacate gigante e tenho saudades dele, que em algum momento adoeceu.
Nos outros encontros, ficamos no laboratório do Sesc. Desta vez utilizamos a fórmula da cianotipia com o reagente marrom, porque como é o mais fácil de encontrar, achei que seria melhor experimentarem com algo que seja replicável sem muitas dificuldades.
importante destacar que nem todo citrato férrico marrom é igual. pode variar muito de lote para lote. usamos o mais claro.
O reagente mais escuro deve ser bem menos sensível. Eu lembro que quando recebi esse, já vi tempos muito longos de exposição. E não adianta pensar que um mesmo fabricante será sempre melhor, mesmo com os reagentes que utilizo para fotografia preto e branco, me parece que tem uma diferença considerável em alguns momentos. Para os de cianotipia com certeza será mais crítica a diferença possível.
Minha conclusão: acho que podia ter mais cereja-do-rio-grande, jabuticabas, grumixamas e goiabas (apesar de uma parte da Faustolo ser quase só de pata-de-vaca e goiabeiras) entre outras. Queria ter encontrado mais pancs (plantas alimentícias não-convencionais) e mais flores.
Acho que esse olhar para a cidade pelo recorte ambiental é bem importante para pensar nos espaços urbanos e na qualidade de vida. Apesar de até ter bastante praças onde eu morava na Lapa, eu tive muitas crises de laringite e sinusite naquela época e quando morei na Bela Vista. Voltando aqui para região do Butantã, nunca mais tive crises.
Eu falo que não tô pegando mais nada, nem resfriado. 🙂
Neste mês teremos mais uma vez a feira que hoje em dia organizo junto com o pessoal do Lab.irinto.Lab e o Foto Retrô.
Dias 13 e 14 de dezembro será no espaço do Lab, na Vila Prudente. Lá fazemos atividades com oficinas/workshops, além de vendas de materiais analógicos, serviços e afins.
Se interessa em dar algum curso ou quer vender algo numa mesa? Vou compartilhar o link para se inscrever para participar do evento: (edit: estamos com as oficinas fechadas a partir do dia 4/12)
Rua Pedro de Godói, 406, Vila Prudente, SP – 10h às 17h – 13 e 14 de dezembro de 2025.
As mesas: Tem gente que vende material fotográfico, filme, câmeras novas e usadas. Prints de fotografia, cadernos, livros. Serviços de digitalização e revelação.
Oficinas: mesmo que não tenha experiência, pode propor alguma atividade que sabe fazer e quer ensinar. Eu não proponho pra dar espaço para outras pessoas, mas já tem gente que quer fazer oficina de cianotipia, de pinhole, de encadernação de fotolivro.
Só pra esclarecer sobre a feira. Surgiu com o Guilherme Maranhão e Bruno Massao com o intuito de reunir pessoas que gostam da fotografia analógica e vender, se desapegar de materiais ou até conhecer gente nova no ramo. Gui passou para as terras lusitanas e deixou a meu cargo. Só que como eu faço atividades muito diferentes na verdade eu não dou muito conta de organizar sozinha. Então tem RebobinaLab, Lab.irinto.Lab e Fotoretrô na produção. Tentamos sempre fazer em algum local diferente quando possível. Já aconteceu em ateliê de foto em Pinheiros, estúdio do Gui, na editora TerraVirgem e no IMS, além do espaço na Vila Prudente.
Nos próximos dias divulgamos as atividades e os participantes. 🙂
Este ano resolvi ir à Festa do livro da USP, algo que eu nunca pensei em fazer porque eu sabia que seria um rombo fenomenal nas contas desta que vos escreve. Só que eu precisava de alguns livros teóricos e eu ia gastar de qualquer forma. Resolvi fazer algumas pessoas gastarem junto comigo e vou indicar o que eu achei de bom 🙂
Cheguei na hora que abriu do primeiro dia, tava cheio desde o começo. Vou separar por editora. Preços já com desconto da Festa
Na Cia das Letras. Sontag – livro sobre estudo de mídia (especialmente fotografia) é bem teórico e acho necessário. Mas para quem está começando talvez seja uma leitura densa e difícil.
Sobre Fotografia. Susan Sontag. 39 reais
Diante da dor dos outros. Susan Sontag. 37 reais
Editora Olhares – Esse ainda não li mas achei interessante porque apresenta a forma como ele fotografava
Daido Moriyama. Takeshi Nakamoto. 49,50 reais
IMS – praticamente todos, mas como não posso levar tudo, eu quis focar mais na fotografia brasileira. Moriyama e Frank são essenciais, então deixei na lista.
Daido Moriyama- Thyago Nogueira 60 reais
Os Americanos. Robert Frank 30 reais
Imagens do Rio Grande do Sul. Cristiano Mascaro 2 reais
RioUtópico. Rosângela Rennó 30 reais
Fotografia Moderna no Brasil – Helouise Costa, Heloíse Espada 55 reais
Geraldo de Barros. 40 reais
Moderna pelo avesso. Heloise Espada 50 reais
Cinefotorama – José Medeiros 10 reais
Luiz Braga – 75 reais
Sertões – Maureen Bisilliat 25 reais
(difícil selecionar, ainda tem muitos mas se eu tivesse que escolher seriam esses)
DBA – tem somente duas publicações de fotografia do Cristiano Mascaro a maioria dos livros deles é de literatura
Luzes da Cidade – Mascaro 35 reais
Viagem à Tóquio – Mascaro 25 reais
Taschen – tem muitas publicações de fotografia. Moda, Erótica, História, Urbana, Arquitetura, Viagem. Tive que selecionar pra não deixar a lista grande. Do Salgado tem de 400 a 500 reais alguns outros títulos. Achei legal que tem o livro na National Galery também, mas deve ser artes em geral.
Amazônia – Sebastião Salgado 95 reais
Amazônia – Sebastião Salgado 600 reais
Anna Atkins Cyanotypes – 750 reais (e sim, é a metade do valor normal)
Edward Curtis – 800 reais
Robert Doisneau, Paris – 325 reais
Ateliê Editorial
Fotografia e História – Boris Kossoy 34,50
Realidades e ficções na trama fotográfica – Kossoy 34,50
Editora Bei – tem vários sobre fotografia, arquitetura, urbana, arte africana, grafitti. Separei alguns do Cristiano Mascaro – porque percebi que é o único nome que aparece em editoras diferentes – só que para quem interesse em livro de fotografia recomendo olhar o catálogo
Cidades Reveladas – Mascaro 60 reais
Duas Lentes – Mascaro e Setas 30 reais
Tiradentes- um olhar para dentro – Mascaro e Werneck 60 reais
Editora L&PM
A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica – Walter Benjamim 16,50 reais
Editora Sesc – nem vou separar, tem muita coisa. tudo é bom então vale a pena. (e não é porque eu costumo trabalhar lá. É muito bom mesmo. Quem me conhece sabe que eu não sou de puxar saco de ninguém, apesar de não entender muito essa expressão)
Por hora são esses, vou atualizando assim que conseguir ler todas as listas. 🙂