Uma atividade livre no Sesc, sábado 10:30h a 12:30h retirada de senha 30 minutos antes
Começa 07/3 – atividade de um dia só, vai até 25/4

https://www.sescsp.org.br/programacao/experimentos-com-materiais-fotograficos-e-fotossensiveis
Uma atividade livre no Sesc, sábado 10:30h a 12:30h retirada de senha 30 minutos antes
Começa 07/3 – atividade de um dia só, vai até 25/4

https://www.sescsp.org.br/programacao/experimentos-com-materiais-fotograficos-e-fotossensiveis
Nem vi fevereiro passar, já estou querendo divulgar as atividades de março. Mas como não saiu a divulgação, só vou avisar que provavelmente terá curso no Sesc Pompéia e no Sesc Paulista, a partir do mês que vem.
Também pretendo logo anunciar as novidades, que ainda não terminei, (mal comecei) só que eu fiquei feliz em começar coisas novas e queria escrever algo.
Hoje começa o ano novo lunar, desejo um ótimo ano para todos e com muito conhecimento.
Estava escrevendo hoje para uma pessoa que conheci por causa da fotografia, o Fábio, que é advogado, estuda fotografia sozinho (por enquanto) Muita gente que entra em contato comigo ou faz algumas aulas não são da área da fotografia, muitas (muitas mesmo) vezes buscando essa área para dar um tempo ou sair um pouco da rotina do trabalho.
E ele me perguntou de bibliografia para fotografia preto e branco. Por isso resolvi colocar aqui minhas indicações.
Revelação em preto e branco: a imagem com qualidade. Millard Schisler – fotografias de Elisabete Savioli – sobre revelação, procedimento, um pouco sobre controle de tons. Tem fórmulas e recomendo para iniciantes, bem didático.
Trilogia do Ansel Adams: A Câmera, O negativo e a Cópia. – em inglês tem um dele que é sobre luz artificial. – eu adoro e indico muito. Para quem estuda música acho que é fácil entender como o Adams pensa na imagem, eu vejo assim. Tem gente que fala que ele é muito técnico, mas eu sempre tive a impressão dele ser mais poético para mim, não sei por quê.
El Revelado. C.I. Jacobson – em espanhol. Não terminei de ler, mas é uma referência que muitos amigos mais experientes na fotografia me indicavam.
Interpretacão da Luz: o controle de tons na fotografia preto e branco. João Musa e Raul Garcez – curtinho e bem interessante. Fora que eu acho as fotos dos dois autores muito lindas. Admiro muito o Garcez, que pouca gente conhece, maior parte conhece mais o Musa. Acho que o trabalho dos fotógrafos brasileiros podia ser mais estudado.
A World History of Photography – Naomi Rosenblum – minha musa. Sobre a parte histórica prefiro mesmo o livro dela a outros estudiosos anteriores a ela. Parte da minha preferência pode ser explicada na referência abaixo.
Na verdade sobre história da fotografia tem muitas questões relacionadas a historiografia. Para quem curte, recomendo buscar um texto da Ya’ara Gil Glazer – em inglês – The challenges of contemporary histories of photography.
Eu tive e tenho muitas plantas. Hoje fiquei um pouco nostálgica dos meus pés de café, minha grumixama, meu lindinho pau-brasil, que tive que me desfazer durante a pandemia. (vou adotar tudo de novo)
Como alguém que sempre se viu meio sem raízes aqui, eu adotei de verdade as raízes brasileiras como minhas, com as plantas. Por isso acabo pesquisando tudo que é nativo, quero saber a história.
No mini curso desta semana no Sesc, trabalhei junto com a biológa Beatriz de Castro, com identificação das plantas dos arredores do Sesc e depois fizemos as cianotipias no laboratório do Pompéia. Bia mostrou como se faz a coleta adequada com materiais de fácil acesso e os cuidados necessários com as plantas. Levei todo o material na saída e organizamos lá mesmo os cuidados com as amostras.

Eu sou devagar e quando fiz uma visita ao bairro no final do ano passado, demorei para me interessar nas plantas porque eu estava muito focada em espécies nativas. Sorte que o pessoal é mais rápido que eu e assim que chegamos, já foram buscando espécies para prensar. Se fosse eu fazer paisagismo ia achar muito mais bonito plantas frutíferas a esses arbustos que pinicam, mas sou eu.
Em praças bem pequenas senti dificuldade em encontrar espécies que não fossem de paisagismo, mas na Cornélia tinha uma boa variedade. Meu trajeto contava com rua Faustolo até a praça ao lado do Allianz, mas não deu tempo de andar até lá. Na rua Coriolano tem muitas árvores, só que achei que era tudo muito alto e não conseguiríamos coletar muito por lá.
Lembro de ter pesquisado a história do bairro, que assim como muitas regiões começaram com chácaras, que teve início em 1910. Uma pena que o modo como alteramos e construímos a cidade não deixe margem para o respeito com a vegetação. Como meu pai também teve seu crescimento com plantas, havia muitas árvores em casa, e ele tinha a hortinha, que acabei fazendo também. Cresci com meu pé de abacate gigante e tenho saudades dele, que em algum momento adoeceu.

Nos outros encontros, ficamos no laboratório do Sesc. Desta vez utilizamos a fórmula da cianotipia com o reagente marrom, porque como é o mais fácil de encontrar, achei que seria melhor experimentarem com algo que seja replicável sem muitas dificuldades.

O reagente mais escuro deve ser bem menos sensível. Eu lembro que quando recebi esse, já vi tempos muito longos de exposição. E não adianta pensar que um mesmo fabricante será sempre melhor, mesmo com os reagentes que utilizo para fotografia preto e branco, me parece que tem uma diferença considerável em alguns momentos. Para os de cianotipia com certeza será mais crítica a diferença possível.

Minha conclusão: acho que podia ter mais cereja-do-rio-grande, jabuticabas, grumixamas e goiabas (apesar de uma parte da Faustolo ser quase só de pata-de-vaca e goiabeiras) entre outras. Queria ter encontrado mais pancs (plantas alimentícias não-convencionais) e mais flores.
Acho que esse olhar para a cidade pelo recorte ambiental é bem importante para pensar nos espaços urbanos e na qualidade de vida. Apesar de até ter bastante praças onde eu morava na Lapa, eu tive muitas crises de laringite e sinusite naquela época e quando morei na Bela Vista. Voltando aqui para região do Butantã, nunca mais tive crises.
Eu falo que não tô pegando mais nada, nem resfriado. 🙂
Teremos mais um curso no Pompéia, desta vez na programação do meio ambiente. Farei junto com a bióloga Beatriz de Castro a atividade de coleta de plantas do entorno da unidade e utilizá-las como matriz para cianotipias.
Dias 17 de janeiro sábado 14h, 21 e 22 de janeiro quarta e quinta-feira 19-22h.v
Inscrições a partir do dia 7/1 às 14h

https://www.sescsp.org.br/programacao/cianotipia-e-a-pesquisa-botanica
Basicamente é um estudo botânico e catalogação de plantas, o que considero uma grande e bonita lembrança do trabalho de Anna Atkins. Para isso, trabalharei em conjunto com a bióloga Beatriz de Castro e agradeço muito o pessoal do Sesc por permitir um trabalho como esse, que me permite olhar para a ciência e a fotografia, lembrando de uma botanista/fotógrafa, primeira a publicar um livro de fotografias.
Da última vez que encontrei o Athos do FFV – Festival dos Filmes Vencidos – fui incumbida a fazer testes com um filme Orwo, um microfilme, não perfurado e bem vencido. Com muita ajuda do meu amigo Maranhão – sem ele eu ia ficar batendo a cabeça por mais uma semana – e gastar pelo menos mais alguns metros.
Para quem quiser adquirir o filme, o Athos tem. Vou colocar aqui as minhas considerações

Não encontrei nada sobre ele na internet, somente sobre o MA8. A previsão era de que fosse ISO3, mas vencido em 93 devia ficar ISO1 com muito otimismo. A questão é que está com a base muito escura já, então fica bem escuro revelando normal. fiz 8 testes de formas diferentes.
O microfilme não é perfurado então não dá pra usar em qualquer câmera. Minha Nikon não puxa de forma alguma, usei uma fita adesiva para avançar o filme, mas achei muito perigoso estragar algo. Usei uma Fujica e funcionou melhor, maas por vezes não avança e faz sobreposições. Além de que fica muito dura pra avançar, ou seja, vai acabar forçando demais a cam. Sei que existem poucos modelos possíveis, mas não acho que seja prático procurar pelo modelo específico para usar um filme tão específico.
A forma mais segura pra mim foi colocar em bobinas 120 e fotografar com a médio formato, a imagem fica mais panorâmica, com um recorte um pouco diferente do que se está acostumado.
Agora a revelação. Com o D76 em tempo normal fica só escuridão. Achei em algum momento que até estava perdido, mas testei com Microphen e funcionou melhor. Mas muito escuro. Por isso resolvi fazer um teste com um outro microfilme que eu tinha aqui, da Kodak, e ele ficou muito bom em exposição a ISO 3 a 25. A partir desse percebi que o teste deveria ser diferente, expor mais. revelar beeem menos.
Com esse Orwo fiz duas coisas que me deram esperança. 1- revelei com Dektol 1 minuto com agitação forte. E 2- revelei com Microphen 2 minutos. O primeiro deu muito mais certo. O segundo ficou com a base ótima, mas sem muita informação. A partir disso tirei a conclusão inicial de que pra algo mais fácil, o Dektol funciona bem. Fotografar em ISO 1. No Microphen 6 minutos foi demais, mas ainda assim tem um bom resultado – pra um filme tão vencido – depois testarei com 4 minutos e um pouco de benzotriazol.


Por hora está assim, mas acho que tem potencial para ficar melhor. Eu quero testar outro reveladores para ver se o filme gosta mais. 🙂
Neste mês teremos mais uma vez a feira que hoje em dia organizo junto com o pessoal do Lab.irinto.Lab e o Foto Retrô.

Dias 13 e 14 de dezembro será no espaço do Lab, na Vila Prudente. Lá fazemos atividades com oficinas/workshops, além de vendas de materiais analógicos, serviços e afins.
Se interessa em dar algum curso ou quer vender algo numa mesa? Vou compartilhar o link para se inscrever para participar do evento: (edit: estamos com as oficinas fechadas a partir do dia 4/12)
https://forms.gle/F5TWVU72R9VtgPL69
Rua Pedro de Godói, 406, Vila Prudente, SP – 10h às 17h – 13 e 14 de dezembro de 2025.
As mesas: Tem gente que vende material fotográfico, filme, câmeras novas e usadas. Prints de fotografia, cadernos, livros. Serviços de digitalização e revelação.
Oficinas: mesmo que não tenha experiência, pode propor alguma atividade que sabe fazer e quer ensinar. Eu não proponho pra dar espaço para outras pessoas, mas já tem gente que quer fazer oficina de cianotipia, de pinhole, de encadernação de fotolivro.
Só pra esclarecer sobre a feira. Surgiu com o Guilherme Maranhão e Bruno Massao com o intuito de reunir pessoas que gostam da fotografia analógica e vender, se desapegar de materiais ou até conhecer gente nova no ramo. Gui passou para as terras lusitanas e deixou a meu cargo. Só que como eu faço atividades muito diferentes na verdade eu não dou muito conta de organizar sozinha. Então tem RebobinaLab, Lab.irinto.Lab e Fotoretrô na produção. Tentamos sempre fazer em algum local diferente quando possível. Já aconteceu em ateliê de foto em Pinheiros, estúdio do Gui, na editora TerraVirgem e no IMS, além do espaço na Vila Prudente.
Nos próximos dias divulgamos as atividades e os participantes. 🙂
Este ano resolvi ir à Festa do livro da USP, algo que eu nunca pensei em fazer porque eu sabia que seria um rombo fenomenal nas contas desta que vos escreve. Só que eu precisava de alguns livros teóricos e eu ia gastar de qualquer forma. Resolvi fazer algumas pessoas gastarem junto comigo e vou indicar o que eu achei de bom 🙂
Cheguei na hora que abriu do primeiro dia, tava cheio desde o começo. Vou separar por editora. Preços já com desconto da Festa
Na Cia das Letras. Sontag – livro sobre estudo de mídia (especialmente fotografia) é bem teórico e acho necessário. Mas para quem está começando talvez seja uma leitura densa e difícil.
Editora Olhares – Esse ainda não li mas achei interessante porque apresenta a forma como ele fotografava
IMS – praticamente todos, mas como não posso levar tudo, eu quis focar mais na fotografia brasileira. Moriyama e Frank são essenciais, então deixei na lista.
DBA – tem somente duas publicações de fotografia do Cristiano Mascaro a maioria dos livros deles é de literatura
Taschen – tem muitas publicações de fotografia. Moda, Erótica, História, Urbana, Arquitetura, Viagem. Tive que selecionar pra não deixar a lista grande. Do Salgado tem de 400 a 500 reais alguns outros títulos. Achei legal que tem o livro na National Galery também, mas deve ser artes em geral.
Ateliê Editorial
Editora Bei – tem vários sobre fotografia, arquitetura, urbana, arte africana, grafitti. Separei alguns do Cristiano Mascaro – porque percebi que é o único nome que aparece em editoras diferentes – só que para quem interesse em livro de fotografia recomendo olhar o catálogo
Editora L&PM
Editora Sesc – nem vou separar, tem muita coisa. tudo é bom então vale a pena. (e não é porque eu costumo trabalhar lá. É muito bom mesmo. Quem me conhece sabe que eu não sou de puxar saco de ninguém, apesar de não entender muito essa expressão)
Por hora são esses, vou atualizando assim que conseguir ler todas as listas. 🙂
A Festa fica de hoje até domingo dia 30/11. https://festadolivro.edusp.com.br
Meu fotolivro Fotográfico foi selecionado na convocatória do Festival Zum do IMS – Instituto Moreira Salles. Os fotolivros selecionados serão apresentados no Festival Zum, dia 01 de novembro, 10h, na Biblioteca do IMS.
Neste ano eu comecei a escrever um livro sobre técnica de cianotipia. Só que eu sou hipertécnica e achei que precisava contar uma história – do meu jeito – e resolvi fazer um fotolivro a partir de cianotipias. A questão é que a fotografia acabou sendo muito a relação com objetos e pessoas ligadas à fotografia. E eu queria contar algo sobre elas mesmo que não fosse só a partir de retratos.
Fiz algumas imagens relacionadas a amigos e professores, pessoas que entraram na minha vida e deixaram algo – fotográfico – comigo. Um objeto relacionado à fotografia. E no meio tem o meu fazer de fotografias que tem tanto o modo laboratorista como o modo fotógrafa, por isso adicionei algumas imagens de espaços urbanos.

Segue o link do IMS:
Como é uma ideia meio experimental, coloquei as cópias originais feitas em papel de arte/ fotografia/ algodão/aquarela, uma apresentação, manual basiquinho sobre cianotipia e no final tinha que ter uma contateira para fazer cianotipias hehehe. A contracapa virou uma moldura na parte interna e dá pra testar o processo, mesmo que de uma forma adaptada. Tem papel sensibilizado com o químico num envelope e um fotolito. Pensei nisso porque vejo que a dificuldade para quem inicia na técnica é justamente de juntar todos esses materiais. Claro, a capa também é cianotipia.
E sobre os objetos, a ideia começou quando eu percebi que toda vez que eu olho para meu ampliador lembro do meu professor e ex-vizinho, João Fávero. Depois que ele faleceu, o João Pregnolato, que é um dos melhores professores que eu já tive (porque eu sempre fui apaixonada por Física e eu tive aula de Física com ele e era muito legal porque era física voltada para a fotografia) me perguntou se eu não queria comprar o ampli pra ajudar a família. E foi engraçado que outro professor de fotografia, mas não tive aula com ele – o João Liberato trouxe para mim. (3 Joãos) Eu já tinha um ampli cor, mas por ser dele e por ter conhecido os filhos ainda adolescentes na época, achei que valeria ajudar e lembrar do prof. Acabei vendendo o equipo cor na pandemia (às vezes me arrependo) mas não tinha como ficar com ele naquele momento. Só um já estava bom. Acabei vendendo o ampliador mais intacto, porque o M800 do Fávero precisava de peças novas e eu já tinha me acostumado com ele.
Espero que esteja em paz, professor.
Mas esse meu fotolivro eu só consegui mostrar para uma pessoa, a Patrícia Yamamoto. Fiz parte da Semana da Fotografia do Centro Universitário Senac neste mês, em que apresentei o uso de uma câmera grande formato de madeira com cópia em papel salgado. Trabalhar num local diferente é difícil, tive problemas pra me adaptar. Por isso, numa aula em que discutimos o trabalho do Irving Penn, de improvisar um estúdio para fotografar em diferentes países, eu entendi muito ele nessa hora. Tentar fotografar fora do seu espaço é tão inseguro que me senti meio sem rumo no começo mas depois deu certo.

Coincidentemente acabei apresentando uma versão do livro em aula essa semana que estou frequentando do João Musa e do André Leite.
Ao mesmo tempo em vejo pessoas fechando seus laboratórios, acabo tendo contato com pessoas que querem montar um do início. Ensino novos fotógrafos e vejo fotógrafos e laboratoristas parando ou desistindo. Mesmo o Celso Eberhardt, acompanhei e ainda acompanho ele em seu tempo, numa trajetória muito parecida com a do meu pai. Por isso tenho muito carinho por ele, porque sei das dificuldades de saúde pela qual ele passa.
Enfim, só para contar um pouco sobre o que é o fotolivro. Estarei no Festival Zum, desta vez sem a FRoFA.