Como fiz caixas para luz uv

Fiz algumas.

Vou mostrar aqui um pouco do que acho interessante pra montar uma caixa de luz. E vou mostrar algumas que já fiz.

No começo do ano eu montei duas. E não poderei montar por um tempo. Eu demoro muito pra fazer uma. Se não ficar do jeito que eu quero, nem consigo dormir. E esse ano eu acabei montando duas que não ficaram do jeito que eu realmente queria porque eu mudei de casa e não tinha mais as ferramentas e os acessórios.

Minha primeira caixa de luz que está atrás (tecnicamente segunda mas a primeira estava desmontada) No Sesc Santos 🙂

Nessa época eu precisava de uma caixa que coubesse muitas imagens de uma vez. Pedi pra fazer essa da foto acima que era ótima. Só desmontei porque ela não cabia muito bem nos carros alugados. :/ Feita de compensado e 6 lâmpadas 30w

Depois dessa, fui mais comedida no tamanho e montei uma que coubesse em qualquer carro e que fosse leve. Resolvi montar com mdf 6mm com perfil de alumínio. A altura foi a mínima possível e ainda cabiam bandejas dentro dela.

Eu montei tudo e pintei por dentro e por fora.
eu e ela em Campinas

Pintei de azul porque era a tinta que eu tinha. Ainda preciso reformá-la. Não gosto muito do mdf mas era barato. Usei 4 lâmpadas 30w Narva que estavam na outra caixa. Para essa fiz uma extensão que dá para guardar o fio dentro dela, assim não fica um cabo pendurado. Não foi a melhor opção, nem deu pra fazer uma portinha para o cabo na época. Ainda preciso instalar ventoinhas.

Nesse meio tempo fiz caixas encomendadas para pessoas que me pediram. Fui testando projetos e acertando detalhes. Desenhei muitas caixas.

No meio disso tudo veio aquele trabalho das capas de Melville. Montei a primeira estrutura de mesa de luz que eu tinha, que era cerca de 120cmx70cm (enorme) Acoplei numa mesa. Ficou horroroso mas na época funcionava para mim.

Mas eu precisava de outra. Montei mais uma de 120cmx50cm para colocar embaixo da última. Nem tirei foto. E eu tinha mais uma que era um esqueleto de caixa. Porque ela funcionava como teste de altura para as lâmpadas. Então ao todo usei 4 caixas ao mesmo tempo.

Foi nesse momento que eu percebi que o tempo de exposição variava muito de acordo com a energia elétrica do local. Quando ligava uma apenas, dava cerca de 15 minutos por exemplo. Ligava três, aumentava para uns 23 minutos. E percebi que quando trabalhava num local e que de repente começava um show do lado, o tempo de exposição demorava muito mais também.

Enfim, desmontei quando percebi que não queria fazer tamanhos muito grandes. Me exigia muito tempo e dinheiro. Fora o espaço. Comecei a entrar na onda de ter menos coisas e foi bom, porque quando tive que me mudar já estava me desfazendo de muitos objetos desde o ano passado.

Me ajudaram muito mas tive que me desfazer. uma tinha umas 10, outra 15 lâmpadas. Da direita foi a minha primeira, já deve fazer uns dez anos comigo.

A mesa de luz com quinze lâmpadas (sim, muita lâmpada) era uma estrutura usada e eu montei numa mesa. E elas funcionaram por muitos anos. Na verdade uma parte dela seria doada para o Sesc Pompéia e eu estava montando uma pra lá com partes dela. Mas como o Sesc fechou e eu não tinha onde guardar as peças, parte da madeira tive que descartar e algumas lâmpadas foram vendidas, outra parte eu fiz uma caixa de uv para serigrafia que uma amiga precisava.

Fiz mais de dez caixas de tamanhos variados. O desenho abaixo é um dos projetos. a porta de abertura é assim para dificultar a visão das lâmpadas mesmo. Ela é feita para ser razoavelmente fácil de transportar, caso precise mudar de lugar constantemente, ou guardar de pé.

Este é um projeto menor

O que acho interessante numa caixa de luz:

  • é melhor quando o reator fica num compartimento separado das lâmpadas. Muitas vezes não dá pra separar, mas seria o ideal.
  • A altura mínima da lâmpada para onde ficará apoiada a imagem pode ser a partir de 17cm com espaçamento de 7 cm para cada lâmpada. Mas se puder fazer numa altura maior acho melhor.
  • Ventoinha ajuda muito mas se não tiver funciona. Só que quando o interior da caixa fica muito quente, tende a afetar o tempo de exposição.
prefiro esse botão que indica que está ligada. Tem na Santa Efigênia.

Dá pra colocar um botão na portinha que só deixa acender a luz quando a porta se fecha. Acho muito bom para segurança. Se for construir uma, evite entrar em contato com a lâmpada ligada diretamente em você.

Para testá-la uso um óculos de solda para saber se estão todas funcionando.

Dentro do possível deixo as lâmpadas mais escondidas quando é aberta.

só para tirar foto ela fica aberta e ligada.

Existem caixas de luz com lâmpadas mais potentes e dá pra construir com vácuo. Só que o preço vai aumentando consideravelmente. Essas lâmpadas fluorescentes são bem acessíveis. Dá para montar com led só que o tempo de exposição é maior. Não que tenha problemas, mas para as aulas que eu dava, qualquer aumento de tempo era limitante.

Lista:

  • material mdf ou compensado (prefira o compensado)
  • muitos parafusos. (não gosto de pregos) Depende do tamanho mas uso cerca de 80.
  • Dobradiças
  • Fecho
  • Pés de plástico
  • Alça (uso de mala mesmo)
  • Soquetes
  • Fio elétrico
  • Plug para tomada
  • botão liga/desliga
  • Refletor
  • Lâmpada luz negra (UV)
  • Reatores
  • coloco também plaquinha para indicar a voltagem
  • Quando possível prefiro dar acabamento da madeira. Lixei, pintei com primer automotivo por dentro e uma camada de tinta prateada. E lixadas entre os produtos (se é pra fazer, capricha) 😉
  • E por fora dei o acabamento. Eu gosto de marchetaria, mas pintar também fica bom. Protege o material e fica bonito. (já disse, se é pra vc mesmo, porque não fazer algo bonito. E se fizer pros outros também (; )

Ferramentas:

  • serra ou serrote (se precisar cortar algo, ou se vai comprar tudo cortado)
  • furadeira e se tiver parafusadeira
  • chaves philips ou fenda
  • alicate ou estilete para desencapar os fios
  • Fita isolante
  • conectores elétricos (opcional)
  • Se for usar o botão gangorra, precisa de ferro de solda e a solda de estanho
  • se for pintar, lixas, pincel ou rolinho 🙂
  • um paninho e uma escovinha pra limpar a sujeira.

Não fotografei nenhum passo-a-passo 😦

Toda vez que eu montei uma estava com muita pressa. Um dia ainda monto de led, porque eu tenho a fita de led me esperando, embora eu já saiba que ela queima fácil um led ou outro. Se quiser led, melhor é montar o circuito.

Esta foi um projeto para ensinar a fazer, junto com Guilherme Maranhão e Washington Sueto.

Acima, projetamos uma caixa para ensinar a construir. Com luz na parte de cima para visualizar negativos.

esta foi uma das primeiras que fiz pequena. Era uma encomenda e um teste.

Acima, minha primeira tentativa de caixa pequena. Me pediram uma e como era um teste sei hoje que tem umas falhas, de desenho mesmo. Devia ser um pouquinho maior e minha ligação elétrica não ficou das melhores. Foi dado acabamento polido com primer e tinta prata dentro. Por fora marchetaria com folhas que eu tinha. A ideia do padrão superior é para mim relacionado a movimentos em vários sentidos para o olhar ficar tentando buscar um caminho de conexão. As linhas da lateral pra mim são como sons. Parece muita viagem mas pra mim tem esse sentido. Não sei se a pessoa gostou mas era o preço a pagar pelo meu teste.

Retrato de um homem afogado

Já que esse mês vai ser dedicado a olhar a história da fotografia vou contar aqui a parte do início da fotografia que gosto. A história do homem afogado.

Hippolyte Bayard inventa seu processo fotográfico, positivo direto que resulta em uma cópia única de fotografia. Única porque não tem uma matriz negativa para fazer outras cópias.

Tentou ter seu reconhecimento como inventor da fotografia porém sem sucesso. Então escreve um manifesto junto a uma imagem de um homem afogado.

Hyppolite Bayard – Autoportrait en noyé – 1840

“Le cadavre du Monsieur que vous voyez ci-derrière est celui de M. Bayard, inventeur du procédé dont vous venez de voir ou dont vous allez voir les merveilleux résultats. À ma connaissance, il y a à peu près trois ans que cet ingénieux et infatigable chercheur s’occupait de perfectionner son invention. L’Académie, le Roi et tous ceux qui ont vu ces dessins que lui trouvait imparfaits les ont admirés comme vous les admirez en ce moment. Cela lui fait beaucoup d’honneur et ne lui a pas valu un liard. Le gouvernement qui avait beaucoup trop donné à M. Daguerre a dit ne rien pouvoir faire pour M. Bayard et le malheureux s’est noyé. Oh ! instabilité des choses humaines ! Les artistes, les savants, les journaux se sont occupés de lui depuis longtemps et aujourd’hui qu’il y a plusieurs jours qu’il est exposé à la morgue personne ne l’a encore reconnu ni réclamé. Messieurs et Dames, passons à d’autres, de crainte que votre odorat ne soit affecté, car la figure du Monsieur et ses mains commencent à pourrir comme vous pouvez le remarquer. “

Le cadavre du Monsieur que vous voyez ci-derrière est celui de M. Bayard, inventeur du procédé dont vous venez de voir ou dont vous allez voir les merveilleux résultats. À ma connaissance, il y a à peu près trois ans que cet ingénieux et infatigable chercheur s’occupait de perfectionner son invention. L’Académie, le Roi et tous ceux qui ont vu ces dessins que lui trouvait imparfaits les ont admirés comme vous les admirez en ce moment. Cela lui fait beaucoup d’honneur et ne lui a pas valu un liard. Le gouvernement qui avait beaucoup trop donné à M. Daguerre a dit ne rien pouvoir faire pour M. Bayard et le malheureux s’est noyé. Oh ! instabilité des choses humaines ! Les artistes, les savants, les journaux se sont occupés de lui depuis longtemps et aujourd’hui qu’il y a plusieurs jours qu’il est exposé à la morgue personne ne l’a encore reconnu ni réclamé. Messieurs et Dames, passons à d’autres, de crainte que votre odorat ne soit affecté, car la figure du Monsieur et ses mains commencent à pourrir comme vous pouvez le remarquer. 

“O cadáver do Senhor que você vê no verso é aquele do Sr. Bayard, inventor do processo de que você acaba de ver ou vai ver os maravilhosos resultados. Em meu conhecimento, há cerca de três anos esse engenhoso e infatigável pesquisador se ocupava de aperfeiçoar sua invenção. A Academia, o Rei e todos aqueles que viram esses desenhos que a ele pareciam imperfeitos os admiraram como você os admira neste momento. Isso lhe deu grande honra e não lhe valeu um centavo. O governo que tinha dado demasiado ao Sr. Daguerre disse nada poder fazer pelo Sr. Bayard e o infeliz se afogou. Oh, instabilidade das coisas humanas! Os artistas, os eruditos, os jornais se ocuparam dele durante muito tempo e hoje, quando há vários dias ele está exposto no necrotério, ninguém o reconheceu ou o reclamou ainda. Senhores e Senhoras, passemos a outros, por temor de que seu olfato seja afetado, pois a figura do Senhor e suas mãos começam a apodrecer, como você pode observar.”

Manifesto copiado de https://www.incinerrante.com/textos/autorretrato-afogado-1840-de-hippolyte-bayard

Claro que para mim que adora ir atrás de um processos pouco falados na história ou esquecidos, a técnica de Bayard me interessou. E já começa a história de forma ficcional e provocativa, como a arte é às vezes.

Fórmula do Positivo direto de Bayard

• Cloreto de amônio 2%

•Nitrato de prata15%

•Iodeto de potássio 4%

Fixador

•Amônia

•Tiossulfatode sódio 10%

•Brometode potássio 10%

•Água destilada

•Um bom papel embebido numa solução de 2% de cloreto de amônio. •Depois de seco, aplica-se com pincel a solução de 10% de nitrato de prata. Secar novamente. • Expor ao sol.•Lavar em banho de cloreto de sódio ou água. •Aplicar uma soluçãode 4% iodeto de potássio e secar. •Expor em câmera.• Lavar em água, amônia e finalmente fixar com tiossulfato.

Curso online no Instituto Adelina – História dos Processos Fotográficos

Esse mês tem curso online no Adelina Instituto https://adelina.org.br

O fato é que este curso está na minha cabeça algum tempo. Eu sempre conto nas aulas um pouco da história da fotografia a partir das técnicas que foram sendo inventadas e um pouco sobre seus personagens. A ideia do curso é dar um panorama dos materiais e processos, assim é possível compreender toda essa miscelânea de técnicas que foram surgindo.

O curso se inicia dia 30.11 segunda feira e te 4 encontros virtuais. Das 19h a 21h

Enquanto estamos nesse processo pandêmico vão surgindo mais atividades virtuais. Ainda estou aprontando outras coisas, mas acho que fica pronto só ano que vem.

Reveladores e Fixadores

Como já escrevi algumas vezes por aqui, eu organizo uma feira de fotografia, a Frofa – Feira de fotografia analógica que herdei do Guilherme Maranhão.

Os planos eram de acontecer uma feira todo semestre e o evento desse semestre seria nesse mês de maio, o que obviamente foi cancelado.

Quando o Maranhão resolveu fazer a feira logo pensei que talvez fosse a minha cara, já que eu sempre fui comerciante, praticamente nasci dentro de uma loja. Meu pai tinha uma loja na rua Augusta e morávamos na rua Luís Coelho. Vivi a minha infância e adolescência entre os comerciantes de lá. Foi bem curioso perceber as mudanças de lojas e públicos com o passar dos anos. Quando eu tinha seis anos lembro bem de ver muitas lojas de tecidos e aviamentos. Os donos eram senhores e senhoras muito simpáticos comigo. Eu era uma criança desconfiada, quando alguém sorria pra mim achava estranho, não via graça nenhuma então não entendia porque sorriam. Mas eu os respeitava muito apesar disso.

Com  o passar do tempo as lojas de tecidos foram sumindo e surgiram restaurantes, cinemas, shoppings e hoje em dia cada vez mais restaurantes.

Mas eu nunca gostei de trabalhar em loja física, me sentia presa e achava que o mundo podia ser mais fácil. Ficar naquele lugar o dia inteiro me parecia uma ideia tão inacabada e quando veio a internet o mundo se abriu para mim. Queria a todo custo vender pela internet. Alguns anos atrás comecei a projetar o negócio da família para vendas online e deu certo. Hoje meus irmãos trabalham só assim. Mas eu deixei tudo com eles pra me dedicar à fotografia.

Na segunda Frofa eu resolvi entrar pra vender alguma coisa, porque eu queria comprar uma objetiva. Então ressuscitei meus químicos de fotografia alternativa e vendi meus kit de reveladores pb.

Como eu andava muito ocupada com as aulas no Sesc, nem conseguia dar conta de vender pela internet e agora por conta da pandemia resolvi colocar à venda, já que não vai ter Frofa.  A gente faz changing bags também, para colocar o filme para revelar.

Então se alguém que lê esse blog tiver interesse, tenho uma lojinha no mercadolivre

Kit D76 revelador e F24 fixador:

Kit Revelador e Fixador PB

REVELADOR D 76 - FIXADOR F 24

 

Link para changing bags:

Changing bag

 

Enfim, logo mais teremos mais novidades por aqui.

 

 

Aulas do Sesc adiadas… e vamos fazer pinholes?

Como muitas atividades no país, as atividades do Sesc estão pausadas.

Enquanto isso eu estava acompanhando algumas lives que o pessoal ia fazendo, alguns vídeos sobre fotografia… pensei que eu poderia contribuir com alguma atividade no cotidiano das pessoas confinadas…

Desde o início do ano eu estou arrumando várias ferramentas e materiais, jogando material sem utilidade, arrumando livros e digitalizando meus cadernos e anotações.. então ter o que fazer eu tenho de sobra. 😛

Estava vasculhando todo meu material de faculdade (sim, guardei tudo) e achei alguns textos e anotações que espero que valha a pena pra alguns, ler aqui.

E resolvi fazer uma série de vídeos junto ao Edison Angeloni em que montamos uma câmera pinhole de caixa de fósforo. Está lá no @camerapreta e estamos montando um pouco por dia. A pinhole de caixa de fósforo foi uma das primeiras atividades de cursos e oficinas que ministrei dentro do Sesc e tenho muito carinho por esse tipo de câmera, que o Edison me ensinou e tudo foi se moldando a partir da câmera obscura.

 

DSC_2507

Materiais pra montar a camerita de fósforo (sem fósforos)

 

E so para oficializar, FroFA somente semestre que vem.

A mesa de luz está em processo. (não esqueci) Logo mais posto aqui

 

 

o ano é 2020… o que mais virá?

Sei que tem Retrato em Van Dyke no Sesc Birigui dia 25 e 26 de Janeiro. Eu e o Edison vamos bater uns retratos, das 14h às 17h. Amo fazer retratos.

LizandraPerobelli-SescCampinas-Foto

foto: Liz Perobelli

https://www.sescsp.org.br/programacao/215917_SEU+RETRATO+NA+TECNICA+VAN+DYKE

Eu estou programando a FRoFA – Feira de fotografia analógica e posso avisar aqui que estou buscando lugares para a edição desse semestre. Temos instagram: @frofafotografiaanalogica

Comecei o ano refazendo e reformando móveis para a minha marcenaria e para o lab, logo mais posto fotos.

E uma história de uma mesa de luz. Anos atrás, ganhei o tampo de uma mesa de luz UV e era minha mesona gigante (17 lâmpadas ou algo assim) Essa menina me ajudou muito, mas resolvi reformar e doar para outro lugar que amo demais. Mas isso fica pra daqui a pouco.

Faço seu retrato: Van Dyke em Osasco

Neste domingo dia 24 de novembro e 8 de dezembro tem Retrato em Van Dyke no Sesc Osasco. Das 14h a 17h

https://www.sescsp.org.br/programacao/207254_SEU+RETRATO+EM+VAN+DYKE

E Domingos dia 1 de dezembro e 15 de dezembro vou fotografar o duplo das crianças. Sim, dupla exposição só de retratos. Será que vão gostar?

LizandraPerobelli-SescCampinas-Foto

Foto: Liz Perobelli – Sesc Campinas

 

https://www.sescsp.org.br/programacao/209652_FOTOGRAFAR+O+NOSSO+DUPLO

Essa ideia me veio quando li que o tema do Sesc Osasco era Invisibilidade. E a proposta era fazer fotografias de crianças. Quando eu era pequena, um dos primeiros livros do qual lembro ter lido contava sobre uma criança – não lembro nome, história do livro, contexto etc… – mas num capítulo a criança era fotografada com uma câmera e a proposta era de que ela simulasse conversar com alguém. Não girava o filme, posicionava a mesma criança do outro lado do quadro como se ela escutasse alguém, e no final se obtinha uma dupla exposição, como se ela conversasse consigo mesma. Depois de muitos anos cá estou eu tentando fazer o que aquele livro me deu de imaginação e foi uma memória muito nostálgica. Porque lembro de ter imaginado aquele contexto no meu quintal e minha imaginação de criança transportou aquela cena como se fosse um holograma, para a minha casa.

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Foto: Washington Sueto

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Novembro: nova FRoFA, Bertioga e Osasco

Em outubro tivemos construção de câmera pinhole no Sesc Jundiaí, achei que tinha colocado aqui e esqueci. :/ :/ :/

Pelo menos ficam as fotos pra mostrar o processo.

Ainda tenho que mudar muita coisa nessa câmera, fiz esse modelo de tal forma que eu conseguisse montar com cerca de quinze a vinte pessoas em pouco tempo, por isso ela é assim. Funciona bem e logo mais posto material de como construí-la.

São quinze pessoas construindo as câmeras e terminamos a parte estrutural sexta feira, agora é testar. Deixei eles levarem as câmeras pra verificarmos se há entrada de luz. Coloquei um papel fotográfico dentro de cada uma, e elas ficam descansando até a próxima sexta, quando vou revelar os papéis e verificar se há pontos de luz.

Depois disso vou testar com eles com um pedaço de filme.

E estou organizando a feira de fotografia analógica, a FRoFA 5. Acontecerá dias 2 e 3 de novembro no IMS  Paulista, das 13h as 19h.

São dez expositores vendendo somente equipamento analógico.

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Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1630880740379969/1638244002976976/?notif_t=plan_mall_activity&notif_id=1571503762201292

 

Estaremos em Bertioga fazendo oficina de cianotipia e oficina de pinhole dentro da programação do revela Bertioga.

https://www.sescsp.org.br/programacao/209300_REVELA+BERTIOGA?fbclid=IwAR39zMeIwxx3_mhl-3SacJUt5R6Eib3r9qpoBrD4RoUfGFOqqDS871ClkM0

 

E farei duas atividades no Sesc Osasco no final de novembro. Mais detalhes logo mais.

 

muita informação de cursos, fotos e novidades coloco na página do Facebook Câmera Preta 

E no instagram @camerapreta

e meu instagrão pessoal: @a.beth.lee

Cianotipia e VanDyke: no Sesc Pompeia

Semana que vem abrem as inscrições para cursos regulares no Sesc Pompéia.

Nesse semestre vamos explorar a cianotipia e o marrom van dyke com bastante carinho.

 

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A partir de 21/08 as pré inscrições são pelo site. Maiores informações sobre inscrições neste link: https://www.sescsp.org.br/unidades/11_POMPEIA/#/uaba=OFICINAS

https://www.sescsp.org.br/programacao/200235_PROCESSOS+HISTORICOS+EM+FOTOGRAFIA+CIANOTIPIA+E+MARROM+VAN+DYKE

Julho no Sesc Bertioga

ahh o mar…

 

quando eu era pequena achava que era impossível alguém chegar na praia e não querer entrar no mar. não entendia porque alguém podia morar longe de mar. ficava pensando “por que vim parar onde não tem?”

pois hoje sou dessas pessoas que não entra no mar quando vou à praia. :/  :/

Mas porque quando vou trabalhar a coisa é séria e estarei no Sesc Bertioga para o curso de fotografia!! Fotografia analógica: teoria e prática de laboratório.

tem algo mais perfeito? lab na praia!! (não exatamente na praia, mas tá pertinho)

Eu e o Angeloni vamos ensinar um pouco sobre câmeras analógicas, sobre revelação pb e ampliação. Vamos levar algumas câmeras para os participantes fotografarem.

https://www.sescsp.org.br/programacao/193562_FOTOGRAFIA+ANALOGICA+TEORIA+E+PRATICA+DE+LABORATORIO

dias 7, 14, 21 e 28 de julho das 15h a 18h

E vai ter quimigrama pra família aos sábados! 6, 13, 20 e 27 de julho, das 16h a 19h

 

Quimigramas003

os peixinhos do Edison aqui