Auto Retrato, Van Dyke e Dusting On

Estou lá em Santos sextas à noite fazendo marrom van dyke. A turma bem interessada e produzindo bastante.

Semana que vem, quinta feira começa o curso de Auto Retrato no Sesc São Caetano. A atividade é mais voltada a aulas teóricas, leitura de trabalhos e apresentação de diversas referências e reflexão sobre a identidade no auto-retrato. Os participantes produzem suas imagens e fazemos as leituras em aula. São 5 encontros iniciando dia 10 de novembro, das 19:30h a 21:30h.

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Mais informações http://www.sescsp.org.br/programacao/107365_EIS+O+QUE+SOU+O+AUTO+RETRATO

 

E mais um curso para novembro que será na Casa Ranzini de Dusting On.

Será dia 26 de novembro, das 10h às 17h com intervalo de almoço. É só um dia então quem está fora de SP consegue fazer essa atividade. Vamos fazer dois vidros 18x24cm, só precisa escolher as imagens, o material está incluso na inscrição de R$350,00. O link com mais informações e onde se inscrever está aqui http://www.imagineiro.com.br/oficina-de-impressao-em-dusting-on-com-elizabeth-lee/

São só 5 vagas!!

Algum tempo atrás contei sobre esse processo. Em 2005 foi essa técnica uma das primeiras que conheci de fotografia alternativa. Me encantei, mas todas as fórmulas que testei dos livros que tinha ao meu alcance não davam muito certo do jeito que eu queria. Eu queria lavar o dicromato da peça e quando lavava com água tudo ia embora. Eu a minha amiga Luciana ficamos pesquisando algum jeito e depois de muitos fracassos e muitas horas de laboratório, muitas noites de canseira e chegava aquele momento que não sabia bem porque eu inventei de lavar a placa, consegui um resultado bem legal. Daí ela usou a fórmula para as imagens do seu TCC, que necessitava de uma técnica com suporte transparente e passei a fórmula para o Kenji e ele ensina esse processo baseado nesses resultados.

Segue a fórmula que fizemos em 2008:

Dusting On

– 50 ml de água destilada.
– 2 gramas de gelatina.
– 10 ml de mel.
– 5 gramas de dicromato de potássio.

Aquecer a água a cerca de 43 graus para dissolver a gelatina. Misturar os ingredientes e passar na superfície (vidro, metal, porcelana..)

Secar com secador em temperatura fria e colocar um positivo para expor à luz U.V.

Para revelar utilizo um pincel bem macio. Daqueles para blush de maquiagem são ótimos. O dicromato endurece o mel exposto ao U.V. então partes não expostas grudam o pigmento.

A lavagem precisa ser realizada em água gelada.

 

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Cianotipando na Vila Mariana

Estamos firmes e fortes com as produções de cianotipia. Nos primeiros dias foi um pouco mais difícil nos acertarmos com a nova estrutura mas semana que vem voltamos a produzir algumas imagens mais.

Semana passada fomos eu a a mesa de luz para lá. O Edison me ajudou e tirou algumas fotos. Sem a ajuda dele eu não conseguiria mostrar alguns registros aqui. Arigatô!

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Eu a minha pequena

A parte novidade legal é que para esse curso ganhamos um envelope de papéis Hahnemuhle Platinum Rag, cortesia da Dina Fotográfica.

20160908_110242 eis aí o envelope! A foto vai pequena pois não ficou grandes coisas, mas o papel é realmente muito bom.

Pra mim foi bem interessante utilizar esse papel pois a gente se acostuma a adaptar produtos de outras áreas, tendo que lavar, encolar e aí o papel te responde com algumas surpresas. No entanto o Hahn (como eu costumo chamar) foi bem mais fácil de utilizar.

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cianotipos prontos para receber luz

Como lá a estrutura é adaptada, a gente sofre e entende algumas diferenças desde o começo. Minha mala U.V. funcionava bem com 10 minutos em casa. Chegando lá percebemos que ela não funcionava igual. Depois percebi que tinha a ver com o papel também. Em casa testei com papel mais fino e foi mais rápido, por isso eu teria que deixar mais tempo na mesa no local de aula.

Essas coisas só acontecem quando é um ambiente diferente do que estamos acostumados. E valeu como experiência, pois até então não tinha percebido necessidade de tempos diferentes de acordo com o tipo do papel.

Chegando em casa fui fazer um teste e era isso mesmo. Deixei um Filiperson 90g e um Fine Face 140g ao sol. O Filiperson funcionou bem com o tempo que sempre deixo, mas o Fine Face (é um papel de desenho) sumiu inteirinho. Antes de acreditar que ele não serviria, pois eu já tinha usado ele e sabia que funcionava, deixei com mais tempo de exposição ao sol e ele ficou lindão. Na verdade eu recomendo esses papéis para quem está começando a utilizar esses processos porque são baratos, mas gosto mais dos papéis de gravura e aquarela. A diferença é que esses papéis demandam mais preparo inicial.

A vantagem do Platinum é que o tempo de exposição não foi muito maior e não requer preparo.

Com esse novo papel aproveitei para fazer testes que faz tempo estava ensaiando e comecei a fazer uma pesquisa maior relacionada a lâmpadas.

Eu compro um monte de papéis para ficar testando, logo mais postarei os resultados que fiz até agora. Até para o anthotype o Rag deu cor mais intensa ao sumo. (isso logo mais, logo mais eu mostrarei)

Eu logo mais também terei o papel para revenda e esse mês volto a montar os kits de fotografia alternativa / processos históricos. E ainda vai ter mais novidade em relação a esses produtos. Resolvi montar esses kit porque queria tornar mais acessível, mas ainda preciso rever embalagens, ainda não achei o que me agradasse.

Antes que me esqueça, essa atividade no Vila Mariana está ligada a expo do Arno Rafael, vale a pena visitar a expo dele. Tive a oportunidade de ser ouvinte no workshop dele e o jeito como ele analisa o trabalho do pessoal foi muito inspirador. Ainda preciso aprender muita coisa… mas não porque era ele. Muito do modo como ele analisou os portfólios me lembrou muitos professores que tive e lembro das aulas sempre com muito carinho.

E mês passado estive no Foco crítico com o Guilherme Maranhão e Fausto Chermont, quem quiser dar uma espiada lá no periscope https://www.periscope.tv/w/1YqJDbgopZNKV

Santos, Vila Mariana e Pompéia

 

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Material fotográfico da aula de Campinas

Esse semestre teremos algumas atividades de processos alternativos espalhados por SP.

Em breve teremos mais.

 

Mas por enquanto está assim:

Sesc Santos – Antotipia

Sextas feiras – 12 de agosto a 02 de setembro – 19h a 22h

 

Sesc Santos – Cianotipia

Sextas feiras – 23 de setembro a 14 de outubro – 19h a 22h

 

Sesc Santos – Van Dyke

Sextas feiras – 28 de outubro a 18 de novembro – 19h a 22h

 

Sesc Vila Mariana – Cianotipia

Quartas feiras – 17, 24 e 31 de agosto e 14 e 21 de setembro das 19:30h a 21:30h

 

Sesc Pompéia – Curso Regular de Processos Históricos

Quartas feiras – 14 de setembro a 14 de dezembro – 10h a 13h  – 12 encontros

 

Em breve provavelmente teremos mais outros cursos em outros espaços bonitos.

Desculpem o post curto, o resfriado está castigando um pouco agora, além do que tenho colocado mais atividades e fotos na página Câmera Preta no facebook já que é a página onde eu e o Edison colocamos nossas atividades , tanto em conjunto quanto individual, até aceitei criar um instagram (!!!) @camerapreta

São tantas contas que não sei como lidar com isso.

Mas a gente que faz aula, pesquisa, faz foto, paga conta, tenta escrever um projeto de mestrado e faz a própria divulgação, tem que aprender a vincular tudo isso, estou tentando.

E ainda teremos mais novidades!!!

 

em dias de sol intenso saiu um lumen print

Papel PB Kodak. Papel velado. Foi jogado fora. Achei na lata de lixo.

Recolhi. Voltei aquelas folhas amareladas no saco preto e retornei elas com carinho à caixa amarela. Pensei – um dia acharei uma imagem para vocês.

 

Resolvi fazer um teste antes de viajar para um trabalho. Aquelas folhas já estavam mais de três anos no envelope, desde que foram jogadas.

Minha vontade de reaproveitar as coisas é impossível. Como eu tinha um fixador bem usado aproveitei o fix para o teste também.

Exposição ao sol: 2 horas. Acho. (esqueci a foto no telhado e saí para resolver outros assuntos) Quando cheguei passei no fix. Lavei e sequei.

Eis meu resultado:

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Antotipia nas bandas de Campinas

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Quinta feira inicia uma atividade de Antotipia no Sesc Campinas.

Anos atrás resolvi pesquisar o processo de se produzir imagens a partir do uso de plantas. Cada ano descubro um fato novo.

Cada curso tenho feito de um jeito. Antes, fazia com espinafre, café. Tenho estudado um pouco mais sobre flores, comprado sementes que ainda não deram tantas flores, buscado plantas nativas daqui e algumas pancs que também são excelentes para fazer testes. Como as pancs não são plantas muito fáceis de achar para comprar, tenho procurado pela rua mesmo.

Serão quatro encontros na parte da tarde, das 15h a 18h. Dessa vez eu vou fazer com muitas flores.

Atividade: Introdução a Antotipia

Sesc Campinas Sala 4

Quintas 09.06.2016  a 30.06.2016

Horário: 15h a 18h

http://www.sescsp.org.br/programacao/95851_INTRODUCAO+A+ANTOTIPIA

 

Revelação. Cor?

Amo cor.

Um dia olhando fotos de cianótipos e vandykes senti falta de magenta. Coisa estranha de se sentir.

Final de semana fui revelar dois negativos. Para aproveitar o espaço e tempo peguei um tanque que cabem cinco filmes. Resolvi revelar 4 de uma vez.

Filme colorido. A perfeição. Não resisti. A felicidade tão sublime de quinze minutos com aquele cheiro ruim me fez enrolar mais cinco filmes. Não. Espera. Dá tempo de revelar mais cinco. Porque não coloquei cinco filmes na primeira leva??

Acabei com 14 filmes revelados.

Fui contar quantos tinham ainda para revelar. Mais de 30. Que absurdo. Tem filme de 2012.

Tudo que eu acreditava foi perdido em 2012. Será que aguento ver um filme de 2012?

Naquele ano eu acreditava em justiça, em coisas reais. Eu trabalhei tanto.

Eu só quero viver a vida, pelos meus irmãos e por mim. Estudei muito. Eu perdi meu pai com 22 anos e desde então a gente se vira. Sempre tentei melhorar a vida da gente.

Mas tem sempre alguém que quer fazer mal. É aquele concorrente que quer te prejudicar. É o pai da minha sobrinha que nem vê a filha e até fugiu do país para não pagar pensão. É aquela pessoa que tenta te enganar. Aquela amiga que sofre por causa de um idiota.

Ao menos o processo de revelação do filme é algo que quero fazer. O resultado dessas imagens nem sei se quero ver. Elas são o passado.

O que vale a pena ser fotografado se a gente pode se arrepender de ver novamente?

Daí fui digitalizar os resultados. Saídas fotográficas pela Lapa. Amigos. Viagem. Até agora resultados bons. Me faz lembrar do documentário sobre Araki. Perguntado sobre as suas imagens, respondeu que ele gostava de fotografar o que ele queria lembrar.

Tá aí uma das fotos dos quatorze filmes de domingo. Pra me lembrar que nada é para sempre, nem nossas convicções sobre os outros.

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ok… voltando a esse post em 2021 percebi que nem escrevi sobre revelação mesmo. Vou resolver isso

Tudo se passa por ilusão especular

Escolhemos a fotografia por conta das coisas boas que ela oferece. Podemos guardar fotos de parentes e amigos, eventos dos quais queremos lembrar, acontecimentos importantes. Ela pode te chamar a atenção por ser tecnicamente incrível, com luzes super bem equilibradas, peles mais lisas que superfícies polidas. Deixa pessoas  bonitas, ou mais bonitas ou mais estranhas..

Lembro bem de ter visto uma foto publicitária e daí percebi que realmente era isso que eu queria. Queria entender como se controla a luz, e naquele tempo para se buscar uma boa foto não existia pós processamento massivo como hoje, então fui buscar esse conhecimento. Mas alguma coisa no meio do aprendizado me fez perceber que não era só isso que eu queria buscar.

Bons professores me verteram o olhar para o campo mais bonito da fotografia. O poético e a percepção da imagem.

Ministrar aulas é algo assim. A gente ensina porque quer aprender. Eu gosto de ver e acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos e o processo criativo. De certa forma, gosto de acompanhar os alunos através de suas imagens.
Nisso, vemos como a pessoa pensa, como resolve, ou como ativa sua imaginação.

Eu buscava o conhecimento técnico. E fui surpreendida com as outras questões que a fotografia lança.

Certa vez me perguntaram se não há encontros sobre crítica de fotografia. Eu não sei. Não tenho o costume de procurar muitos eventos. Pensei que seria legal enfim deixar aqui uma lista de livros que gosto de ler, já que não tenho encontros para indicar, mas pensar em crítica de fotografia nos leva a fazer leituras, e no fim elas são necessárias para compreender o uso da imagem, perceber a ilusão que pode estar contida.

Um livro que foi reeditado agora – Finalmente! – é do Arlindo Machado – Ilusão Especular. Tipo de livro: necessário.

Gosto muito do O mundo codificado – Vilém Flusser. Este é mais associado ao design, bem sensorial, porém me serviu muito para pensar na época do TCC.

Paisagens urbanas – Nelson Brissac Peixoto. Só o título já explica tudo. Muitos trabalhos no início eram de paisagem, de cidade. O primeiro trabalho que me inspirou muito foi de Alexsander Rodtchenko, por isso a leitura desse livro se fez necessária.

E por conta de paisagens e cidades acabei me deparando com As Cidades Invisíveis de Italo Calvino. Pra quem não conhece, não é um livro de fotografia, é literatura. Tem tudo a ver com paisagens, sentir as paisagens com as palavras.

Eu dou aula de processos históricos, ou seja, tem a ver com o decorrer da evolução de técnicas fotográficas. Cada uma surge num momento da fotografia e cada vez ela se tornam mais definidas e de melhor qualidade.

Começo sempre falando de história da fotografia. Uma vez ouvi de uma participante que história da fotografia é chato. Essa provavelmente será a temática do próximo post.

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O que acontece esse semestre

Dia 29 de março de 2016 começa mais uma turma de Processos Históricos no Sesc Pompéia, mesmo horário nas terças feiras.

Serão doze encontros de 3 horas, finalizando o curso dia 14 de junho.

Como sempre eu inicio com a cianotipia e já comecei o ano fazendo muitos testes, em diferentes papéis e tamanhos.

Certa vez fiz a compra de químicos e o fornecedor acabou me enviando o Citrato marrom. Como eu sempre aprendi que ele é mais fraco e etc, achei que tudo estava perdido…

Até testar ele. De início não percebi muita diferença, mas colocarei minha conclusões aqui logo logo (prometo Alexander).

Segue o Link do curso: Curso De Processos Históricos – Pompéia

As inscrições já foram, mas eu garanto que sempre dou uma olhada na lista de espera.

 

Neste semestre não teremos o curso com o Serginho Ferreira, mas talvez no semestre que vem.

Tenho feito alguns testes com anthotypes, resolvi plantar algumas flores para continuar a fazer algumas fotos. (frase estranha) Mas é que gosto de plantas, acabei juntando uma coisa com a outra.

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Papel com sumo de rosas – Rosa de cor de rosa, trepadeira. Que será que aparece aqui?

 

E em abril tem curso com a Simone Wicca no Imagineiro !!

São só cinco vagas e o espaço de aula é na Casa Ranzini, Rua Santa Luzia, 31.

http://www.imagineiro.com.br/anthotypes-com-simone-wicca/

Minhas rotas de outubro e o setembro que passou

Hoje começa um curso de 4 aulas sobre Retrato no Sesc Vila Mariana. Quartas feiras das 19h às 21h

http://www.sescsp.org.br/aulas/74227_O+AUTORETRATO+NA+FOTOGRAFIA

Curso sobre Retrato

Curso sobre Retrato

Nesse mês a rota segue por São José nas quintas feiras dando continuidade ao curso de Fotografia e Imagem Alternativa. Mês que vem retornamos ao esquema quartas e quintas.

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construímos a câmera obscura Chikaoka

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assistindo a uma partida de futebol de ponta cabeça

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fizemos a câmera pinhole de caixa de fósforos. Lá atrás a bagagem teórica sobre a pinhole que eu gosto.

Aos sábados estou em companhia do Serginho Ferreira com o Sistema de Zonas no Pompéia.

muito sério esse Serginho

muito sério esse Serginho

e Terças estou no Pompéia com a Fotografia Alternativa. Ontem fizemos Marrom Van Dyke.

Mês passado fizemos Quimigramas no Sesc Santo André e Sesc Bom Retiro.

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No Sesc Santo André nos baseamos nas fotogravuras de Alex Flemming para trabalhar em cima do papel fotográfico.

Do Sesc Bom Retiro acabei ficando sem fotos para mostrar.

Aqui vai ficar só a história (adoro contar histórias) de uma das participantes do curso. Fiquei tão entretida com a turma que esqueci de registrar uma imagem.

Sabem que o Quimigrama é uma atividade basicamente de desenho em cima de papel fotográfico não é?

Pois veio o Pablo junto com sua mãe (eu não sei exatamente como escreve seu nome então não vou escrever errado aqui). Ela tem uma deficiência visual e  seu filho a ajudava a abrir as portas, sentar no lugar onde trabalhávamos e enquanto ele desenhava ela estava me contando sua história.

Ela trabalhava como desenhista de moda. E resolveu fazer um quimigrama representando ela, seu filho e seu noivo. Pablo guiava e eu também para ela saber se estava conseguindo fazer o desenho do jeito que queria.

Frequentava o Sesc antes de perder a visão, contou que Pablo descende de japoneses, coreanos e chineses, e que o trazia para a unidade desde bebê, senão ele fica no só videogame.

Seu noivo chegou e Pablo não parava de correr junto a uma menina que havia chegado com ele. Ela me contou que enxerga mais cores escuras (conseguia ver que meu cabelo era preto) e que seu noivo conseguia ver mais detalhes e mostrou seu desenho a ele.

E eles foram levar as crianças para andar de skate (ou patins) na pista adaptada em frente a unidade.

Depois que foram embora me dei conta que não registrei nenhuma imagem. Mas muitas vezes a gente nem precisa mesmo. Vai ficar na imaginação de quem ler.

Nesse Semestre, queremos muita fotografia!

Nesse semestre teremos mais uma turma de Fotografia Alternativa e outra de Sistema de Zonas no Filme Preto e Branco. O primeiro sei que já esgotou, mas o segundo ainda tem algumas vagas.

O Sistema de Zonas é uma padronização da exposição e revelação do filme – no nosso caso trabalhamos com o filme 35mm – para controle da exposição no negativo a fim de ter melhor visualização do resultado que queremos para determinados tipos de cena.

O que fazemos é basicamente algumas escalas de cinzas. A primeira escala é exposta seguindo as indicações do fabricante. A partir dessa escala ampliada descobrimos qual a alteração necessária para chegar numa escala considerada normal pelo método do Ansel Adams.

O que é uma escala normal? É uma escala que contenha 11 tons do preto ao branco total e com ela conseguimos ter uma idéia muito precisa da cena que fotografamos ( considerando o tipo de contraste da cena)

Em algumas cenas é necessário o uso de outra escala, mais ou menos contrastada, então fazemos ajustes na revelação e exposição do filme.

Gostou do conceito? A gente conversa mais sobre isso no curso, é um curso para quem tem experiência com laboratório preto e branco, manusear câmera reflex, revelar e ampliar. Estaremos no Sesc Pompéia aos sábados das 14:30h até 17:30h a partir do dia 12 de setembro de 2015 até dia 05 de dezembro de 2015.

Sobre as inscrições tem informações aqui

Sobre o curso tem no site do Sesc, aqui

Sou eu e o Serginho Ferreira que trabalhamos juntos nessa turma.

Sergio identificando a escala

Sergio identificando a escala

Sobre a minha experiência com o estudo, é uma base que levo para vida toda, seja no filme ou no digital.

Eu costumo associar com o estudo da música. Se você sabe as notas fica mais fácil entender o que é necessário para tirar o som.

E compreender os limites do seu equipamento – digital ou analógico – é sempre vantajoso quando você precisa justamente daquele ponto a mais de exposição, daquele limiar de detalhe da textura visível no filme.

Mudando um pouco de assunto, no curso de Fotografia Alternativa vai ter novidades. Nesse semestre vamos praticar algumas técnicas com suporte de vidro. Vou colocar mais fotos logo logo.

Mês passado fiz algumas oficinas de Quimigrama no Sesc Belenzinho, para pais e filhos. Vão surgir mais atividades sobre Quimigrama logo mais! Vai ter Pinhole, vai ter Quimigrama e Retrato logo mais!