Seguimos com mais uma atividade no Pompéia lindo.
Quintas-feiras, 19h às 22h.
26/3 a 02/07
Inscrições serão a partir do dia 13/3 para credencial plena

Eu tive e tenho muitas plantas. Hoje fiquei um pouco nostálgica dos meus pés de café, minha grumixama, meu lindinho pau-brasil, que tive que me desfazer durante a pandemia. (vou adotar tudo de novo)
Como alguém que sempre se viu meio sem raízes aqui, eu adotei de verdade as raízes brasileiras como minhas, com as plantas. Por isso acabo pesquisando tudo que é nativo, quero saber a história.
No mini curso desta semana no Sesc, trabalhei junto com a biológa Beatriz de Castro, com identificação das plantas dos arredores do Sesc e depois fizemos as cianotipias no laboratório do Pompéia. Bia mostrou como se faz a coleta adequada com materiais de fácil acesso e os cuidados necessários com as plantas. Levei todo o material na saída e organizamos lá mesmo os cuidados com as amostras.

Eu sou devagar e quando fiz uma visita ao bairro no final do ano passado, demorei para me interessar nas plantas porque eu estava muito focada em espécies nativas. Sorte que o pessoal é mais rápido que eu e assim que chegamos, já foram buscando espécies para prensar. Se fosse eu fazer paisagismo ia achar muito mais bonito plantas frutíferas a esses arbustos que pinicam, mas sou eu.
Em praças bem pequenas senti dificuldade em encontrar espécies que não fossem de paisagismo, mas na Cornélia tinha uma boa variedade. Meu trajeto contava com rua Faustolo até a praça ao lado do Allianz, mas não deu tempo de andar até lá. Na rua Coriolano tem muitas árvores, só que achei que era tudo muito alto e não conseguiríamos coletar muito por lá.
Lembro de ter pesquisado a história do bairro, que assim como muitas regiões começaram com chácaras, que teve início em 1910. Uma pena que o modo como alteramos e construímos a cidade não deixe margem para o respeito com a vegetação. Como meu pai também teve seu crescimento com plantas, havia muitas árvores em casa, e ele tinha a hortinha, que acabei fazendo também. Cresci com meu pé de abacate gigante e tenho saudades dele, que em algum momento adoeceu.

Nos outros encontros, ficamos no laboratório do Sesc. Desta vez utilizamos a fórmula da cianotipia com o reagente marrom, porque como é o mais fácil de encontrar, achei que seria melhor experimentarem com algo que seja replicável sem muitas dificuldades.

O reagente mais escuro deve ser bem menos sensível. Eu lembro que quando recebi esse, já vi tempos muito longos de exposição. E não adianta pensar que um mesmo fabricante será sempre melhor, mesmo com os reagentes que utilizo para fotografia preto e branco, me parece que tem uma diferença considerável em alguns momentos. Para os de cianotipia com certeza será mais crítica a diferença possível.

Minha conclusão: acho que podia ter mais cereja-do-rio-grande, jabuticabas, grumixamas e goiabas (apesar de uma parte da Faustolo ser quase só de pata-de-vaca e goiabeiras) entre outras. Queria ter encontrado mais pancs (plantas alimentícias não-convencionais) e mais flores.
Acho que esse olhar para a cidade pelo recorte ambiental é bem importante para pensar nos espaços urbanos e na qualidade de vida. Apesar de até ter bastante praças onde eu morava na Lapa, eu tive muitas crises de laringite e sinusite naquela época e quando morei na Bela Vista. Voltando aqui para região do Butantã, nunca mais tive crises.
Eu falo que não tô pegando mais nada, nem resfriado. 🙂
Teremos mais um curso no Pompéia, desta vez na programação do meio ambiente. Farei junto com a bióloga Beatriz de Castro a atividade de coleta de plantas do entorno da unidade e utilizá-las como matriz para cianotipias.
Dias 17 de janeiro sábado 14h, 21 e 22 de janeiro quarta e quinta-feira 19-22h.v
Inscrições a partir do dia 7/1 às 14h

https://www.sescsp.org.br/programacao/cianotipia-e-a-pesquisa-botanica
Basicamente é um estudo botânico e catalogação de plantas, o que considero uma grande e bonita lembrança do trabalho de Anna Atkins. Para isso, trabalharei em conjunto com a bióloga Beatriz de Castro e agradeço muito o pessoal do Sesc por permitir um trabalho como esse, que me permite olhar para a ciência e a fotografia, lembrando de uma botanista/fotógrafa, primeira a publicar um livro de fotografias.
Nesta quinta feira começa um novo curso que farei junto com a Fabi Won. Nós começamos a trocar ideias sobre nossos antepassados coreanos e começamos a analisar a história dentro dos objetos que nos contam algo sobre família. Essa pesquisa acabou virando curso e faremos um álbum baseado nos exemplos dos anos 30 que o bisavô dela deixou.
São 6 encontros, quintas 19-22h

https://www.sescsp.org.br/programacao/encadernacoes-para-albuns-fotograficos
Fiz esse álbum para mostrar o modelo que faremos na atividade. A ideia é também fazer uma capa que represente uma tradução de algo que representa a memória do que vai ser guardado nesse álbum. Recentemente que deparei com a questão de quanto tempo se leva para trabalhar uma imagem fotográfica alternativa e o resumo é que é um bom tempo olhando para a mesma imagem. Esse momento de contemplação é bem diferente do tempo de se olhar fotos no celular, sendo necessário perceber suas nuances, seu resultado final na matéria. A proposta de fazer um desenho para a capa vem dessa questão em parte. Contemplar um objeto de família ou uma fotografia e criar um trabalho a partir disso. Faz pensar no que a gente quer que represente algum legado que deixamos.
E parte também de uma necessidade nossa de colocar algo que tem um significado e que pode passar por gerações. Quando olho os álbuns de família eu sinto uma lacuna enorme de entender quem eram, onde e como viviam, porque essas informações se perdem e não sabemos muitas vezes quem eram as pessoas nos álbuns que guardamos.
Aliado a esses devaneios, fica o pensamento de que muita gente nem sabe mandar fazer saída de fotografia digital e como conservar e guardar essas imagens. Por isso para mim acaba sendo importante poder passar o que eu penso sobre o assunto. Então acabamos programando um curso que envolve encadernação, história, desenho, fotografia e como conservar essas imagens.
Eu e a Fabi nos conhecemos na cerâmica na Associação dos Ceramistas Coreanos no Brasil (posso ter invertido a ordem das palavras) e desde então temos trocado muitas ideias sobre a comunidade, o fazer artístico e os perrengues que a gente leva na vida. Sobre a fotografia percebemos que a forma como enxergamos essa ancestralidade tem muitas perguntas também por ser de um país tão distante com uma cultura tão diferente da que vivemos, mas também porque parece que ao mesmo tempo em que nascemos aqui temos uma necessidade de entender de onde vieram essas raízes. Posso dizer que sempre me senti muito brasileira e quanto mais conheço a cultura coreana, apesar de ser bonita, ainda gosto mais do Brasil.
Vejo de alguma forma que a vida dos meus avós e do meu pai foi marcada de tristezas e violência, já que foi em momentos de guerra que meu pai nasceu. E pelos relatos dele sempre tive a sensação de que havia um ressentimento por ter sofrido e perdido tanto, num lugar que ele nunca pensava em voltar.
A imagem do álbum é uma cianotipia de uma página do dicionário inglês-coreano que meu pai me deixou. O que ele mais gostava de fazer parecia ser aprender línguas. O papel azul da capa é um papel tingido com cianotipia. Teve momentos em que eu não conseguia pensar em produzir imagens, já que durante a pandemia senti a fragilidade de se trabalhar com que eu trabalho, parecia que meu trabalho não valia nada. Então sem querer fiz esse papéis sem imagens. Sem querer, ficou com as cores da Coreia.
É nesse carnaval que vai ter cianotipia em forma de postais e cadernos. Dia 20 e 21 de fevereiro às 10h, respectivamente. No Sesc Itaquera, retirada de ingressos meia hora antes da atividade.
https://www.sescsp.org.br/programacao/postais-azuis-de-carnaval/


https://www.sescsp.org.br/programacao/cadernos-carnavalescos/
Hoje estou aqui para uma notícia urgente. Vai ter sábado uma atividade no Sesc Bom Retiro em que farei retratos em pinhole, dias 10 e 24/09 das 12h às 16h – sendo que a última hora é mais pra eu revelar e o pessoal pode buscar depois.
É uma atividade ligada à exposição do Penna Prearo que está acontecendo na unidade. Me procuraram para fazer uma oficina de pinhole e baseado na info de que teria a expo dele, pensei em fazer retratos, primeiro porque eu gosto de retratos, segundo porque algum tempo atrás Penna e Guilherme Maranhão faziam uma intervenção que era fotografar as pessoas em raio X e os retratados eram convidados a serem retratados com sacos de papel na cabeça. Minha ideia é de fotografar as pessoas em pinhole e depois o retratado vai buscar a foto. Mas ela tem que se reconhecer no meio dos negativos expostos no varal. Será que dá certo? Não deixa de ser um exercício e uma brincadeira.
Ganhei a frente de uma Holga e acoplei nela. Hoje terminei os detalhes e parafusei tudo. Amanhã vou testar a luz que preciso para iluminar as pessoas. E sobre essa modificação ainda vou escrever mais, já que estou terminando algumas adaptações em câmeras de madeira.
Outra atividade mas que não será aberta ao público acontece em Registro – SP. Junto com o Edison Angeloni faremos atividades em comemoração ao aniversário do prédio KKKK onde funciona o Sesc Registro e serão aulas de pinhole para o programa Curumim. Aliado a ideia da imagem estenopeica vamos utilizar o celular e falar um pouco sobre algumas possibilidades da tecnologia em smartphones. Ministraremos também aulas de fotografia de celular para empresas parceiras do Sesc.
Fomos a esse Sesc quando inaugurou e fizemos duas atividades para o público. E retornar a unidade para um especial voltado a arquitetura do espaço é algo que me deixa muito feliz, já que tem a ver com a história do local.
Fico contente quando alguém me diz que procura alguma informação e acha meu blog. Melhor ainda é quando alguém me mostra que fez algo a partir das informações aqui e deu certo! Nos últimos meses foram três situações em que comentaram sobre o blog. Eu preciso rever o que já postei e verificar o que está faltando, o que farei após outubro.
E me atrasei pra postar aqui.
Tive um problema no meu computador e pra postar do celular é meio estranho. Mas estou tentando 😯😀 (eu falando waaa)
Amanhã já abrem as inscrições para os cursos do Sesc Pompéia. https://www.sescsp.org.br/cursos-regulares-das-oficinas-de-criatividade-retomam-este-mes/
E vai ter curso em Campinas agora dia 11/08 https://www.sescsp.org.br/programacao/experimentacoes-com-marrom-van-dyke-e-lumen-print/



post atrasado um pouquinho.
Hoje abriram as inscrições para os cursos regulares das Oficinas no Sesc Pompéia.
atrasado justamente porque as inscrições abriram para Credencial Plena às 14h. Masss as inscrições para público geral abrem dia 23 de fevereiro de 2022 às 14h. Link: bit.ly/inscricoes-sescpompeia
Acima o Link do meu curso
é um curso que de início eu pensei em formato online, para quem nunca fez experiências fotográficas fotossensíveis. É uma mistura de conteúdo histórico com experiência fotoquímicas que deu vontade de fazer.

Neste momento pandemia recebi dúvidas ao longo dos meses de pessoas que nuca fizeram nenhum processo analógico / histórico e estavam tentando por conta. Conversando aqui e ali com amigos, falando sobre as dificuldades de uma pessoa entender essas primeiras experiências sensíveis me fez pensar em algo meio além das técnicas, de forma a despertar mais essa noção de que as coisas de modificam com a luz.
É claro que vai ter muita história pra contar aí, nem só de prática vivemos. A vontade veio um pouco também das aulas de história online e da falta de poder tocar e mostrar as mudanças nos materiais que mencionava. Então não deixa de ser sobre a história da fotografia pra mim.
Hoje eu entrei no lab depois de dois anos. E estou tão acostumada com ele que parece que nem foi tanto tempo assim. Enfim, lab está lindão lá, espero que cada vez mais cheio nos próximos meses.
Agradeço demais ao Sesc por confiar no meu trabalho. 🙂
O Roger Sassaki está com atividades relacionadas à bolsa da Funarte e esse mês até o começo de outubro estão disponíveis algumas demonstrações online e gratuitas de calotipia, placa seca de gelatina e colodio úmido.
São três atividades e é possível se inscrever em todas para acompanhar a produção dos processos. Se alguém quiser fazer junto tem seis vagas disponíveis para acompanhamento durante as atividades e esses contemplados recebem o manual.
É uma oportunidade única e se alguém tiver o mínimo de estrutura, recomendo tentar. Para quem não tem os reagentes e tem a vontade de fazer, posso repassar os químicos que eu tenho, a preço de custo. Para a calotipia deu cerca de R$40 reais exceto o nitrato de prata que não tenho o suficiente pra repassar. (É uma média porque calculei meio rápido e não vi exatamente quanto precisa de fixador e revelador, nem valores de embalagens que não são caras)
Para a placa seca não calculei, até onde me lembro tenho todos os reagentes, inclusive a gelatina importada e se alguém se interessar também posso fazer o mesmo esquema. Só o nitrato de prata que deve ser comprado em casa de químico. Para de ter uma ideia, 15g de gelatina adox dá R$30 reais. Até placas de vidro já tenho cortadas e posso doar algumas.

Seria muito legal ver alguém aproveitando essa pesquisa e ficaria feliz de poder contribuir de alguma forma nesse processo. A calotipia foi um dos primeiros processos que tentei fazer sozinha. Mas na época não consegui terminar a pesquisa e acabei deixando de lado. Tenho esses materiais mas com certeza não vou usar tudo. É só me contatar. 🙂
Novidades para maio, junho e julho.
O curso de cianotipia que já comentei em maio dia 22 e 29, sábados 10h a 12h.
Programei além dele:
Mas vai ter curso de História dos Processos Históricos Sesc Pompéia ê!!!! \o/ Aguardem!
Estarei participando do projeto 150 fotos para São Paulo. Doei uma imagem para venda que será para arrecadar fundos para ajudar pessoas nessa pandemia. Estamos programando um workshop também que será definido essa semana.
E uma boa oportunidade para quem curte processos históricos. O Roger Sassaki foi selecionado no edital da Funarte e vai dar um curso online sobre calotipia, placa úmida e placa seca. É gratuito, precisa ter os materiais e é um conteúdo super difícil de se encontrar. Link abaixo!