Mini Curso de Cianotipia e Van Dyke Brown – Sesc Santana

Estou cá novamente! Dia 17 começa o curso no Sesc Santana, faremos duas técnicas no Quiosque.

O cianótipo que confere tons azulados às imagens e o Van Dyke de tons marrons.

Cianotipia é um dos processos fotográficos mais simples e como sua fixação seria apenas lavar em água corrente, fica mas fácil para aqueles que estão começando. Publicado por Sir John F. W. Herschel em 1842. Inicialmente não era usado para fins fotográficos. Alguns artistas começaram a utilizar a técnica para reproduzir negativos a partir de 1850. Por sua simplicidade, era usado para fazer provas de negativos, quando em trabalho de campo. Fonte: Coming into Focus – John Barnier

E o vandyke? Falo sobre ele mais tarde…

Dia(s) 17/07, 19/07, 24/07, 26/07
Terças e quintas, das 14h30 às 16h30.

Mais informações:
http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=224140

Goma

Enfim, terminamos mais um curso no Sesc Pompéia de Processos Históricos. Desta vez, juntamente com papel artesanal a proposta era adequar papel aos processos e verificar quais os melhores papéis para cada técnica.

Mas hoje experimentamos a goma bicromatada e como eu já imaginava a textura do papel muito enrugado nem sempre dá bons resultados para o início com goma. Não que fique ruim sempre, é que o processo, exige maior controle de início, sendo melhor aprendê-lo nas primeiras tentativas com papel mais liso.

Observação: explicando bem o que eu quis dizer, pensando na didática, para iniciar os primeiros experimentos com goma, não achei interessante usar papel artesanal porque como eu já imaginava, fica mais difícil obter bons resultados. Digo isso porque a maioria erra justamente quando chega na goma, independente do papel, é um processo delicado e qualquer variação faz com que fique um pouco mais difícil de aprender e tende à frustação. Não estou pensando nisso à toa. Meus primeiros testes foram com um papel artesanal e pra aprender realmente foi mais penoso, porque não sabíamos como o papel reagiria.

Mais para frente irei postar as fotos dos processos, não consigo fazer mil coisas ao mesmo tempo e tenho que terminar um projeto agora.

Segue a fórmula:

PREPARO DA GOMA
70ml goma arábica
200ml água destil.
-Algumas gotas de formol para conservar. Alguns dizem que deixar na geladeira conserva bem.
nota: tem gente que prepara a goma diluindo-a em água morna. Eu coloco a goma numa gaze como um saquinho, como ensina no Keepers of Light e deixo pendurado num pote com água. Aos poucos ela dilui, deixando as impurezas dentro do saquinho de gaze. Depois é fechar bem. Se guardar por muito tempo é bom adicionar o formol. Deixei uma vez na geladeira, mas ficou com cheiro forte mesmo assim. E quando começa os odores é ruim…

PREPARO DO DICROMATO
13g dicromato de potássio
100ml água destilada
(já vi fórmula com metade da quantidade de água para a mesma quantidade de químico, testei mas não cheguei a grandes conclusões.)

Partes iguais da solução de goma e de dicromato para uso. A quantidade de pigmento de aquarela depende de cada cor. Pode ser o pó ou em tubos.

Mistura-se primeiro o pigmento com a goma. De preferência bem macerado num pote áspero. Depois, o dicromato.

Expor: trinta segundos num sol quente de inverno de SP capital são suficientes. Na mesa de luz do lab dá uns 3 minutos em média. De acordo com a cor escolhida, não dá pra ver se o tempo foi suficiente ou não.

Revelar:
Bandeja de água limpa, deixe a cópia com o verso para cima. O dicromato se solta, junto com a goma que não foi endurecida caindo aos poucos.
Depois de alguns minutos esqueça a cópia em outra bandeja. Ela se revela lentamente.

O interessante da goma é fazer mistura de cores, até tricromia, separando os canais de cmyk para produzir uma fotografia cor.

Segue uma imagem do Edison Angeloni de Tricromia.

Marrom Van Dyke

Sol. A
33ml água destilada
9 gramas de citrato férrico amoniacal

Sol. B
33ml água destilada
1,5 gramas de ácido tartárico

Sol. C
33ml água destilada
3,8 gramas de nitrato de prata

Para preparar o marrom van dyke se mistura as três soluções SEPARADAS. Junta-se A+B depois A e B + C.
Secar e expor em luz ultravioleta. Dar uma lavada antes do fixador, vai escurecer um pouco. Fixar em solução de tiossulfato de sódio a 5%, menos de 5 minutos, se a imagem escurecer muito rápido pode retirar antes e lavagem final de 10 minutos.

Fizemos novamente esse processo no Sesc hoje, mais informações, fotos do curso e o que estamos aprontando, acesse: http://oficinas.sescsp.org.br/blog

Curso de Anthotype – Atelier Novo

Mês de novembro é sempre corrido, nem consegui postar no blog a oficina que já começou no Atelier Novo.
Mas quem quiser ainda pode se inscrever:

Acontece nos dias 05, 12 e 19 de Novembro / 2011. A partir das 13h00, aos sábados.

O valor é R$ 60,00 antecipados e válidos para três encontros com duas horas de duração cada.

Os participantes devem trazer Imagens fotográficas em transparências, ou arquivos digitais; papéis de aquarela ou aldodão para as impressões em anthotype.

A oficina busca ensinar ao participante um processo fotográfico inventado por John Herschel no séc XIX que consiste em formar imagens com o sumo de flores, frutos ou folhas tendo como suporte o papel para aquarela ou gravura. Por se tratar de uma técnica sem utilização de químicos, sua produção leva dias, e quando pronto deve ser protegido de iluminação abundante a fim de evitar seu desaparecimento.

São ensinadas duas modalidades:
a) Impressa em papel com o uso de sumo de plantas.
b) Impressa diretamente numa folha de planta.

Público alvo: estudantes, educadores, fotógrafos, artistas e interessados em geral, a partir de 16 anos.
Vagas: 10 alunos.

Ateliê NOVO
Rua Fradique Coutinho, 934 casa 2 Vila Madalena, São Paulo – SP Brasil
http://www.atelienovo.wordpress.com

Curso Fotografia Lambe-Lambe

Com muito orgulho divulgo aqui o curso Fotografia Lambe-Lambe da Cassia Xavier e Gustavo Falqueiro no Sesc Consolação a partir de amanhã, dia 18 de outubro.
Maiores informações no site http://www.sescsp.org.br/sesc/

Fotografia lambe-lambe Gustavo Falqueiro e Cassia Xavier

Curso de Processos Fotográficos Históricos

Começa em outubro o último curso de Fotografia alternativa no Sesc Pompéia.

Inscrição pessoalmente a partir das 10h do dia 1/10, sábado, nas Oficinas de Criatividade.

O aluno aprende a fazer as técnicas de Anthotype, Cianotipia, Marrom Van Dyke, Papel Salgado, Albumina e Goma bicromatada. São 11 vagas.

Maiores detalhes acesse http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=204377

Pra tudo a gente tem que ter bom senso..

Sim. pra tudo.
Quando eu digo que precisa usar avental pra lidar com químicos, é pra evitar tragédias sim.
Luvas então nem se fala.

Tudo tem motivo nessa vida, ou assim deveria ser.

Quando manipulamos químicos precisamos tomar cuidados. Tomar cuidado nunca é demais. Evita dores de cabeça e muita peça de roupa manchada.

Quando se aventurarem a fazer processos históricos lembrem dessas pequenas atitudes que valem muito. Luva, avental e sapato fechado. Se for uma pessoa muito sensível pode ser que utilizar uma máscara seja esperto.

Pra tudo temos que ter bom senso. Se a gente não cuida do próprio corpo, quem vai cuidar?

Esse é um dos posts mais importantes sobre esses processos, e vou dizer o por que.

Quase todos os químicos utilizados em fotografia podem irritar olhos, nariz, garganta e pele.

Exposição a alguns químicos como cianetos e solventes pode causar dores de cabeça, fraqueza, tontura e confusão. Exposição prolongada a cromatos pode causar úlcera de pele. Outros químicos podem causar queimaduras em pulmões e pele devastadores, e se atingir seus olhos, causa cegueira, como ácido oxálico e nitrato de prata.

Em laboratórios fotográficos a maior causa de problemas relacionados à saúde se dá quando os artistas comem e bebem dentro do laboratório. Por isso a proibição do consumo de alimentos nesses locais.

Dicromato contém Cromo VI, cancerígeno em humanos, alergênico, irritante ocular e do trato respiratório.

Manipular químicos com as mãos desprotegidas também é bem perigoso, uma vez que podem passar pela pele e entrar na corrente sanguínea. Por isso, luvas!! Eu uso a luva nitrílica, específica para químicos.

Muito cuidado com a ventilação do local. Inalar os químicos também faz mal!!
É impossível utilizar a cozinha ou o banheiro, pense que você pode contaminar você, sua família e qualquer um que estiver visitando sua casa!

Se não há possibilidade de arranjar uma espaço apenas para isso, pense em comprar uma capela, ela é ideal.

Guarde os químicos em potes bem fechados. Eu costumo etiquetar com nome do químico, nome de quem preparou e data. Longe do alcance de crianças!

Fontes:
http://www.alternativephotography.com/wp/processes/health-and-safety
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dicromato_de_pot%C3%A1ssio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nitrato_de_prata

Christopher James

Um autor de processos históricos que sempre cito é ele. Fotos bem legais, e um dos dois livros que foram fontes de pesquisa em anthotype. Não havia achado em mais nenhum além desses.

Capa do livro - Christopher James

Novos cursos virão

Boa sexta a feira a todos,

Esse mês já iniciou uma nova turma de processos históricos no Sesc Pompéia, que nunca consigo divulgar muito, pois a procura é grande.

Costumo dizer que esse é um curso raro, pois realmente é difícil achar aulas pelo valor que é cobrado e com esse conteúdo. E eu gosto muito dessas técnicas que ensino, gosto muito de pesquisar e de ver os bons resultados, e de acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos.

O último curso do ano começa em outubro e vai até novembro, de quinta à tarde. As inscrições acredito que se iniciem no começo do mesmo mês.