Fundamentos da Fotografia Digital I e II – CultSP

Mais uma vez estarei nos cursos do programa CultSP neste semestre.

Desta vez a turma de curso introdutório se divide em 2; o primeiro é para quem não fez nenhum curso, a segunda é pro pessoal que terminou o Fundamentos I no mês passado.

Fundamentos I – Terças-feiras das 19h às 22h Dia 10/6 a 15/7

Fundamentos II – Segundas-feiras das 19h às 22h Dia 09/6 a 14/7

https://www.cultsppro.org.br/br/cursos/mapa-de-cursos/fundamentos-de-fotografia-digital-i

https://www.cultsppro.org.br/br/cursos/mapa-de-cursos/fundamentos-de-fotografia-digital-ii

Breve História das Técnicas Fotográficas – Sesc Belenzinho

Em maio inicia um curso que eu gosto muito e dessa vez vai ser no Belenzinho.

As inscrições abriram ontem e é possível se inscrever pelo site ou app para credencial plena e para público geral será amanhã.

Datas: 29/05/2025 a 26/06/2025v quintas-feiras

Das 19h às 22h

https://www.sescsp.org.br/programacao/breve-historia-das-tecnicas-fotograficas

Eu tenho um carinho especial por esse curso porque história é muito legal.

Acredito que entender um pouco sobre o que se fez e como surgiu faz sentido para pensar em criar algo para o futuro. Ainda mais nesse país que teve um inventor da fotografia que ficou há muito tempo sem créditos.

Fotografia Alternativa no Sesc Pompéia

Neste semestre o curso do Pompéia será terças na parte da manhã, a partir do dia 29/04 até 16/6 das 9:30h às 12:30h Serão 8 encontros e teremos 3 técnicas.

Para quem tem credencial plena a inscrição se inicia dia 09/04 a partir das 14h e público geral dia 16/04 14h

https://www.sescsp.org.br/programacao/fotografia-alternativa-cianotipia-van-dyke-e-papel-salgado-introducao

Ciano, Antotipo e Foto PB no Belenzinho

Mês de abril tem mais um curso de fotografia no Sesc Belenzinho (Maio também tem)

Desta vez convidei o João Moreira pra falar um pouco sobre suas experiências e compartilhar o conhecimento sobre fotografia que ele têm pesquisado. O João é fotógrafo e ainda não trabalhava com fotografia até então, mas eu estou incentivando ele não somente como professora mas também porque vejo que ele é um pesquisador da fotografia. Vamos desenvolver quatro projetinhos neste curso: caderno com capa de ciano, marca-páginas a partir de antotipia, postal com lúmen print e fazer um retrato em papel PB.

Dia 24/4 a 22/5 – exceto dia 1º de Maio – das 19-22h

Sesc Belenzinho

https://www.sescsp.org.br/programacao/ciano-antotipo-e-fotografia-pb

Exposição em Braga – Fotógrafas Experimentais 11.03.25

Dia 11/3 – abre a exposição na cidade de Braga – Portugal. Enviei minhas imagens de São Paulo em infravermelho.

Acho que essas imagens têm mais a ver com o que eu penso da cidade do que com qualquer outro tipo de técnica que eu possa inventar de fazer para representar esse lugar. Lembra um pouco sonho mas é a captação nesse espectro que não é visível aos olhos.

A convite do amigo Guilherme Maranhão, que aliás devo agradecer pelo carinho, cuidado e sempre seu profissionalismo a respeito da fotografia, que continua de alguma forma a olhar para o Brasil, mesmo estando em Portugal.

O Gui é aquela pessoa que mesmo estando muito longe sempre está perto de mim, já que por onde ando no meu estúdio tem parafusos, câmeras, filmes e peças dele ainda. 😀

Segue abaixo links e texto sobre o projeto, copiados do site a seguir.

https://braga25.pt/programa/fotografas-experimentais/

O projeto Fotógrafas Experimentais prevê a programação ao longo de 2025 no café anexo à padaria Amor&Farinha em Braga. De Fevereiro a Novembro, cada mês será dedicado aos experimentos de uma artista com uma exposição, uma conversa e uma oficina.
Fotografia é experimental desde o seu nascimento, pois é resultado de uma série de reflexões e descobertas, essas por sua vez experimentais, novas e transformadoras. Experimentar é apenas um estado de espírito perante o desconhecido e o que está prestes a se tornar novidade.
Na sua evolução, a indústria a conquistou para democratizá-la e torná-la um negócio, mas sempre existiram cientistas, artesãos e artistas criando de outra forma, a partir de outro patamar. Ao longos dos últimos anos as mulheres tem sido um expoente na Fotografia Experimental e faz sentido dedicar uma série de exposições para ressaltar esse protagonismo, especialmente numa cidade que tem uma relação tão antiga com a fotografia.
Braga hospeda o segundo festival mais antigo na Europa dedicado à Fotografia, essa programação pretende somar a ele e se espalhar pelo resto do ano.

Independente da fotografia ser digital ou analógica, o experimentalismo ainda é um caminho viável para criar novas visualidades com esse processo que existe desde o século XIX.
Os experimentos dessas 10 Fotógrafas Experimentais servem para nos mostrar sua dedicação ao processo fotográfico. Algumas optaram por ir buscar o estado da fotografia antes da indústria, outras se apropriam de ferramentas altamente refinadas por anos e anos de desenvolvimento industrial. Suas recombinações são gestos delicados e políticos. Afinal, não se render às facilidades da tecnologia atual por si só já é um gesto político.
Uma parte desse grupo de 10 fotógrafas já esteve junto em uma outra exposição com curadoria de Guilherme Maranhão, chamada Raros, Vintages e Inéditos. É dessa experiência anterior que nasce essa proposta. Os trabalhos escolhidos para ambos os momentos são pequenos de forma geral e adequados a um espaço pequeno e acolhedor como o desta proposta. Prezam pela delicadeza do gesto, convidam o observador a imaginar os gestos utilizados pela fotógrafa que fez aquelas imagens.

Amor & Farinha
Praceta André Soares 7 4715-122 Braga, Portugal

A Braga 25 é uma iniciativa cultural com a duração de um ano que decorre no concelho de Braga. A sua programação resulta da colaboração entre o Município de Braga e a Faz Cultura.

Cursos CULTSP PRO

É hoje! Abrem as vagas do programa CultSP Pro e com muita honra estarei com o curso de Fundamentos da Fotografia Digital.

https://www.cultsppro.org.br/br/cursos/mapa-de-cursos/fundamentos-de-fotografia-digital#i

Segue link para o mapa geral de cursos.

https://www.cultsppro.org.br/br/cursos/mapa-de-cursos

Pinhole e as maneiras de se enxergar

Vou dizer que pinhole pra mim é uma técnica bonita e sensível porque permite ensino com poucos materiais e pode ser tão boa quanto uma fotografia com a melhor lente. É, como digo nas aulas, algo que se usado bem e compreendido como qualquer câmera de qualquer fabricante, um equipamento de vasto alcance. Também, acho a técnica mais democrática, justamente pelo fato de podermos construir nosso próprio equipamento.

Resolvi escrever sobre isso porque dou aula particular para uma pessoa que afirmou esses dias que não vê graça na fotografia sem lentes. Eu entendo o ponto de vista dele, para alguns realmente não faz sentido construir uma câmera. Se o que se busca é a estética e o resultado de uma câmera industrializada, pinhole é algo meio fora do comum.

Por isso que eu, com meu Urano na casa 1, acabo naturalmente nadando contra a maré em muitos sentidos e apesar de eu tentar ser meio dentro da caixinha, nunca consegui muito.

Sei que fotografar com latas, por exemplo, deve parecer muito pouco prático para alguém que já está adaptado a um equipamento pronto para fazer o que precisa fazer, com todos os controles e ajustes disponíveis. Parar pra pintar, furar e adaptar uma singela lata soa cansativo e trabalhoso, para no final talvez gerar imagens pouco precisas e com a grande possibilidade de erros sem previsão de saber o que está no quadro. Eu não acho muito prático mesmo, tem que fotografar só uma e revelar, ainda vai ficar no papel fotográfico, que nem sempre é um resultado como poderia ser num filme com mais qualidade e tons de cinza.

E dá um ar de muito trabalho mesmo se pensar no imediatismo da fotografia digital que dá pra ensinar, dá pra fotografar… mas ainda me pergunto se o digital é mesmo acessível e se só tocar a tela é suficiente pra pensar em algumas questões e desenvolver a mesma proposta de uma fotografia que está conectada a essa materialidade do fotossensível. Acho bom também esse tempo lento pra desenvolver o tato, pensar no olhar e absorver informações sobre a luz, a prata, a distância entre o papel e a lente ou o furo de agulha. Dar pausa ao cérebro para conectar a possibilidade de usar a luz, o espaço e ter esse resultado palpável e possível de ser segurado com as mãos. Me parece que se deixarmos a indústria da tecnologia fazer tudo e consumirmos tudo que querem que a gente consuma, logo não vamos saber fazer o básico.

Fotografia Pinhole de participante (Sr. Mitsuo) no Sesc Pompéia – faz tempo que já publiquei essa imagem aqui. Essa distorção própria da lata.

Oras, vá que é bem o tipo de resultado de alguém que quer ir contra todo equipamento fabricado industrialmente, construído para ser a representação bidimensional da realidade, quase perfeita. Aquele tipo de câmera ótima pra quem é bem materialista e consumista, que custa caro e muitas vezes é exibido quase como um troféu. :). – tem dessas né, cada um é feliz com uma coisa.

Só que puxei do meu pai a curiosidade com tudo e eu preciso me segurar muito pra não querer aprender e fazer de tudo. Muitas vezes eu aprendo coisas porque eu preciso. Mas se eu pudesse estudaria mais um tanto de outras.

Reforço que a proposta da camera obscura e pinhole em consequência tem pra mim maior impacto mesmo no ensino. E vi coisas muito bonitas, que honestamente, valeram todos os anos de pesquisa.

Por exemplo:

Nesta foto que foi em Registro, acho que foi quando a unidade do Sesc inaugurou

O menino na foto fez sua câmera obscura e meio sem saber o que era a atividade na verdade, chegou quieto e meio apático. Quando fomos para a área externa e ele entendeu o que estava visualizando ele pirou. Pof! Começou a associar a várias coisas, a ligar com a luz, como forma a imagem, o que dá pra fazer. Filosofou sobre a vida, basicamente. (e ele tava com a camiseta das tartarugas ninjas, eu gostava muito quando era nova 😀 – acho que o meu preferido era o Raphael)

Foi quase como quando eu fazia as lentes de óculos, que não lembro se já comentei aqui. Eu comentei sobre isso numa palestra sobre fotografia analógica na Casa da Imagem (acho) e o Fausto Chermont até acordou na hora hehehe. Mas eu cortava lentes de óculos e éramos contratados para fazer óculos para muitas crianças. Uma empresa de seguros pagava tudo, eu só tinha que ir no mesmo dia que os médicos para fazer as medições e depois testar tudo nas crianças. Fiz isso também para empresas que cuidam de rodovias, muitos caminhoneiros com graus altíssimos… Enfim

Acontecia de crianças terem grau muito alto e a família nem sabia que precisava de óculos. Na fila tinha um menino com cara de sono, cansado. Não concentrava o olhar em nada. Ele sentou na minha frente e coloquei os óculos já ajustados no seu rosto, era um grau entre 5 a 8 graus talvez.. Ele finalmente me olhou naquele momento, bastante tempo me olhando, como se tivesse despertado e eu percebi que ele realmente começou a enxergar pela primeira vez na vida. E começou a scanear todo o ambiente com o olhar, percebia as formas, as pessoas, os objetos. A partir daquele momento eu sabia que todo aquele trabalho que eu não gostava de fazer, valeu a pena. E eu também sabia que eu precisava ir para outra área. Sem querer ou não, acabei trabalhando com os olhos e modos de ver em muitas atividades hehehe.

A reação do menino da foto e do menino dos óculos foram muito parecidas para mim.

Quando aprendi pinhole não tive esse encantamento, sei lá porque, mas queria ter aprendido antes. Vejo técnicas como ferramentas, não importa pra mim muito o tipo, o preço. Tento entender como funciona e aplicar.

Curiosamente, essas histórias são com meninos. Gostaria que fosse com meninas também, mas foram com meninos. De alguma forma eu sempre me senti um moleque na idade deles, porque eu fui criada apenas por meu pai e queria ser como ele, e era muito próxima do meu irmão, então eu parecia um menino até uns 13 anos acho. ( e também porque era meu jeito de me defender nesse mundo me escondendo um pouco) Acho que eu me realizo de novo, na vivência dessas crianças.

Outro relato que achei muito lindo na época e talvez já tenha escrito aqui. Uma vez fui dar curso de pinhole no Sesc Sorocaba e apareceu um pai com uma filha de talvez 20 e tantos anos. Ela fez a câmera calmamente e na hora de ir embora comentou que estava estudando em SP e que passava na casa dos pais nos fins de semana. Estava estudando medicina na Santa Casa e quando podia aproveitava para fazer alguma atividade do tipo para “lembrar que ainda é uma pessoa.”:)

Bazar 23 de Fevereiro no Imagineiro

Estamos organizando mais uma vez o Bazar de Fotografia ( especialmente analógica) para dia 23 de fevereiro de 2025, no atelier Imagineiro do Roger Sassaki. Mais uma vez estaremos com materiais do Celso Eberhardt também, filmes, materiais para lab e câmeras e objetivas.

Dia 23/02/25 10h às 17h Domingo

Rua Cardeal Arcoverde, 2007. Bairro Pinheiros – Cidade de São Paulo – SP – Brasil

A estação do metrô mais próxima é a Faria Lima. Saindo da estação, sentido Pedroso de Morais dá pra subir a Teodoro até a Rua Lacerda Franco, esquerda. Chegando na Cardeal, à direita.

– dá pra estacionar nas ruas próximas, já que é num domingo

Dos materiais do Celso tentamos fazer uma seleção mais pra Nikon, Canon. Muitas câmeras são mais para retirada de peças ou pra quem se anima consertar. Tem algumas objetivas Mamiya ou Pentax. Vamos ter materiais novos de laboratório como sempre, filmes e material para revelação.

Também o bazar acaba sendo uma oportunidade para conversar sobre fotografia, encontrar gente, falar bobagens ou coisas importantes.

Era uma vez um filme 3200…

Algum tempo atrás comecei a dar aulas para uma pessoa que tinha comprado muitos filmes 120 de ISO3200. Isso ficou na geladeira, depois ele fotografou alguns e ao iniciar as aulas foi um dos primeiros filmes que revelamos. Os filmes não foram o objetivo principal. Ele aprendeu fotografia sozinho por muitos anos e sentia que faltava alguma coisa no aprendizado, então fui tentando complementar o conhecimento (apesar de eu sentir que ele foge um pouco das aulas).

Se alguém já teve experiência com um filme desse, guardado por muito tempo, sabe do que estou falando. Chega um momento que a textura do papel aparece nas imagens, fora o véu de base que ocorre.

Então foi um desânimo, um chororô e ele achou que havia perdido tudo. (detalhe: ainda tem muitos desses filmes para ele fotografar, conservados na geladeira) Filmes e filmes batidos em viagens… Eu deixei ele absorver um pouco a informação e, bom, fui atrás de melhorar o lote. Mas sabem, eu acabo trabalhando muito e demoro pra finalizar as coisas. Então final do ano passado eu tinha realizado alguns testes com filmes muito vencidos e já vislumbrava uma opção para pelo menos obter melhores resultados.

A parte difícil de ministrar aulas para quem já tem uma certa experiência sendo autodidata é que fica difícil descobrir onde estão as lacunas de aprendizado que precisamos preencher. E também levei um bom tempo para compreender qual a parte do ensino que ele necessitava. Já faz um ano que estamos em aulas particulares e só agora começo a entender melhor qual é a questão. (mas não foi um ano ininterrupto, compromissos de ambas as partes acabaram afetando a continuidade)

Pra começar que filme 3200 pra mim é uma mentira hehehehe

Então o que sugeri foi bater duas escalas iguais de cinco pontos e revelar com benzotriazol em porções diferentes. Aí foi parte do nosso diálogo na última aula: (BL: eu, AL: aluno)

BL: Vamos bater o filme como 3200, 2 pontos pra cima, zero e 2 pontos pra baixo, revelar com D76 1:1 com benzo a 1% e 2%.

AL: Mas não vamos revelar sem o adicional (benzo) pra saber como fica?

BL: Não, porque já vimos o resultado nas revelações anteriores. Fotografamos a mesma cena, com objetos de cores diferentes. Duas escalas no mesmo filme 120, corto no meio e revelo com essa diferença no químico. (a parte de fotografar cores diferentes nem era tão necessário neste teste, mas como já faríamos uma escala, seria bom pra mim ver também até onde ele entendia sobre cores)

AL: Mas como você vai saber onde cortar?

BL: Não vou. Vou medir no meio (no escuro total) e cortar. por isso no meio das escalas deixaremos um frame sem imagem, pra saber onde uma começa e a outra termina. E porque escala? Todo teste de revelação requer uma escala. Assim, saberemos qual seria a melhor exposição para esse filme.

E o que é benzotriazol? É um material que diluído em proporção muito ínfima nos reveladores auxilia no véu de base de papéis fotográficos especialmente. Em muito último caso utilizo nos filmes, filmes vencidos que estão muito escuros. Ou seja, aproveitamento de papel vencido será fácil com ele. E qual a proporção?

Solução de estoque: 1g de benzotriazol para 100ml de água.

Para cada litro de revelador, utilizamos 1ml desta solução de estoque.

Sim, só isso mesmo.

Enfim, revelamos. (eu né 😀 ) E verificamos os resultados. Como eu já imaginava, 2% seria muito. Mas 1% não acabaria com todas as manchas que ocorrem com esse tipo de filme.

Essa textura visível no canto inferior esquerdo. O filme ficaria inteiro com esse problema sem o benzo. Mas ficou somente em alguns frames.

Daria para experimentar outros reveladores, diluições, mas não posso ficar gastando filme de aluno com os testes que eu quero fazer 😀

E pela escala também deu para verificar que o melhor resultado seria fotografar com 2 a 3 pontos a mais. ( eu diria pra ele subrevelar mas só vou falar e explicar se ele parar de fugir das minhas aulas) 😀

Não é demais? Eu adoro o benzo. A fotografia química é essa compreensão dos materiais e objetos fotográficos que reagem e contam essa história do que já se inventou e fabricou. E resolver e fazer funcionar é tão bonito. E damos um jeito dessa técnica se encaixar no que queremos ver e obter.

Algum tempo atrás coloquei nos stories do instagram uma frase que o William Crawford coloca no livro dele que eu achei lindo. Esqueci de colocar antes aqui (eu comecei a fazer stories na pandemia porque eu me senti muito triste e sozinha, acabou sendo meu diário de atividades e pensamentos que na verdade eu devia colocar aqui, mas também tem muita bobagem minha :D)

“Look it up, right now, and you will see the shell around you. It is the limit of your visual field. You can climb to the roof and make the shell expand by miles. You can stretch it and change its shape as you move through the world, but you cannot crack it. Only photographt can crack it.” W. Crawford – Keepers of Light.

Mover e esticar essa ação fotoquímica nos materiais tem um pouco pra mim de tentar essa expansão do olhar, que vai além do visual, de dominar como um alquimista o poder de ver as coisas e fazer essa concha funcionar mais além (Flusser meu parça) pelos materiais e estender até a idade (anti-aging kkkk) dos produtos industrializados da fotografia.