Fotolivro Fotográfico – Festival Zum

Meu fotolivro Fotográfico foi selecionado na convocatória do Festival Zum do IMS – Instituto Moreira Salles. Os fotolivros selecionados serão apresentados no Festival Zum, dia 01 de novembro, 10h, na Biblioteca do IMS.

Neste ano eu comecei a escrever um livro sobre técnica de cianotipia. Só que eu sou hipertécnica e achei que precisava contar uma história – do meu jeito – e resolvi fazer um fotolivro a partir de cianotipias. A questão é que a fotografia acabou sendo muito a relação com objetos e pessoas ligadas à fotografia. E eu queria contar algo sobre elas mesmo que não fosse só a partir de retratos.

Fiz algumas imagens relacionadas a amigos e professores, pessoas que entraram na minha vida e deixaram algo – fotográfico – comigo. Um objeto relacionado à fotografia. E no meio tem o meu fazer de fotografias que tem tanto o modo laboratorista como o modo fotógrafa, por isso adicionei algumas imagens de espaços urbanos.

Segue o link do IMS:

Como é uma ideia meio experimental, coloquei as cópias originais feitas em papel de arte/ fotografia/ algodão/aquarela, uma apresentação, manual basiquinho sobre cianotipia e no final tinha que ter uma contateira para fazer cianotipias hehehe. A contracapa virou uma moldura na parte interna e dá pra testar o processo, mesmo que de uma forma adaptada. Tem papel sensibilizado com o químico num envelope e um fotolito. Pensei nisso porque vejo que a dificuldade para quem inicia na técnica é justamente de juntar todos esses materiais. Claro, a capa também é cianotipia.

E sobre os objetos, a ideia começou quando eu percebi que toda vez que eu olho para meu ampliador lembro do meu professor e ex-vizinho, João Fávero. Depois que ele faleceu, o João Pregnolato, que é um dos melhores professores que eu já tive (porque eu sempre fui apaixonada por Física e eu tive aula de Física com ele e era muito legal porque era física voltada para a fotografia) me perguntou se eu não queria comprar o ampli pra ajudar a família. E foi engraçado que outro professor de fotografia, mas não tive aula com ele – o João Liberato trouxe para mim. (3 Joãos) Eu já tinha um ampli cor, mas por ser dele e por ter conhecido os filhos ainda adolescentes na época, achei que valeria ajudar e lembrar do prof. Acabei vendendo o equipo cor na pandemia (às vezes me arrependo) mas não tinha como ficar com ele naquele momento. Só um já estava bom. Acabei vendendo o ampliador mais intacto, porque o M800 do Fávero precisava de peças novas e eu já tinha me acostumado com ele.

Espero que esteja em paz, professor.

Mas esse meu fotolivro eu só consegui mostrar para uma pessoa, a Patrícia Yamamoto. Fiz parte da Semana da Fotografia do Centro Universitário Senac neste mês, em que apresentei o uso de uma câmera grande formato de madeira com cópia em papel salgado. Trabalhar num local diferente é difícil, tive problemas pra me adaptar. Por isso, numa aula em que discutimos o trabalho do Irving Penn, de improvisar um estúdio para fotografar em diferentes países, eu entendi muito ele nessa hora. Tentar fotografar fora do seu espaço é tão inseguro que me senti meio sem rumo no começo mas depois deu certo.

Registro feito pela Patrícia Yamamoto 🙂

Coincidentemente acabei apresentando uma versão do livro em aula essa semana que estou frequentando do João Musa e do André Leite.

Ao mesmo tempo em vejo pessoas fechando seus laboratórios, acabo tendo contato com pessoas que querem montar um do início. Ensino novos fotógrafos e vejo fotógrafos e laboratoristas parando ou desistindo. Mesmo o Celso Eberhardt, acompanhei e ainda acompanho ele em seu tempo, numa trajetória muito parecida com a do meu pai. Por isso tenho muito carinho por ele, porque sei das dificuldades de saúde pela qual ele passa.

Enfim, só para contar um pouco sobre o que é o fotolivro. Estarei no Festival Zum, desta vez sem a FRoFA.

Câmeras e Processos Fotográficos – Sesc Pompéia

Esta semana começa mais um curso no Sesc Pompéia e desta vez, pensei em fazer captação em câmeras de grande formato para o pessoal produzir negativos.

Nessa ideia, coloco na roda minha câmera de madeira, que acredito ser de um período entre final do século XIX a início do XX. E minha câmera ‘frankenstein’ que fui montando com peças de diferentes períodos históricos.

Demorei pra fazer a postagem, mas pra constar segue aí a atividade:

Não vai ter essas câmeras moderninhas da foto, tá hehehehe

https://www.sescsp.org.br/programacao/cameras-e-processos-fotograficos/

Ando bem ocupada com alguns projetos novos e pretendo contar novidades por aqui logo logo.

Nessa mesma linha de atividade, na sexta-feira passada participei da Semana da Fotografia no Campus Senac. Não divulguei porque não sabia se era aberto ao público geral (geral-geral de fora do senac ou se era só aberto para senaquenses em geral) Fiz a demonstração com a grande formato e papel salgado.

Lançamento do Livro Potencialidades da Fotografia Hoje – UFBA

Algum tempo atrás fui convidada a participar desta publicação que será lançada dia 18 de setembro, 18h. A obra foi organizada por Eriel Araújo, Michel de Oliveira e Renata Voss e reúne textos de 7 pesquisadores sobre a fotografia.

O link da live colocarei aqui depois.

Agradeço muito pelo convite dos organizadores e foi uma surpresa muito bonita ver a minha foto na capa 🙂

O livro está disponível: https://edufba.ufba.br/livros-publicados/catalogo/potencialidades-da-fotografia-hoje

Curso de Fotografia Analógica no CultSP Pro

Esta semana abriram as inscrições para o curso em São Bernardo. do dia 8 de outubro a 12 de novembro, vamos ocupar o laboratório das 14h a 17h.

É um curso básico de manuseio da câmera, revelar e ampliar.

Terá câmeras disponíveis, se o aluno tiver equipamento com ajustes manuais – ou seja modelo SLR – dá pra usar.

Filmes, químicos, material de revelação e ampliação estão inclusos. É lindimais.

Adoro labs. 🙂

https://www.cultsppro.org.br/br/cursos/mapa-de-cursos/fotografia-anal%C3%B3gica

Curso 2º Semestre 2025 – Sesc Pompéia

O curso do Sesc Pompéia inicia em agosto – agora – e as inscrições serão no dia 6/8 para credencial plena e 13/8 para público geral. Sempre a partir das 14h

https://www.sescsp.org.br/programacao/anthotype-lumen-print-e-cianotipia-processos-fotograficos-artesanais

O curso vai ser um pouco diferente neste semestre. Serão 8 aulas, resolvi fazer técnicas mais possíveis de refazer em casa. E o curso começa bem no dia da fotografia então estou pensando se consigo fazer algo para comemorar a data com o pessoal nesse dia 🙂

Aproveitando que tem dia mundial da antotipia e dia mundial da cianotipia logo mais, seria interessante pro pessoal praticar essas técnicas nesse momento do ano.

Digital e analógico

Este mês ministrei mais aulas de fotografia digital do que de fotografia analógica. Costumo dizer que gosto das duas igual – é verdade – muitas coisas e tipos de foto é mais fácil de fazer com um determinado equipamento (como eu gosto de infrared mas é difícil comprar filme então digital é minha felicidade nesses momentos)

Fico imaginando que o pessoal que fez curso digital comigo deve achar outro mundo esses processos alternativos e câmeras analógicas. Como finalizei o semestre dia 15, resolvi bater uma foto em 4×5 da última turma com papel PB porque queria mostrar pra ele a diferença de cálculo de ISO e os pontos necessários para o tipo de suporte que escolhi. aqui o vídeo da revelação da foto da turma.

finalização do curso com as fotos impressas (ou reveladas) engraçado como o ponto de maior felicidade foi ter as fotos em papel. Fez toda a diferença no curso.
foto com a turma no Oswald – só fiz essa porque alguém lembrou de tirar foto da turma (eu tô sempre ligada no 220V pensando no conteúdo que até esqueço de fazer fotos)

Tenho me perguntado por vezes se o digital é mais fácil pra ensinar, ou se o analógico. A questão pra mim é que eu tenho a sensação que com o digital, especialmente com celulares, fica difícil falar de alguns conceitos técnicos porque alguns modelos já corrigem luz, brilho do rosto, automaticamente. Daí parece que o que eu falei (que ficou escuro, distorção) era mentira hehehe. Ou seja, na tentativa de facilitar para o público que não sabe a técnica, o próprio aparelho controla cada vez mais a imagem. (Flusser iria adorar discorrer sobre isso)

Enquanto isso volto à minha realidade e me deparo com minhas próprias experiências. Recentemente adquiri uma câmera de madeira toda surrada, foi praticamente de bônus por ter comprado uma outra câmera mais inteira. Na hora eu não achei que ficaria com ela, mexi um pouco e o fole estava soltando todo. Mas algo nela, de formato semelhante a 13x18cm (que é minha proporção favorita), me fez pensar que posso colocá-la para enxergar de novo. Lembrei de uma objetiva que ficou largada, quase foi ao lixo, e vi que ela encaixava nessa cam. Senti como se criasse algo de volta à vida, ela me lembrou o Frankenstein de Mary Shelley, o ser que só queria ser amado. (muita gente se referencia como um monstro a esse personagem, mas no livro dela ele não é só isso) Tem um personagem do Dragon Ball que é um andróide inspirado no Franks (eu já dando apelido) que é o Andróide 8 e Goku o apelida de Hacchan (Hachi=8 chan=terminação carinhosa, quando se tem familiaridade, enfim, não vou conseguir explicar essa parte direito :))

Hacchan 🙂

Exposição Suportes da Memória – MIS

Esta semana depois da aula no Sesc Pompéia fui ver a expo que acontece no Museu da Imagem e do Som. Já queria ir para ver a exposição permanente de câmeras e do German Lorca que estava adiando e dei uma corrida lá na terça-feira (que aliás é entrada gratuita neste dia da semana)

Eu sabia que teria a exposição de alguns itens do acervo e de processos históricos. Fiz stories no instagram e muita gente me perguntou onde era, apesar de eu ter marcado o Museu. (especialmente pela parte das câmeras) Pelo que entendi, fica até dia 22 de junho de 2025. Não consegui colar o link do site deles aqui – não permite visualizar por link incorporado. Segue endereço: Av. Europa, 158, Jd. Europa
São Paulo – SP – Brasil
CEP 01449-000

Adorei ver as imagens em albumina das represas da Cantareira – eu amo esse lugar – uma sala com a fala do Boris Kossoy sobre o trabalho do Hercules Florence, que acho que a gente devia dar mais atenção a ele. Os autocromos são necessários, as estereoscopias devem ser legais de ser vistas, gostaria de poder enxergar em 3D, minha mais nova mania.

a sala com o vídeo do Boris Kossoy

Os negativos em vidro

Tem a exposição permanente de câmeras

Fundamentos da Fotografia Digital I e II – CultSP

Mais uma vez estarei nos cursos do programa CultSP neste semestre.

Desta vez a turma de curso introdutório se divide em 2; o primeiro é para quem não fez nenhum curso, a segunda é pro pessoal que terminou o Fundamentos I no mês passado.

Fundamentos I – Terças-feiras das 19h às 22h Dia 10/6 a 15/7

Fundamentos II – Segundas-feiras das 19h às 22h Dia 09/6 a 14/7

https://www.cultsppro.org.br/br/cursos/mapa-de-cursos/fundamentos-de-fotografia-digital-i

https://www.cultsppro.org.br/br/cursos/mapa-de-cursos/fundamentos-de-fotografia-digital-ii

Breve História das Técnicas Fotográficas – Sesc Belenzinho

Em maio inicia um curso que eu gosto muito e dessa vez vai ser no Belenzinho.

As inscrições abriram ontem e é possível se inscrever pelo site ou app para credencial plena e para público geral será amanhã.

Datas: 29/05/2025 a 26/06/2025v quintas-feiras

Das 19h às 22h

https://www.sescsp.org.br/programacao/breve-historia-das-tecnicas-fotograficas

Eu tenho um carinho especial por esse curso porque história é muito legal.

Acredito que entender um pouco sobre o que se fez e como surgiu faz sentido para pensar em criar algo para o futuro. Ainda mais nesse país que teve um inventor da fotografia que ficou há muito tempo sem créditos.

Fotografia Alternativa no Sesc Pompéia

Neste semestre o curso do Pompéia será terças na parte da manhã, a partir do dia 29/04 até 16/6 das 9:30h às 12:30h Serão 8 encontros e teremos 3 técnicas.

Para quem tem credencial plena a inscrição se inicia dia 09/04 a partir das 14h e público geral dia 16/04 14h

https://www.sescsp.org.br/programacao/fotografia-alternativa-cianotipia-van-dyke-e-papel-salgado-introducao