Bazar do Dia Mundial da Fotografia 19/08/23

é o dia e eu sempre quis fazer algo especial. Nos meus tempos de recém formada eu queria fazer várias coisas nesse dia. Fazer festival, workshops, exposições, mil eventos blabla…

Mas o possível atualmente será o bazar na rua Cardeal Arcoverde, 2007. No Imagineiro, atelier do Roger Sassaki. Nesta edição especial além dos produtos de sempre, Roger tem muito material de laboratório para venda e pensamos em alguma atividade especial.

No meu caso, quem quiser aprender a fazer ecobags com estampa de cianotipia, custa 80 reais com material, utilizando plantas como matriz. Se quiser imprimir um negativo fica 30 reais.

O Roger fará cartão estereoscópico pra quem comprar algo de no mínimo 15 reais no bazar.

E vou sortear um cofrinho em formato de bobina Ektar no bazar 🙂

Bazar Imagineiro – edição agosto

Rua Cardeal Arcoverde 2007 Pinheiros São Paulo SP

das 10h às 17h

  • Oficina cianobags – aprox 2 horas – 80 reais
  • Cartão estereoscópico – pra quem gastar no mínimo 15 reais
  • Sorteio cofre Ektar

História das Técnicas Fotográficas no Pompéia e mais pra agosto

Primeira versão do curso em formato presencial êeeeee!!

E eu esqueci de anunciar aqui dessa vez, quando abriram as inscrições para credencial plena do Sesc, mas as inscrições para público geral é nesta quarta feira, pelo aplicativo ou pelo site do Sesc.

https://www.sescsp.org.br/programacao/historia-das-tecnicas-fotograficas-introducao/

dia 19 de agosto – Bazar de fotografia no Imagineiro

o legal é que apesar de ser um curso teórico a ideia é mostrar como se faz alguns exemplos no laboratório. Junta a pesquisa prática e a que eu mais gosto de passar os dias pesquisando, sobre como as técnicas foram surgindo.

E logo mais espero ter mais novidades. Agosto vai ter bazar no Imagineiro, no dia mundial da fotografia. Vamos fazer uma oficina de cianotipia em sacolas de algodão e Roger Sassaki fará mini retratos em tintypes – os gem tintypes (deve custar algo em torno de 100 reais cada atividade) pode ser que não tenhamos essas atividades 😦 EDIT: atualizado no próximo post

Teremos materiais fotográficos para venda, usados e novos como usualmente. E como cai dia 19 de agosto, vai ser um dia depois do níver do migo Roger leonino, se alguém tiver a fim de só conhecer, dar parabéns e experimentar chocolatinhos kkkkk. (fica, vai ter bolo..)

dia 25 e 26 de agosto

vou oferecer um curso de marrom van dyke no mesmo local. Rua Cardeal Arcoverde 2007. São duas tardes, das 14h às 17h. no curso já tem incluso material, papel Platinum Rag, próprio para a técnica fotográfica, papel aquarela, negativos impressos e um kit de químicos de presente para cada participante. Logo anuncio aqui com o valor, estou esperando o Roger confirmar. Acredito que as inscrições serão feitas no site do Imagineiro. Essa também está em aberto. Muitas tarefas para resolver e não deu tempo de divulgar.

Fotografia é alternativa. Cerâmicas e metais

Este ano fui convidada para algumas atividades que nunca imaginei que começaria e por isso até fiz menos atividades relacionadas a cursos. Precisei me dedicar a leituras e acabo que sempre preciso repensar meu trabalho.

Eu sonhava há muitos anos trabalhar com cerâmica mas com o tempo desisti e fui seguindo dentro do que conseguia fazer. Acabei entrando um curso rápido em 2017 a 2018. Depois me envolvi com a joalheria, que para minha surpresa foi uma atividade que desde o início tive facilidade de lidar. Isso já faz uns cinco anos, na cerâmica, e uns 4 anos na joalheria. Depois da pandemia, voltei a trabalhar com a cerâmica com minha professora coreana. Sigo nessa onda, do barro ao metal.

Expo:

A Jornada – Oficina Cultural Oswald de Andrade

Rua Três Rios 363. Bom Retiro

7 de julho a 29 de julho – Seg a sexta-feira -10h a 21h e sábados 10h a 17h

Sexta abriu mais uma exposição de cerâmicas na qual participo. (participei de uma ano passado mas não me senti à vontade para comentar aqui, porque eu tinha um trabalho muito pequeno) Está na Oficina Cultural Oswald de Andrade, chama-se A Jornada (amei o título). Meu trabalho lá é algo que nada tem a ver com a fotografia e de certa forma me intriga porque eu posso criar algo que eu não conseguiria fazer em imagens.

Minha professora de cerâmica é minha reconexão com a cultura da minha ascendência. Por isso o que eu tento fazer por lá de certa forma tem a ver com o que me conecta a Coreia e por isso tento fazer algo que me lembre do meu pai. Por isso, essa é a minha obra:

Meu pai pescava e ele gostava de libélulas. Quando ele falava de libélulas as descrevia com um tom que lembrava de uma criança. “Parecem helicópteros.”

Enquanto pensava em fazer algo na cerâmica um dia resolvi fazer o barco. Porque gosto de barcos e tudo relacionado a mar. Terminei o barco e fiz a baleia, tinha sobrado argila para fora do meu pacote e sem pensar muito fiz a baleia. Na verdade eu queria fazer um peixe mas a baleia é um ser misterioso pra mim. Terminei tudo e voltei outro dia, minha prof diz que minha obra está meio solitária. É, acho que eu penso assim mesmo. Então vou fazer uma libélula, mas teria que fazer de outro material. Eu pensei em fazer de titânio, com minhas técnicas de joalheria, que permite cores. Neste mês fiquei bem ocupada escrevendo um texto sobre fotografia e espero poder contar sobre isso logo mais, mas ainda não sei se vai para frente. Por isso não ficou exatamente do jeito que eu queria (a libélula), mas fiz.

Então entrego a última parte da minha obra e prof diz que falta o título. Demoro meio século pra pensar em título. Não consegui. Acho que como estava envolvida demais com o texto e com a ideia da libélula, de fazer uma, estava cansada demais. Estava sem minhas ferramentas, sem maçarico, sem politriz e não dava nem pra ir até onde eu poderia trabalhar, não daria tempo suficiente. Deixei meu trabalho de lado o dia inteiro, estava exausta e frustrada porque não consegui aplicar esmalte nessa peça. (esmalte de joalheria) Então vem o dia da abertura e minha professora pensa no melhor título. O sonho do pai.

Só posso dizer que é uma grande artista. Eu não teria feito nada sem ela.

Claro que o toque que mais lembra meu pai na obra é o durepox que cola a libélula no barco, já que ele colava tudo com durepox. Fica a parte cômica do meu melodorama. (melodrama com toques de Kdrama pra quem não entendeu)

Então não tem nada a ver com fotografia, desculpa se decepcionei alguém. Tenho me ocupado com o texto em que tento entregar um pouco da minha visão sobre a fotografia alternativa e ao mesmo tempo estudando história da cerâmica coreana (porque talvez eu dê uma aula sobre isso)

Mas para falar um pouco sobre a alternativa – por isso o título – é sobre esse tempo que a imagem que precisa. É criar algo sobre o real que não necessariamente descreve o real, que transborda o que você é.
Pensar que essas ferramentas (hoje estou chamando os processos de ferramentas, porque é algo que te faz construir algo, não sei se é certo, tem feito sentido pra mim) podem abrir criações que vão além do tecnológico atual, que pode ser que funcione melhor em cima de um papel, de um metal ou até mesmo de uma cerâmica e que pode despertar um gatilho no momento certo. A argila e o metal têm me mostrado esse jeito de pensar também, que precisamos de algo fora do instantâneo pra perceber o que te sensibiliza.

(cheio de trocadilhos, foi sem querer mas gostei) 🙂

E quando eu dava aula no curso técnico eu dizia aos alunos que falavam de marcas de câmera. “qual comprar qual usar essa lente é boa” era o que eu ouvia. Muito. Eu dizia assim: ” A melhor câmera é aquela que você tem na mão.” Então pra completar eu diria: ” o melhor processo é aquele que você pode fazer, faça seu melhor” – dentro das suas possibilidades, do jeito que você consegue. (como diria Cortella)

E logo mais pode ser que role outra exposição relacionada a arte e K-pessoas.

(todos os meus textos eu dedico aos meus pais. Desejo que tenham uma vida com menos dor e sofrimento, no além, em algum planeta ou seja lá onde for)

Pinhole Day

Vai ter no Lab da Simone Wicca na Lapa, dia 30 de abril – turma da manhã eu estarei. Na turma da tarde será Wicca e Angeloni

Tem material incluso, dá pra fazer fotos e postar no site do Dia Mundial Da Pinhole!

E gosto desse evento porque talvez quase sem querer nada, acabou virando trabalho. Nesta edição fazemos uma homenagem a nossa amiga Fatima Roque.

https://pinholeday.org/events/?id=4034

Para se inscrever é só preencher o formulário:

https://forms.gle/GTiDkJ1etFjjTfEL7

Na turma da manhã estarei eu e Simone e na parte da tarde é com ela e com Edison.

nosite oficial será onde postaremos a imagem pinhole produzida no dia

Postais azuis e cadernos carnavalescos no Sesc Itaquera

É nesse carnaval que vai ter cianotipia em forma de postais e cadernos. Dia 20 e 21 de fevereiro às 10h, respectivamente. No Sesc Itaquera, retirada de ingressos meia hora antes da atividade.

https://www.sescsp.org.br/programacao/postais-azuis-de-carnaval/

https://www.sescsp.org.br/programacao/cadernos-carnavalescos/

AZUL – new ciano e traditional ciano

Algum tempo atrás eu achava que nunca iria colocar as mãos num oxalato férrico amoniacal.

Acabou que veio parar um na minha mão. Comprei o frasco já aberto de um fotógrafo algum tempo atrás e resolvi testar recentemente.

Quem faz cianotipia sabe que a composição é Citrato férrico amoniacal e Ferricianeto de potássio.

E sobre essa fórmula há muito o que falar, só que como pude preparar o New Ciano, fórmula do professor Mike Ware, resolvi fazer um comparativo. Cianotipia é uma pesquisa que não tem fim. Nomearei aqui este como NC e o tradicional como TC

Existem diversas variações de como de fazer fórmulas, proporções, métodos a respeito de ciano. Resumindo muito. E um método recente é o NC, que utiliza oxalato férrico amoniacal no lugar do citrato férrico amoniacal. O preparo é um tanto mais meticuloso e a filtragem é necessária. Só que este reagente não é comercializado no Brasil, sendo possível obtê-lo apenas com compras internacionais.

Das fórmulas fotográficas, o ciano é um dos processos mais lentos para formar a imagem à luz. Num sol direto aqui em São Paulo leva cerca de dez a vinte minutos de exposição. O NC em teoria é mais rápido e se ganha em contraste. Não fiz um estudo super aprofundado mas seguem minhas primeiras impressões.

a embalagem

E vou dizer que o tom de verde é apaixonante, daquele verde radioativo, fosforescente bem bonito. Tive que me conter para não deixar aberto em luz ambiente e ficar admirando um pouco mais a cor.

Tem a descrição do processo no Alternative Photography, tem no site do Mike Ware, vou resumir aqui em tradução livre 🙂

Basicamente dissolve-se 10g do Oxalato férrico amoniacal em água 20cc a 70 graus Celsius.

Em outro recipiente dissolve-se 30g do oxalato em água 3cc a 50 graus Celsius.

Adiciona o primeiro ao segundo e deixa esfriar até atingir cerca de 20 graus Celsius.

Inevitavelmente formará alguns cristais que devem ser filtrados. Adiciona-se 0,1g de dicromato de potássio. Deixar descansando por pelo menos um dia.

A parte difícil é escolher um papel que não manche as altas luzes. Todos os que eu testei velaram um pouco ou muito e ficaram bem escuro onde teria branco. Parece que essa é uma característica dessa fórmula. Ou seja, não adianta economizar no papel, tem que achar um bom papel mesmo. Num papel neutro foi a minha melhor opção até agora, mas mesmo assim não foi o melhor resultado.

esquerda TC. direita NC. Mesmo tempo e papel.

deixei esta imagem acima na janela, tempo nubladão e foi cerca de 1 hora e meia. O TC não estava nem pronto. O NC ficou mega escuro. Chutei metade do tempo para fazer as próximas. Errei completamente. (o teste não está muito bonito, a pressa de tentar testar algo enquanto tento trabalhar no dia a dia)

um teste um pouco melhor. TC ficou uma hora. NC vinte e cinco minutos. Ainda ficou bem escura e o papel neutro velou bem a alta luz.

O tom do NC ficou bem mais intenso, deve ser cerca de 1/5 a 1/6 do tempo de exposição de um ciano comum. Agora deu pra perceber um ganho de contraste. Nesse meio tempo perdi alguns papéis pra conseguir fazer esse teste razoável. Como os tempos de referência do processo são feitos com mesas de luz diferentes das minhas, não adianta muito se referenciar por aí

temos detalhes nas janelas e porta

Considerações até agora é que o azul é mais intenso e uma pena que não esteja disponível no Brasil. Nos últimos anos o preço do reagente aumentou tanto que chega a ser triste.

Gostaria de tornar essa fotografia mais acessível no Brasil, mas eu vejo que nem eu consigo acessar tantas coisas. E desde que se iniciaram mais conflitos no mundo alguns reagentes usados na fotografia estão sendo controlados de forma mais rigorosa.

Mas está aí a descrição de mais alguma opção e incrivelmente bonito na minha opinião.

Curso Sesc Pompéia – 1º semestre 2023

Segue link da atividade

https://www.sescsp.org.br/programacao/fotografia-alternativa-cianotipia-van-dyke-e-papel-salgado/

Data e horário

De 21/03 a 27/06

Terça

14h30, dias 21, 28/3; 4, 11, 18, 25/4; 9, 16, 23, 30/5; 6, 13, 20 e 27/6. Exceto 2/5.

Cronograma de inscrições:

Pré-inscrição online através do link https://centralrelacionamento.sescsp.org.br/

Credencial Plena: a partir das 14h do dia 28/2 (terça-feira) até às 23h59 do dia 2/3 (quinta-feira).

Público Geral: a partir das 14h do dia 8/3 (quarta-feira) até às 23h59 do dia 9/3 (quinta-feira).

Vagas Remanescentes: a partir das 14h do dia 14/3 (terça-feira) até às 23h59 do dia 16/3 (sexta-feira).

Efetivação da inscrição

Após concluir o processo de pré-inscrição online, é possível realizar o pagamento das seguintes formas:

ONLINE:

Acesse o site centralrelacionamento.sescsp.org.br ou, se preferir, baixe o aplicativo CREDENCIAL SESC SP na loja de apps do seu celular (Google Play ou App Store)

PRESENCIAL:

Utilize os totens de autoatendimento disponíveis nas unidades, ou compareça a Central de Atendimento do Sesc Pompeia, para efetivar a inscrição e pagar o boleto referente à primeira parcela do curso, de acordo com o período de sua inscrição.

Obs. A inscrição presencial só será possível durante horário de funcionamento das Centrais de Atendimento das unidades.

Valores:

Credencial Plena – 4 parcelas de R$ 24,00

Meia Entrada (Pessoas com deficiência, aposentados, servidores de escola pública, maiores de 60 anos e estudantes) – 4 parcelas de R$ 40,00

Público Geral e Credencial Atividades – 4 parcelas de R$ 80,00

O pagamento da inscrição garante sua vaga e participação no curso.

uma caixa de luz UV para os novos tempos

então é 2023 e terminei o ano passado fazendo uma nova caixa.

caixa U.V. para tamanho de foto 50x60cm

me pediram um orçamento um belo dia e foi aprovado. Só que as lâmpadas estavam em falta no fornecedor e eu não sabia nem o que fazer. Avisei que demoraria para ficar pronta e tudo bem.

Mas as lâmpadas não chegavam nunca. Tive que buscar outro fornecedor, o que pra mim é um baita risco.

Até o começo de 2022 eu não conseguia nem pensar em aceitar um novo projeto. Mas depois de um tempo consegui me estruturar novamente. Com menos espaço é preciso pensar melhor na logística das etapas.

no meio da coisa toda eu queria fazer meu próprio puxador.

A parte importante era fazer uma caixa para produzir imagens de tamanho 50x60cm. Então todo o desenho foi pensando nesse tamanho. E que ela ficaria embaixo de uma bancada de ampliador com tamanho limitado de 70cm de comprimento. Aí começo com um desenho meio macarrônico e depois vou refinando as características – onde ficam reatores, qual a altura, as medidas finais, a altura de botão, ferragens necessárias. Porque não é uma caixa como um móvel. Essas lâmpadas não são feitas para serem colocadas em caixas completamente fechadas na verdade. Mas é o que eu acabo fazendo :O

O maior risco na minha opinião é deixar os reatores junto às lâmpadas. Característica que eu sempre deixei nas minhas próprias caixas por falta de opção. Mas a verdade é que não é muito bom, então para as caixas das pessoas em geral eu tento deixar em espaço separado. Nas minhas caixas eu deixava junto porque se acontecesse alguma coisa eu estava perto, poderia sanar de alguma forma. Mas caixas para outras pessoas eu não poderia ver os problemas tão logo. A primeira caixa que fiz para alguém tinha vários defeitos (por isso o custo para a pessoa nem foi tão alto, porque era total protótipo e o acabamento também :D)

Neste projeto considerei tentar fazer com leds. Mas verificando projetos dos outros da qual tive contato, percebi que ficaria caríssimo, se fosse pra fazer com a intensidade próxima de uma fluorescente. E o problema do led é que muitas vezes compramos o led numa radiação e nem sempre é aquilo que pedimos. Eu calculei que para ficar com uma qualidade próxima ao tubular devia ter pelo menos 1500 leds. Ou seja, custaria cerca de 6 vezes mais caro ou mais e ainda assim não teria certeza de que ficaria bom.

Fitas de led eu não gosto muito – se fosse para mim é uma outra questão justamente pelo fato de eu poder testar – mas eles queimam exporadicamente então para eu me comprometer com algo assim é bem arriscado. Para quem vai fazer a sua própria caixa é outra situação. Mas se eu cobro para fazer um equipamento e os leds começam a queimar, não tem como eu ficar indo trocar cada um na casa da pessoa e fica super chato também. Minha experiência com led é essa. Não estou dizendo pra não fazer com fita de led, mas que pra eu fazer isso para alguém com esse material pode me dar muitos problemas. E não sei qual a duração dos leds ainda. Tubular pode durar 20 anos tranquilamente.

Leds mais resistentes somente fazendo o circuito e soldando um a um. O que encarece a mão de obra e nem pra mim eu estou muito a fim de fazer isso. Observando caixas com led, notei que são necessários muitos leds pra ficar com o tempo próximo ao tubular. Muitos mesmo.

O tubular a especificação da radiação é garantida. Então para esse projeto foram lâmpadas de 20w de acordo com o tamanho do espaço e da imagem a ser produzida. Para ter certeza de que vai cobrir essa área necessária eu calculo por muito tempo. Pra ter certeza de que vai dar certinho. Por isso demora. porque eu quero ter certeza de que não dará problemas.

detalhe da caixa pronta e funcional

Como escolhi a estrutura. Inicialmente pensei em pedir um mdf resistente à agua e com acabamento já pronto. Não achei pronto com menos de 15mm de espessura. O problema dessa medida é que ficaria muito pesado e para a fotógrafa talvez fosse um problema, se ela precisasse mover, afinal é uma caixa de 70cmx68cm. Então preferi um compensado naval de 10mm e fiz o acabamento com tinta à base de água. Como ficaria dentro de um laboratório e embaixo de uma bancada, considerei a possibilidade de um local mais úmido dessa vez. Nos outros projetos eu vi que essa questão não era um problema. Mas nesse caso sim. E eu tenho um tanto de experiência com umidade e preferi garantir que essa caixa resistisse bem.

porta – estou chegando num método interessante

Como a caixa ficaria num espaço mais baixo e num lugar fixo, optei por um fechamento por imã. Não seria transportada então não precisaria de uma trava muito forte. E coloquei um pistão invertido, que faz com que a porta tenha amortecimento na hora de abrir. O que me fez querer colocar amortecimento em todas as portas da minha casa 😀

eu adooro ferragens!

Um detalhe que eu só formatei no final é de que queria uma respiração para os reatores e por muito tempo procurei grades boas e só esse ano eu encontrei uma solução satisfatória. Consegui uma grade de alumínio para o compartimento dos reatores, que ficam separados das lâmpadas. Como é uma caixa de uso de apenas uma pessoa, uma ventoinha não é extremamente necessária, mas eu teria colocado se eu pudesse saber de antemão como era o lugar onde ela ficaria e também se eu pudesse prever melhor qual o tamanho que eu poderia aumentar para colocar a ventoinha. Como o espaço era limitado não coloquei. Também porque não adiantaria colocar para ficar muito grudado numa parede. Outra questão também era de que eu não sabia se a luz da caixa atrapalharia outras funções do lab, para colocar saída de ar é necessário mais buracos, ou seja, maior vazamento de luz. Eu poderia ter uma conversa muito mais extensa com a pessoa, mas pela foto do lugar já fiquei um bom tempo pensando nessas questões. (Sim! eu penso no espaço para as caixas de forma detalhada, se eu pudesse perguntaria muito mais coisas no projeto mas fico achando que os outros vão me achar meio maluca)

adorei essa grade.
meu toque artesanal. cortada no serrote e lixada. tem uma discreta assinatura minha

E caprichei nos refletores em cima das lâmpadas, cortei um alumínio e reforcei com outro refletor mais brilhante nas bordas. Essa parte eu não costumo tirar foto porque acho feio mesmo. Imaginem nas suas cabeças que vai ficar melhor que qualquer imagem.

essa parte é feia mas queria mostrar que a parte da solda cobri com plástico termoretrátil para proteger as conexões.

Nessa última foto dá pra ver que dessa vez utilizei abraçadeiras. Porque de novo, tamanho limitado, não podia deixar mais alta ainda. Prefiro soquetes já embutidos mas eles deixam a caixa mais alta. E como a medida era pra foto muito grande, qualquer ganho de altura era importante. Eu poderia colocar mais lâmpadas mas precisaria de mais espaço da mesma forma.

Plantas e imagens fotográficas sensíveis

outro dia percebi que escrevi posts de atividades e esqueci nos rascunhos :/ :/ :/

Uma delas era sobre uma atividade que teve no Sesc Interlagos sobre anthotype.

Então pensei em escrever um pouco sobre esse processo, que já errei muito e já acertei um tanto.

Mas antes vou anunciar o novo livro na qual participo com uma contribuição junto a Simone Wicca, iniciativa de Malin Fabbri do site http://www.alternativephotography.com

É uma grande honra e um prazer, já que o site me ajudou muito desde o início das minhas empreitadas foto-alternativas.

O termo emulsões talvez seja um pouco fora do que é na verdade. Não seria bem uma emulsão que preparamos para um antotipo, mas acho que vale a carga histórica da fotografia.

O tema era Esperança. Na hora pensei na Caixa de Pandora, que parecia se encaixar um tanto com a questão pandêmica. Simone também curtiu a ideia. Mas queríamos que a esperança saísse da caixa. Nosso trabalho foi feito com o uso de serragem de pau brasil. Afinal é uma pesquisa que tenho feito bem lentamente, a respeito do uso de plantas nativas e também de plantas tintureiras.

Quinze anos se passaram desde que fiz minhas primeiras experiências com plantas. E acho que esse blog começou um pouco antes disso. Vou dizer que as minhas primeiras impressões em relação ao anthotype não mudaram tanto desde então. Tecnicamente. Mas pude ver e acompanhar muitas pessoas a descobrirem esse processo, principalmente agradeço ao Sesc por me dar essa oportunidade na maioria das vezes. Quando comecei de forma rebelde a pesquisar sobre essa vertente efêmera não tinha a menor ideia de que viraria trabalho. E sempre a Simone foi minha amiga que me empurrou para muitas coisas legais, como essa participação no livro.

Vou explicar um pouco sobre meu percurso. Era um momento em que eu perdi muita coisa numa graduação que me deixava apaixonada todo dia pela fotografia. Mas de repente perdi minha orientadora, que foi demitida. Aos poucos queriam retirar o laboratório preto e branco e colorido e os processos alternativos, com a alegação de que a fotografia seria apenas a imagem digital.

Então meu trabalho foi a respeito dos processos com plantas e sobre a efemeridade da vida e talvez até da imagem digital. Comecei meu texto citando Marx. As imagens eram sobre objetos que seriam substituídos por outros (câmera de filme), imagens de álbum de família, lugares que de certa forma foram abruptamente tomados de mim.

E depois de um pouco mais de pesquisa também pelo site alternative photography cheguei no nome de Mary Somerville, que amiga de John Herschel, troca correspondências com ele a respeito do processo. Só que em nos textos sobre o processo dificilmente seu nome aparece. Porque nesse momento as mulheres não podiam publicar estudos científicos.

Enfim me faz pensar em muitas questões sobre a mulher e a produção artística e cultural. Mas isso é tema para outra conversa, porque vai ser longo.

E enquanto eu colocava meus primeiros antotipos em cima do telhado eu ficava me perguntando o que os vizinhos iam entender se explicasse para eles. É muito fora da realidade, é coisa de gente estranha? Estudei 4 anos pra usar plantas pra fazer foto. Tô subindo no telhado pra fazer meu trabalho de conclusão.

O fato é que essa pesquisa começou com uma curiosidade e parecia algo simples de ser produzido e um conceito interessante para um primeiro contato com a ideia da formação da imagem fotossensível.

E no final acredito que seja uma ótima ferramenta para se pensar nas imagens num mundo em que vivemos conectados com a tecnologia e que as fotografias são tão instantâneas que não é preciso mais fazer nada além de deslizar os dedos pela tela de um celular para fazer ou modificar muitas imagens.

Outro dia mesmo recebi mais de cem fotografias de um treino e só guardei três.

E essa imagem fotossensível que volta o olhar para as plantas. Eu sempre ouço nas aulas que depois de ter o contato com a técnica as pessoas começam a olhar mais para as plantas na rua. Pensam se vai dar certo, experimentam. Põem-se a perceber as texturas e os cheiros. Analisam as formas e espessuras das folhas. As cores das flores começam a ter outro sentido.

E para começar a estudar o processo comecei a estudar algo além da comida, plantas não convencionais e das plantas nativas. Pensar na posição do sol no meu dia a dia, para saber quanto tempo de sol bate na janela.

Pessoas muito ansiosas precisam fazer um esforço um pouco maior para produzir imagens tão lentas. É um desafio e ao mesmo tempo um exercício de auto controle. Tentar dominar esse tempo dentro de si.

O momento mágico desse processo não é o aparecimento da imagem aos nossos olhos, como quando vemos a fotografia surgir no revelador, mas a noção de que a imagem surgiu a partir das plantas, naquele papel que colorimos com um sumo e que escancara essa reprodutibilidade ou em cima de uma folha de planta.

Quando iniciei esse estudo eu ampliava as imagens em fotolito. Ou filme gráfico. Com algumas experiências vi que a imagem bem densa seria melhor para obter algum detalhamento a mais no processo. Por isso busquei fórmulas específicas para fotolito (kodalith) e preparei um revelador próprio. Hoje em dia envio o material para a gráfica para fazer o fotolito, já que esse material que eu utilizava no laboratório não é mais fabricado.

Post a atualizar – tem muita coisa pra escrever, vou fazendo aos poucos 🙂

Agosto começou com tudo

E me atrasei pra postar aqui.

Tive um problema no meu computador e pra postar do celular é meio estranho. Mas estou tentando 😯😀 (eu falando waaa)

Amanhã já abrem as inscrições para os cursos do Sesc Pompéia. https://www.sescsp.org.br/cursos-regulares-das-oficinas-de-criatividade-retomam-este-mes/

E vai ter curso em Campinas agora dia 11/08 https://www.sescsp.org.br/programacao/experimentacoes-com-marrom-van-dyke-e-lumen-print/