Este ano participei com uma imagem de câmera obscura para esse calendário. Tenho para pronta entrega aqui em São Paulo, também está disponível em https://www.casadeeva.com.br/calendario-2023
O Calendário 2023 da Casa de Eva traz obras de doze artistas que trabalham com a câmera obscura. Cada obra ocupa sozinha uma página, sem interferência de texto; a impressão em papel estruturado e laminado possibilita que elas sejam guardadas ou emolduradas, permanecendo para além do tempo de vigência do calendário.
Ao final há um tutorial e molde para fabricação de uma pequena câmera de visualização. A câmera de visualização é um tipo de câmera obscura que permite apenas visualizar as imagens. A ideia é dar uma mostra do encantamento que cada artista vivencia ao produzir imagens com o auxílio de uma câmera obscura produzida por eles mesmos. E, quem sabe, incentivar a experimentação e produção artística.
A Casa de Eva promove projetos como esse para viabilizar sua agenda de exposições e cursos e divulgar as pesquisas de artistas da região de Campinas e de outras regiões do Brasil. Esta edição contou com a colaboração dos artistas Ana Angélica Costa, Luiz Alberto Guimarães, Maurício Sapata, Dirceu Maués, Monica Mansur, Elizabeth Lee, Tiago Rivaldo, Miguel Chikaoka, Paula Trope, Tatiana Altberg, Alexandre Sequeira e Angela Rolim.
Por um bom tempo vendi o químico do cianotipo. Tinha só verde, depois não produziram mais. Fiquei só com o marrom mas hoje estou disponibilizando as variações verde e marrom. Eu não estava satisfeita com as embalagens – acho que nunca estou – mas para não deixar muito caro não faço as modificações que gostaria.
Então estou esperando um novo frasco chegar – preto, pois protege melhor mas em compensação tenho que comprar em quantidades maiores e investir mais. Por hora preparei no frasco âmbar. A embalagem âmbar é boa para guardar mas como ela não protege da luz, precisa deixar o frasco guardado dentro de uma caixa ou embalagem escura.
Os iniciantes ou aspirantes a fotografia azul podem ficar na dúvida quanto aos diferentes tipos de material de cianotipia que encontram: verde ou marrom? (mas eu quero azul, vai ficar azul?) Então achei melhor escrever um pouco sobre esse assunto.
Todos os kits para cianotipia qualquer um ficará azul! êê!!
Mas tem duas versões mais conhecidas. o MARROM é um pouco mais lento. O VERDE mais rápido.
O kit pode ser produzido com o Citrato férrico amoniacal MARROM ou o Citrato férrico amoniacal VERDE. A cor no nome do químico se dá pela aparência do reagente mas seu resultado da imagem será sempre azul.
Qual a diferença visual? O marrom dá uma nuance mais fria. o verde é mais brilhante. (mas a diferença é bem sutil)
material para cianotipia
E o tempo de exposição? Depende. A verdade é que o citrato férrico tem uma variação enorme em relação à quantidade de ferro. E isso sempre vai variar muito de lote pra lote. Então para alguns pode dar de 30% a 50% a mais de tempo de exposição no marrom comparado ao verde. (não é um dado estatístico, na prática é mais ou menos isso, ou seja, demora um pouco mais no marrom sim)
Mas então qual que eu compro? Pra quem está começando o Verde é mais fácil. Porque ele tende a manchar menos caso escolha um papel de textura mais aparente ou um papel de qualidade mais baixa. Papéis com pouca encolagem também darão mais trabalho com o marrom. Então é mais fácil dar certo com o verde.
O marrom é mais básico, tende a dar menos problemas de conservação. O verde é mais ácido, pode dar mais problemas de conservação.
Qual que você gosta pessoalmente??? Dos dois. Não tenho filho preferido. Quando estou com pressa ou nas aulas uso o verde por garantia e comodidade, já que preciso fazer funcionar pra pelo menos umas 15 pessoas de uma vez em poucas horas. Mas pra meu trabalho gosto sim do marrom. Porque eu gosto do tom frio, ou se utilizo um bom papel e bem preparado. Ele é lento mesmo, eu também sou. Mas não uso só ele. Uso o que está na mão primeiro.
Ai… agora você me deixou mais na dúvida…
Então compra o que vai no seu coração. ou no bolso.
Por isso para quem está começando resolvi preparar embalagens menores para o custo ficar mais baixo. Esse da foto fiz com 50ml. A ideia surgiu faz um tempo, pensando que para uma pessoa começar seria um investimento mais alto mesmo, já ter 120ml na mão e sem saber se vai gostar.
Coloquei na lojinha do @rebobina.lab pra facilitar para as pessoas.
Vou colocar testes comparativos (tô devendo testes pra variar) logo atualizo esse post. (prometo, esse blog nasceu mais como uma intenção de diário/semanário)
E estou preparando kits com material para viragens também. Achei bonitinho.
Como já escrevi algumas vezes por aqui, eu organizo uma feira de fotografia, a Frofa – Feira de fotografia analógica que herdei do Guilherme Maranhão.
Os planos eram de acontecer uma feira todo semestre e o evento desse semestre seria nesse mês de maio, o que obviamente foi cancelado.
Quando o Maranhão resolveu fazer a feira logo pensei que talvez fosse a minha cara, já que eu sempre fui comerciante, praticamente nasci dentro de uma loja. Meu pai tinha uma loja na rua Augusta e morávamos na rua Luís Coelho. Vivi a minha infância e adolescência entre os comerciantes de lá. Foi bem curioso perceber as mudanças de lojas e públicos com o passar dos anos. Quando eu tinha seis anos lembro bem de ver muitas lojas de tecidos e aviamentos. Os donos eram senhores e senhoras muito simpáticos comigo. Eu era uma criança desconfiada, quando alguém sorria pra mim achava estranho, não via graça nenhuma então não entendia porque sorriam. Mas eu os respeitava muito apesar disso.
Com o passar do tempo as lojas de tecidos foram sumindo e surgiram restaurantes, cinemas, shoppings e hoje em dia cada vez mais restaurantes.
Mas eu nunca gostei de trabalhar em loja física, me sentia presa e achava que o mundo podia ser mais fácil. Ficar naquele lugar o dia inteiro me parecia uma ideia tão inacabada e quando veio a internet o mundo se abriu para mim. Queria a todo custo vender pela internet. Alguns anos atrás comecei a projetar o negócio da família para vendas online e deu certo. Hoje meus irmãos trabalham só assim. Mas eu deixei tudo com eles pra me dedicar à fotografia.
Na segunda Frofa eu resolvi entrar pra vender alguma coisa, porque eu queria comprar uma objetiva. Então ressuscitei meus químicos de fotografia alternativa e vendi meus kit de reveladores pb.
Como eu andava muito ocupada com as aulas no Sesc, nem conseguia dar conta de vender pela internet e agora por conta da pandemia resolvi colocar à venda, já que não vai ter Frofa. A gente faz changing bags também, para colocar o filme para revelar.
Então se alguém que lê esse blog tiver interesse, tenho uma lojinha no mercadolivre