Esta semana começam duas atividades em Sescs diferentes. Em comum só a técnica, com abordagens um tanto diferentes. No Sesc Paulista a atividade é de um dia só, domingos na parte da manhã, em diferentes suportes como tecido, acrílico e vidro. Assim, a ideia é desenvolver um trabalho um pouco fora do universo bidimensional da fotografia, explorando suportes. Como é somente um dia, não daria para imprimir imagens na aula, então são pré impressas com assuntos diversos.
Em Osasco a técnica se desenvolve em um curso de quatro encontros, a partir de imagens dos participantes. Aqui a proposta é explorar um pouco mais a técnica. Pensei em explorar fotografias de família também mas nunca sei se alguém vai querer tentar.
este mês teremos mais um dia de vendas na Rua Cardeal Arcoverde 2007 – o endereço do Imagineiro - com mais câmeras, objetivas e itens para laboratório e filmes fotográficos.
A novidade da vez é que buscamos mais câmeras e lentes do Celso – muitas não estão em bom estado, então é mais pela oportunidade de algo barato. Muitas câmeras são para aproveitamento de peças. Desta vez teremos algumas objetivas também. Tem mais Nikon e Canon.
E vai ter filme rebobinado e vencido com preço especial de bazar. Químicos também.
Quando: dia 18/02/24 – Rua Cardeal Arcoverde 2007 Pinheiros – estação de metrô mais próxima Faria Lima
Era pra ser em dezembro mas com a organização das câmeras me atrasei. Estou ajudando o Celso Eberhardt, técnico de câmeras especializado em Leica, a vender as câmeras que ele tem disponível.
O Celso antes tinha uma oficina na rua São Bento. Ficamos em mais contato quando Maranhão começou a frequentar o espaço para aprender a consertar equipamentos e apesar de serem curtos encontros, almoçávamos os três juntos algumas vezes, falando de câmeras e aprendi muito com eles nesses momentos. Fiquei bem feliz em poder ter contato novamente com ele, já que após a pandemia, achei que não poderia mais vê-lo. Como ele estava trabalhando em sua casa, parecia quase impossível. Eis que em dezembro surge a necessidade de uma ajuda e lá fui eu.
Comentando com o Roger Sassaki sobre a minha visita, este fez questão de ajudar. O que foi bom, porque chegando lá tivemos muitas coisas pra ver e separar.
Fizemos um bazar agora em dezembro meio de última hora, principalmente por essas câmeras, nem escrevi sobre isso aqui. Mas janeiro ou fevereiro provavelmente teremos mais um.
Pra mim, além de ajudar e rever um amigo, foi uma oportunidade um pouco nostálgica, já que meu pai passou pelas mesmas questões de saúde que o Celso. Então eu imagino como foi sofrido para ele e ainda é, ter limitações com as atividades que ele fez durante uma boa parte da vida.
Roger Sassaki, Celso Eberhardt e eu. dezembro 2023. FM2 Nikon – Arista400 rev D23 1:1
Então a partir de agora no bazar vai ter equipos do Celso e de mais uma amiga que estou ajudando a vender o estoque. Em geral anunciamos pela instagram, devo anunciar por aqui a data também.
Em Janeiro vou oferecer aulas de revelação PB e de cianotipia. Estou com um estúdio no Anhangabaú, ao lado do terminal Bandeira. Provavelmente mudarei de lá logo, mas antes quero fazer algumas atividades. Depois que eu mudar, essas particulares devem ser realizadas no atelier do Roger. Ainda não pensei em datas, porque estou fazendo a organização e limpeza do espaço. (só consegui fazer isso agora) Esse estúdio foi uma solução para o momento de pandemia em que eu estava morando num apartamento pequeno e o lugar é muito perto pra chegar de casa. Mas conforme as atividades foram voltando, o uso do espaço mudou e a verdade é que não é o lugar perfeito para dar aula e montar um lab. Como no prédio o horário é limitado, não consigo oferecer muito aulas nos finais de semana.
E falando sobre atelier do Roger vai ter Chá Revelação em Janeiro com Roger, Simone e eu. A ideia é ter uma mini aula no dia, vai ser no domingo, pra quem não sabe revelar na parte da manhã e na parte da tarde o lab fica disponível para quem sabe mas não tem os materiais para essa finalidade. Logo colocamos as informações aqui e no site do imagineiro.com.br
É assim. vou falar de atividades que já passaram porque esqueci de escrever aqui
Teve Aula de Revelação PB no Festival Provisório qua acontece até dia 18/11. O Festival de Filmes Vencidos está em SP no Espaço Fita.sp na rua Major Sertório 209, Vila Buarque. Pertim do Minhocão, metrô mais perto é o República. A ideia era mostrar como funciona um lab e se revela material PB.
Outra atividade para sábado dia 18 é que farei novamente Ciano em joias na Persefone Lab. das 13h às 18h
E por último vai ter FRoFA finalmente! depois de 4 anos estamos de volta ao Festival Zum novamente.
É no Instituto Moreira Salles, Avenida Paulista 2424 5º andar. dia 25 e 26/11. O espaço é limitado, temos poucos expositores e acho que por isso é bem tranquilo e divertido.
esta semana estarei em São José do Rio Preto no Sesc, participando de uma atividade ligada a exposição do Eustáquio Neves, em que apresento alguns aspectos da fotografia e sua história. dia 01/11
E a fotografia começou com um objeto que era algo parecido com uma joia.
E estou aqui esse mês inventando uma atividade relacionada a essas duas atividades que pratico: foto e joalheria. É uma ideia que eu e Camila do Perséfone Lab desde 2021 estamos pensando e conversando e tentando viabilizar.
Estudo joalheria desde 2018, fiz curso no Senai, na Espmix e no Atelier Marcia Pompei. Minha ideia inicial era de ter uma opção de atividade para a minha irmã na verdade, caso fosse necessário. Também fiquei com receio na época de não ter muito trabalho relacionado aos processos históricos (eu sempre busquei opções além da fotografia porque essa é meio que a realidade, ainda mais numa área tão específica como a minha) Mas a verdade é que eu amo metais. E curiosamente, desde o primeiro contato eu tive muita facilidade para lidar com o material. Com a cerâmica tenho meus problemas (não fica reto, eu sofro muito) mas o metal é preciso.
Acabou que achei muitas semelhanças de ser ourives e laboratorista.
E então vai rolar dia 23 de setembro o workshop de cianotipia em metais. Essa é a novidade que estou matutando faz um bom tempo.
A Camila Fontana conheço do Bacharelado de Fotografia, eu sabia que ela estava com a joalheria mas quando fui fazer um curso na Espmix em 2020 não sabia que era ela que daria o curso. Aí na aula descobri que era! Foi pouco antes da pandemia que a gente conversou. Depois ela fundou sua escola (perto da minha casa, o que achei incrível) e nesse ano havia conversado com um ex colega do Senai sobre a fotografia e a joia, porque ele queria aprender o anthotype. Por isso, fiquei pensando se a ideia era viável, até porque fiz curso de galvanização para fazer daguerreotipia (tentar fazer direito) e eu tinha feito o curso com a Cris Bierrenbach de dag, mas pra ideia da joalheria a galvanização necessária pra foto era algo meio incomum. Desde 2019 estava eu fazendo testes em placas de prata pura (bem pequenas) mas – pandemia – acabou com minha coragem por um tempo e voltei a testar só ano passado. Só não postei nada porque se não gosto eu apago a imagem (é, até hoje não gostei de nada)
Enfim, tem a ver com minhas pesquisas em materiais e objetos.
Vou dizer que não foi fácil chegar nessa ideia. Lidei com muitas inseguranças e ainda lido a respeito do que faço, se é prático ou não, principalmente depois desse 2020 que tirou quase toda minha vontade de fotografar. Parei de fazer fotos de arquitetura para dar conta dos cursos. Ainda estou num hiato de organizar a mente relacionada ao processo criativo com as imagens. Tenho fotografado menos pra conseguir entender o que eu quero. Me questionei por muito tempo se eu resistiria a isso.
Então hoje um rapaz me escreve perguntando se teria indicações de lugar para começar a trabalhar com fotografia. É advogado criminalista mas desistiu da profissão para manter a saúde e a sanidade. Lá no lab e em muitos lugares onde dei aulas recebi muitas pessoas que sofriam muito com o trabalho e os médicos recomendam alguma atividade ligada a arte ou cultura. (não passou da hora da gente pensar num mundo de trabalho que a pessoa não adoeça?) Pedi seu portfolio para passar a quem eu lembrasse que precisaria de algum assistente ou algum trabalho. Resolvi ajudá-lo porque no seu currículo ele faz trabalho voluntário. Ajudo a montar portfolio, aulas que eu dava no curso técnico. Por isso, lembrei de recomendar o curso da Etec de Artes, de Processos Fotográficos, que abre as inscrições perto de abril só. Se eu pudesse criaria uma escola de fotografia gratuita mas já existe essa 🙂
Enfim, não existe uma profissão certa. Parece que a gente faz o que o coração pede. 🙂
Em 2014 Luis começou a me escrever perguntando de químicos de cianotipia. Perguntou dos preços dos kits. Alguns meses depois disse que comprou os químicos por conta e tentou fazer muitos cianotipos com muita perda de papel e químico. Ele achava que não tinha preparado o material químico do jeito correto.
Do Rio Grande do Sul, parecia que os recursos para pagar uma aula em São Paulo devia ser inviável, comecei a perguntar como estavam suas produções de cian. Resolvi naquele momento, ensiná-lo à distância, desde que ele me mostrasse seu desenvolvimento. Minha vontade sempre foi conhecer todos os Estados do Brasil, então eu tinha a esperança de um dia conhecê-lo. Nunca imaginei que desde então se tornaria um dos meus melhores amigos.
Luis, 80 e poucos anos e muitas dúvidas sobre cians. Foi entre muitas ocupações, arte educador na periferia, correu dos 50 até os 70 quando foi atropelado, desde então nadava e me escreveu que seu maior acerto na vida foi sua esposa.
Sei que você é tímido e estou expondo um pouco a sua vida mas achei que valia contar de alguma forma.
Seus cians estavam realmente um tanto fracos, mas não era nada muito absurdo. Acredito que era porque o resultado que queria precisava de um material específico, ou seu olho já estava pedindo um resultado melhor.
Nos correspodemos por oito anos, parando um pouco depois que descobriu um câncer. Luis parecia desanimado mas estava sempre nadando. Eu também não quis insistir, quando percebi que ele parecia cansado de falar da saúde que junto com a pandemia o deixava um pouco mais ansioso.
Um dia perguntei a ele sobre ideias e nomes para seu projeto com a cianotipia. O título: Vôos e mergulhos. Na justificativa me deu uma resposta típica de alguém que parece ter depressão. Não faço ideia e nunca vi uma foto de seu rosto. Mas não era algo que me incomodava. Não imagino como ele aparentava mas nunca parei para pensar muito.
Ontem eu escrevi para ele para ver se ele ia querer me responder. Agora que eu percebi que a mensagem retornou. Você deve ter já uns 89 anos, meu amigo. Espero que a doença não tenha te machucado muito. Que ainda faça muito vôos e principalmente mergulhos, que parecia que era o que você mais gostava. E espero que esteja em paz.
aqui, a primeira imagem que me enviou nos nossos estudos.
Semana passada começou a pré venda de um livro na qual tenho uma participação com duas imagens. Publicado pelo Selo Vertigem, reúne fotografias relacionadas ao grande viaduto que rasga a paisagem da zona oeste até o centro de São Paulo.
Já havia participado do livro sobre a Paulista e fiquei muito feliz de poder participar deste livro também. Nesta publicação as imagens de minha autoria foram do meu primeiro filme preto e branco, que fotografei e revelei eu mesma. Também foi a primeira saída fotográfica da qual participei na vida. (que só tinha três pessoas: eu, o professor e uma colega)
Faremos o lançamento dia 1 ou 2 de setembro ainda, por isso está com um desconto na pré venda.
Enfim, não tem muito a ver com processos fotográficos mas com um pouco do que fotografei.
é o dia e eu sempre quis fazer algo especial. Nos meus tempos de recém formada eu queria fazer várias coisas nesse dia. Fazer festival, workshops, exposições, mil eventos blabla…
Mas o possível atualmente será o bazar na rua Cardeal Arcoverde, 2007. No Imagineiro, atelier do Roger Sassaki. Nesta edição especial além dos produtos de sempre, Roger tem muito material de laboratório para venda e pensamos em alguma atividade especial.
No meu caso, quem quiser aprender a fazer ecobags com estampa de cianotipia, custa 80 reais com material, utilizando plantas como matriz. Se quiser imprimir um negativo fica 30 reais.
O Roger fará cartão estereoscópico pra quem comprar algo de no mínimo 15 reais no bazar.
E vou sortear um cofrinho em formato de bobina Ektar no bazar 🙂
Bazar Imagineiro – edição agosto
Rua Cardeal Arcoverde 2007 Pinheiros São Paulo SP
das 10h às 17h
Oficina cianobags – aprox 2 horas – 80 reais
Cartão estereoscópico – pra quem gastar no mínimo 15 reais