Teremos mais um curso no Pompéia, desta vez na programação do meio ambiente. Farei junto com a bióloga Beatriz de Castro a atividade de coleta de plantas do entorno da unidade e utilizá-las como matriz para cianotipias.
Dias 17 de janeiro sábado 14h, 21 e 22 de janeiro quarta e quinta-feira 19-22h.v
Basicamente é um estudo botânico e catalogação de plantas, o que considero uma grande e bonita lembrança do trabalho de Anna Atkins. Para isso, trabalharei em conjunto com a bióloga Beatriz de Castro e agradeço muito o pessoal do Sesc por permitir um trabalho como esse, que me permite olhar para a ciência e a fotografia, lembrando de uma botanista/fotógrafa, primeira a publicar um livro de fotografias.
O curso do Sesc Pompéia inicia em agosto – agora – e as inscrições serão no dia 6/8 para credencial plena e 13/8 para público geral. Sempre a partir das 14h
O curso vai ser um pouco diferente neste semestre. Serão 8 aulas, resolvi fazer técnicas mais possíveis de refazer em casa. E o curso começa bem no dia da fotografia então estou pensando se consigo fazer algo para comemorar a data com o pessoal nesse dia 🙂
Aproveitando que tem dia mundial da antotipia e dia mundial da cianotipia logo mais, seria interessante pro pessoal praticar essas técnicas nesse momento do ano.
Mês de abril tem mais um curso de fotografia no Sesc Belenzinho (Maio também tem)
Desta vez convidei o João Moreira pra falar um pouco sobre suas experiências e compartilhar o conhecimento sobre fotografia que ele têm pesquisado. O João é fotógrafo e ainda não trabalhava com fotografia até então, mas eu estou incentivando ele não somente como professora mas também porque vejo que ele é um pesquisador da fotografia. Vamos desenvolver quatro projetinhos neste curso: caderno com capa de ciano, marca-páginas a partir de antotipia, postal com lúmen print e fazer um retrato em papel PB.
Dia 24/4 a 22/5 – exceto dia 1º de Maio – das 19-22h
Algum tempo atrás, enquanto eu preparava uma aula para o Sesc Pompéia e peguei um frasco de reagente para cianotipia, vi que tinha três frascos com datas de validade muito diferentes. Pra garantir que funcionaria naquele momento da aula, peguei o que sabia que estava bom mas surgiu a dúvida sobre os outros dois.
Aí num dia, enquanto aguardava os inscritos no curso chegarem provavelmente, resolvi preparar alguns mililitros de cada um para passar em um papel e fazer o teste. Terminou o curso, guardei o papel, esqueci na pasta. Virou o ano e ainda não tinha feito o teste.
Com a minha última mudança ficou um monte de material pra organizar. E sexta-feira estava organizando todos os meus resultados e papéis para utilizar. Achei esse papel e pensei – este final de semana é um bom momento para isso. Agosto e setembro começaram meio lentos de trabalho externo por aqui. Mas outubro mal começou e enfim tenho novos projetos que sei que tomarão mais dedicação minha.
Num papel neutro apliquei o reagente de 2014, 2003 e 2020. Coloquei um negativo qualquer e deixei exposto ao sol por um tempo.
pela diferença de tonalidade após a exposição parecia que ia dar diferençaacima 2014, meio 2003 e embaixo 2020
Ou seja, qualquer um dos três daria algum resultado. Então posso utilizar sem risco de não dar algo certo quanto aos seus funcionamentos. Levando-se em conta que foi um papel preparado na pressa e as quantidades em cada pedaço do papel não estão exatamente iguais.
Agora a explicação.
Muitos anos atrás eu ficava me perguntando algo que acredito que todo mundo que faz essa técnica há algum tempo deve ter se questionado. Precisa das duas partes? E se tiver só parte A? E se tiver só B? e se colocar mais de A ou mais de B?
E a esse respeito já explico faz um bom tempo durante as aulas. Existem várias formulações com proporções diferentes, existem variações de reagentes, fora o que já comentei sobre fatores externos que podem influenciar no resultado.
A verdade é que esta técnica pode ser realizada com os reagentes isolados, porém não funcionarão tão bem como da forma mais comum, parte A e parte B.
Neste teste utilizei apenas o ferricianeto de potássio (sim) que solo, vai demorar muitas horas mas forma o azul, de tonalidade talvez mais clara, tempo de exposição muito mais longo mesmo.
Então hoje eu acordei, vi o sol saindo e já coloquei lá fora. Voltei 18h para casa e processei a imagem.
Muitas vezes só vemos o que os outros produzem e parece tudo tão fácil e lindo. Mas a verdade é que tem muito trabalho envolvido. Vamos falar sobre as falhas e pensar nessas questões que fogem ao nosso controle?
Neste semestre aconteceram alguns fatos bem curiosos nas aulas de cianotipia, Osasco e Paulista. Imagens sumiram e voltaram, sumiram completamente. Acho que aconteceu pra eu escrever sobre isso.
Teve dia que tivemos problemas com papel, com luz, com tempo de exposição. A verdade é que é por isso que eu passo todos os dias. Dias bons e muitos dias ruins.
Já tive perda de mais de 40% do trabalho por causa de tipo de papel, sempre comento que teve turma de outros professores que num dia nada deu certo por causa de alguma contaminação. E tem gente que acha que a gente guarda segredo quando conseguimos fazer o processo. Neste fim de semana mesmo, resolvi mostrar o ciano em papel na aula do Paulista. Fiz um exemplo na hora e o pessoal foi fazer. Não sei o motivo, mas teve uma pessoa que não saiu o resultado de jeito nenhum, mesmo papel, mesma água, mesmo negativo. Simplesmente não saiu.
E por isso a escolha do papel acaba sendo bem importante. Mas fato é que muitas vezes na mesma folha podemos ter pontos com problemas, no mesmo tipo ou lote.
E quando isso acontece em aula é bom justamente para saber e identificar o problema na hora. Como a Carina, educadora do Sesc Osasco disse, é bom que aconteça pra gente poder entender os problemas. Não adianta ficar tudo mastigado e depois não saber resolver depois. Esta é a última semana do curso por lá e produzimos muitas imagens boas.
Quando faço um trabalho são cerca de duas semanas que preciso para fazer uma boa cópia, no mínimo, para um determinado papel. Entre preparar, tratar, testar, testar e testar negativo. Acertar contraste, densidade, controle de tons. Para montar um curso são testes de pelo menos dois meses. E muitas vezes por mais que eu teste e deixe tudo redondo, quando chega o curso sempre ocorrem imprevistos. E por quê? Bom, o ambiente é outro, a água muda, a iluminação eu não controlo e principalmente, nem sempre eu consigo acompanhar todo mundo em todos os passos. Até o tempo de exposição das caixas de luz muda, de acordo com o ambiente e uso da energia. Eu sei porque uma vez estava fazendo uma atividade ao lado do palco, o show começou e o tempo de exposição mais que dobrou, foi bem nítida a diferença.
Reações químicas são precisas como a matemática. Muitas vezes eu vejo tutoriais em que a pessoa não usa luvas. Se a ideia é fazer um controle adequado do processo, a luva também é o que vai garantir que não se terá contaminação de gordura ou sujeira que levamos nas mãos, além de proteger seu organismo de maiores exposições a reagentes. Todos esses fatores podem contar como problemas na imagem; papel (e nunca dá pra saber o que se coloca no papel hoje em dia), água, processamento, onde se apoia o suporte, antes e depois do processamento, contaminação pode acontecer.
foram no mínimo 5 tentativas para chegar nessa. uma tarde inteira.
Neste domingo teremos o último dia de atividade em ciano. Hoje percebo que exagerei em testar tantos materiais em tão pouco tempo. Mas minha ideia inicial é de que só seria prática e eu não explicaria coisas teóricas. Mas no final acabo explicando porque me perguntam e não dá muito tempo de fazer as coisas do jeito que eu quero. Mas enfim, condições ambiente que não posso controlar, temperatura e umidade, luz e água são os meus fatores imprevisíveis. Dá certo, só não fica perfeito. Verdadeiramente, é exatamente do jeito que eu faço sozinha, sem segredos, tentando múltiplas vezes e buscando soluções.
outro dia nas aulas percebi que não havia colocado nenhum conteúdo sobre papel por aqui.
por isso vou deixar minhas impressões sobre o tema, para as pessoas que não querem gastar muito com papéis especiais.
Importante lembrar que aqui estou deixando um depoimento para quem está começando, não é para uso super profissional. Até porque se quiserem pular para algo mais específico para fotografia alternativa, é só utilizar um Platinum Rag para fotografia alternativa (não é para inkjet) ou um Arches Platine. (se conseguir um Herschel melhor ainda)
Nos cursos sempre busco alternativas mais fáceis de ser encontradas e com baixo custo. Recomendo especialmente papéis neutros ou aquarela e gravura. Para os últimos dois a regra é: lavar e acidificar.
Funciona sem lavar e acidificar? até funciona. Mas se você é daqueles que gosta de sofrer ou de roleta russa. Porque todos esses papéis são muito alcalinos então vai perder alguma parte do material químico na tentativa e erro.
Tentativa e erro é uma ideia que meu irmão, por exemplo, odeia. Se quer algo preciso, não fique sofrendo muito com tentativa e erro, já que a química é precisa nesse sentido. Do contrário, é preparar um material pra ver metade do seu trabalho sumindo depois.
Papéis de desenho não são minha escolha favorita também. Pelo mesmo princípio. Mas também porque em geral as fibras são mais curtas e a resistência acaba sendo baixa.
Acidificar: 10% de ácido cítrico e seja feliz. Vai economizar uma boa parte do seu tempo com isso.
Encolar: 3% de gelatina ou cola de amido. (odeio fazer cola de amido * ) CMC também é uma opção.
A encolagem se utiliza em papéis que estão absorvendo muito químico e acabam ficando manchados.
Papéis preferidos por mim para sofrer menos e não pagar muito caro. Gosto do Canson Edition de gravura. Mas depois da pandemia está sendo mais difícil encontrar. Custo baixo para um papel com parte de algodão. Fabriannos são maravilhosos. Filiset neutro é só alegria pois não precisa de preparo. Só que é fino.
Montval em folhas é uma opção também, apesar da textura. Eu só utilizo quando não encontro outra opção.
já os de gravura, prefiro recomendar os de prova. Porque de gramatura mais alta SEMPRE requer acidificação e encolagem. São lindos, macios e ótima textura. Mas demora pra preparar, é bom ter mais experiência.
*odeio fazer cola de amido porque tem que esquentar, é difícil de fazer em aula. Coisa que eu prefiro fazer sozinha sem pressa.
Onde comprar papéis:
Papelaria Universitária
Casa do Artista
Fruto de Arte
Led encadernadora
Molducenter (quantidades grandes)
Casa do Restaurador
World Paper (washi)
Cítrico, CMC – lojas de confeitaria, mercadolivre, rua das essências da Sé.
Posso usar vinagre? Digo que vinagre é caro pra quantidade que vem. Prefiro usar limão se tiver que ser natureba.
Não coloquei fotos ou links porque estou montando aulas da semana e resolvi escrever sobre o assunto às pressas. A verdade é que além de estar um tanto atarefada com mudanças de espaço e reformas, também inventei de fazer uns processos difíceis.
Além de tudo também tenho uma sobrinha especial PCD. Tenho observado ela mais de perto pra entender o que ela percebe sobre imagem e ao mesmo tempo tentar fazer imagens sobre ela. A parte que tem me doído é que sei que ela pode viver pouco tempo, então quando posso fico perto dela pra de alguma forma diminuir as frustações do que ela não pode fazer.
E a fotografia começou com um objeto que era algo parecido com uma joia.
E estou aqui esse mês inventando uma atividade relacionada a essas duas atividades que pratico: foto e joalheria. É uma ideia que eu e Camila do Perséfone Lab desde 2021 estamos pensando e conversando e tentando viabilizar.
Estudo joalheria desde 2018, fiz curso no Senai, na Espmix e no Atelier Marcia Pompei. Minha ideia inicial era de ter uma opção de atividade para a minha irmã na verdade, caso fosse necessário. Também fiquei com receio na época de não ter muito trabalho relacionado aos processos históricos (eu sempre busquei opções além da fotografia porque essa é meio que a realidade, ainda mais numa área tão específica como a minha) Mas a verdade é que eu amo metais. E curiosamente, desde o primeiro contato eu tive muita facilidade para lidar com o material. Com a cerâmica tenho meus problemas (não fica reto, eu sofro muito) mas o metal é preciso.
Acabou que achei muitas semelhanças de ser ourives e laboratorista.
E então vai rolar dia 23 de setembro o workshop de cianotipia em metais. Essa é a novidade que estou matutando faz um bom tempo.
A Camila Fontana conheço do Bacharelado de Fotografia, eu sabia que ela estava com a joalheria mas quando fui fazer um curso na Espmix em 2020 não sabia que era ela que daria o curso. Aí na aula descobri que era! Foi pouco antes da pandemia que a gente conversou. Depois ela fundou sua escola (perto da minha casa, o que achei incrível) e nesse ano havia conversado com um ex colega do Senai sobre a fotografia e a joia, porque ele queria aprender o anthotype. Por isso, fiquei pensando se a ideia era viável, até porque fiz curso de galvanização para fazer daguerreotipia (tentar fazer direito) e eu tinha feito o curso com a Cris Bierrenbach de dag, mas pra ideia da joalheria a galvanização necessária pra foto era algo meio incomum. Desde 2019 estava eu fazendo testes em placas de prata pura (bem pequenas) mas – pandemia – acabou com minha coragem por um tempo e voltei a testar só ano passado. Só não postei nada porque se não gosto eu apago a imagem (é, até hoje não gostei de nada)
Enfim, tem a ver com minhas pesquisas em materiais e objetos.
Vou dizer que não foi fácil chegar nessa ideia. Lidei com muitas inseguranças e ainda lido a respeito do que faço, se é prático ou não, principalmente depois desse 2020 que tirou quase toda minha vontade de fotografar. Parei de fazer fotos de arquitetura para dar conta dos cursos. Ainda estou num hiato de organizar a mente relacionada ao processo criativo com as imagens. Tenho fotografado menos pra conseguir entender o que eu quero. Me questionei por muito tempo se eu resistiria a isso.
Então hoje um rapaz me escreve perguntando se teria indicações de lugar para começar a trabalhar com fotografia. É advogado criminalista mas desistiu da profissão para manter a saúde e a sanidade. Lá no lab e em muitos lugares onde dei aulas recebi muitas pessoas que sofriam muito com o trabalho e os médicos recomendam alguma atividade ligada a arte ou cultura. (não passou da hora da gente pensar num mundo de trabalho que a pessoa não adoeça?) Pedi seu portfolio para passar a quem eu lembrasse que precisaria de algum assistente ou algum trabalho. Resolvi ajudá-lo porque no seu currículo ele faz trabalho voluntário. Ajudo a montar portfolio, aulas que eu dava no curso técnico. Por isso, lembrei de recomendar o curso da Etec de Artes, de Processos Fotográficos, que abre as inscrições perto de abril só. Se eu pudesse criaria uma escola de fotografia gratuita mas já existe essa 🙂
Enfim, não existe uma profissão certa. Parece que a gente faz o que o coração pede. 🙂
Primeira versão do curso em formato presencial êeeeee!!
E eu esqueci de anunciar aqui dessa vez, quando abriram as inscrições para credencial plena do Sesc, mas as inscrições para público geral é nesta quarta feira, pelo aplicativo ou pelo site do Sesc.
dia 19 de agosto – Bazar de fotografia no Imagineiro
o legal é que apesar de ser um curso teórico a ideia é mostrar como se faz alguns exemplos no laboratório. Junta a pesquisa prática e a que eu mais gosto de passar os dias pesquisando, sobre como as técnicas foram surgindo.
E logo mais espero ter mais novidades. Agosto vai ter bazar no Imagineiro, no dia mundial da fotografia. Vamos fazer uma oficina de cianotipia em sacolas de algodão e Roger Sassaki fará mini retratos em tintypes – os gem tintypes (deve custar algo em torno de 100 reais cada atividade) pode ser que não tenhamos essas atividades 😦 EDIT: atualizado no próximo post
Teremos materiais fotográficos para venda, usados e novos como usualmente. E como cai dia 19 de agosto, vai ser um dia depois do níver do migo Roger leonino, se alguém tiver a fim de só conhecer, dar parabéns e experimentar chocolatinhos kkkkk. (fica, vai ter bolo..)
dia 25 e 26 de agosto
vou oferecer um curso de marrom van dyke no mesmo local. Rua Cardeal Arcoverde 2007. São duas tardes, das 14h às 17h. no curso já tem incluso material, papel Platinum Rag, próprio para a técnica fotográfica, papel aquarela, negativos impressos e um kit de químicos de presente para cada participante. Logo anuncio aqui com o valor, estou esperando o Roger confirmar. Acredito que as inscrições serão feitas no site do Imagineiro. Essa também está em aberto. Muitas tarefas para resolver e não deu tempo de divulgar.
É nesse carnaval que vai ter cianotipia em forma de postais e cadernos. Dia 20 e 21 de fevereiro às 10h, respectivamente. No Sesc Itaquera, retirada de ingressos meia hora antes da atividade.
Algum tempo atrás eu achava que nunca iria colocar as mãos num oxalato férrico amoniacal.
Acabou que veio parar um na minha mão. Comprei o frasco já aberto de um fotógrafo algum tempo atrás e resolvi testar recentemente.
Quem faz cianotipia sabe que a composição é Citrato férrico amoniacal e Ferricianeto de potássio.
E sobre essa fórmula há muito o que falar, só que como pude preparar o New Ciano, fórmula do professor Mike Ware, resolvi fazer um comparativo. Cianotipia é uma pesquisa que não tem fim. Nomearei aqui este como NC e o tradicional como TC
Existem diversas variações de como de fazer fórmulas, proporções, métodos a respeito de ciano. Resumindo muito. E um método recente é o NC, que utiliza oxalato férrico amoniacal no lugar do citrato férrico amoniacal. O preparo é um tanto mais meticuloso e a filtragem é necessária. Só que este reagente não é comercializado no Brasil, sendo possível obtê-lo apenas com compras internacionais.
Das fórmulas fotográficas, o ciano é um dos processos mais lentos para formar a imagem à luz. Num sol direto aqui em São Paulo leva cerca de dez a vinte minutos de exposição. O NC em teoria é mais rápido e se ganha em contraste. Não fiz um estudo super aprofundado mas seguem minhas primeiras impressões.
a embalagem
E vou dizer que o tom de verde é apaixonante, daquele verde radioativo, fosforescente bem bonito. Tive que me conter para não deixar aberto em luz ambiente e ficar admirando um pouco mais a cor.
Tem a descrição do processo no Alternative Photography, tem no site do Mike Ware, vou resumir aqui em tradução livre 🙂
Basicamente dissolve-se 10g do Oxalato férrico amoniacal em água 20cc a 70 graus Celsius.
Em outro recipiente dissolve-se 30g do oxalato em água 3cc a 50 graus Celsius.
Adiciona o primeiro ao segundo e deixa esfriar até atingir cerca de 20 graus Celsius.
Inevitavelmente formará alguns cristais que devem ser filtrados. Adiciona-se 0,1g de dicromato de potássio. Deixar descansando por pelo menos um dia.
A parte difícil é escolher um papel que não manche as altas luzes. Todos os que eu testei velaram um pouco ou muito e ficaram bem escuro onde teria branco. Parece que essa é uma característica dessa fórmula. Ou seja, não adianta economizar no papel, tem que achar um bom papel mesmo. Num papel neutro foi a minha melhor opção até agora, mas mesmo assim não foi o melhor resultado.
esquerda TC. direita NC. Mesmo tempo e papel.
deixei esta imagem acima na janela, tempo nubladão e foi cerca de 1 hora e meia. O TC não estava nem pronto. O NC ficou mega escuro. Chutei metade do tempo para fazer as próximas. Errei completamente. (o teste não está muito bonito, a pressa de tentar testar algo enquanto tento trabalhar no dia a dia)
um teste um pouco melhor. TC ficou uma hora. NC vinte e cinco minutos. Ainda ficou bem escura e o papel neutro velou bem a alta luz.
O tom do NC ficou bem mais intenso, deve ser cerca de 1/5 a 1/6 do tempo de exposição de um ciano comum. Agora deu pra perceber um ganho de contraste. Nesse meio tempo perdi alguns papéis pra conseguir fazer esse teste razoável. Como os tempos de referência do processo são feitos com mesas de luz diferentes das minhas, não adianta muito se referenciar por aí
temos detalhes nas janelas e porta
Considerações até agora é que o azul é mais intenso e uma pena que não esteja disponível no Brasil. Nos últimos anos o preço do reagente aumentou tanto que chega a ser triste.
Gostaria de tornar essa fotografia mais acessível no Brasil, mas eu vejo que nem eu consigo acessar tantas coisas. E desde que se iniciaram mais conflitos no mundo alguns reagentes usados na fotografia estão sendo controlados de forma mais rigorosa.
Mas está aí a descrição de mais alguma opção e incrivelmente bonito na minha opinião.