em dias de sol intenso saiu um lumen print

Papel PB Kodak. Papel velado. Foi jogado fora. Achei na lata de lixo.

Recolhi. Voltei aquelas folhas amareladas no saco preto e retornei elas com carinho à caixa amarela. Pensei – um dia acharei uma imagem para vocês.

 

Resolvi fazer um teste antes de viajar para um trabalho. Aquelas folhas já estavam mais de três anos no envelope, desde que foram jogadas.

Minha vontade de reaproveitar as coisas é impossível. Como eu tinha um fixador bem usado aproveitei o fix para o teste também.

Exposição ao sol: 2 horas. Acho. (esqueci a foto no telhado e saí para resolver outros assuntos) Quando cheguei passei no fix. Lavei e sequei.

Eis meu resultado:

lumenbethlee-2016001

Dusting on process – Revelação a pó

em 2005 vi um amigo da faculdade fazendo esse processo e me encantei.

É uma técnica a partir de mel ou açucar que se revela a seco, com pigmento em pó.

A graça é que pode-se facilmente usar vidro, cerâmica ou metal como suporte.

Buscando a fórmula nos livros a finalização descrita se dá somente em retornar a foto para a exposição de luz e o resíduo químico continua lá. Daí em 2007 fiz vários testes para conseguir limpar essa imagem com água gelada.

 

Atualização 19.04.17

O processo segundo as bibliografias abaixo tem um misto das pesquisas de vários nomes, Vacquelin, Ponton, Becquerel, Talbot Archer, Garnier, Salmon e Poitevin.

Vacquelin no final de 1700 e Suckow em 1832 em relação aos cromatos. Mungo Ponton em 1839 faz um estudo sobre a sensibilidade do dicromato de potássio à luz. Em seguida Becquerel em 1840 percebe a reação do dicromató com amidos utilizados em encolagens de papéis.

Alphonse Poitevin em 1855 aplica dicromatos na produção de cópias fotomecânicas. Em 1858 utiliza uma solução coloidal com dicromato, mel e goma arábica. É o primeiro a adicionar pigmento no processo.

Henri Garnier e Alphonse Salmon em 1858 fazem pesquisa com citratos férricos mas abandonam para uma fórmula com dicromató de amônio e açúcar que posteriormente se utiliza para transferência em superfícies cerâmicas.

Um positivo é necessário para a técnica. As partes protegidas de luz U.V. continuam grudentas e o pigmento em pó fica grudado nessas áreas.

fonte: Christopher James – The Book of photographic alternative processes – 3. edição

Kent Wade – Alternative photographic processes

 

 

 

 

Anthotype ou Photosynthesis?

anthotype em folha

Durante minhas pesquisas, me deparei com alguns fotógrafos no mundo que chamam essa técnica de reproduzir uma fotografia diretamente na folha de “photosynhesis”.
Na minha opinião não acho certo, o que fazemos não é fotossíntese, mas se alguns preferem chamar assim, ok.
Mas se alguém for procurar sobre referências sobre a técnica, está aí a dica pra achar alguns trabalhos.