Pinhole – Sesc Sorocaba

Sábado dia 22 de setembro, um dia antes do início da primavera, no dia mundial sem carro, estarei em Sorocaba para montar câmeras de caixa de fósforos no Sesc. 10h as 13h.

Fiquei bem contente. Porque gosto de ir para o interior e queria muito conhecer Sorocaba, pelo fato de ser uma cidade onde há espaço para bicicletas. Claro, vou aproveitar e fotografar com pinhole por lá, por que não?

Fiquei contente também pela oficina cair justamente no Dia mundial sem carro, é uma data importante para mim.

Vamos fazer câmeras bonitas? Sempre tenho vontade, mas nunca dá tempo durante as aulas de finalizar o acabamento. Acho que dessa vez rola.

câmera bonitinha

Para quem não pode ir no dia 22, tudo bem, não fique desesperado. Tem dia 27 de outubro em Sorocaba também.

É longe? hum… Tem dia 10 de dezembro no Sesc Belenzinho. Ainda é longe? Mora do outro lado da cidade? Bom… eu atravesso a cidade para ir ao Belenzinho e nem demora tanto… Mas adianto que vai valer a pena, e o Sesc é tão bonito.

http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=229226

Marrom Van Dyke

Sol. A
33ml água destilada
9 gramas de citrato férrico amoniacal

Sol. B
33ml água destilada
1,5 gramas de ácido tartárico

Sol. C
33ml água destilada
3,8 gramas de nitrato de prata

Para preparar o marrom van dyke se mistura as três soluções SEPARADAS. Junta-se A+B depois A e B + C.
Secar e expor em luz ultravioleta. Dar uma lavada antes do fixador, vai escurecer um pouco. Fixar em solução de tiossulfato de sódio a 5%, menos de 5 minutos, se a imagem escurecer muito rápido pode retirar antes e lavagem final de 10 minutos.

Fizemos novamente esse processo no Sesc hoje, mais informações, fotos do curso e o que estamos aprontando, acesse: http://oficinas.sescsp.org.br/blog

Atualizações

Ontem abriu uma exposição sobre Fotogravuras de Paul Strand e do Camera Work, contendo imagens de Annan, Coburn, Meyer e Steichen no Instituto Tomie Ohtake. Fiquei sabendo pelo mestre Kenji e saí da mostra com a alma lavada. A alma e o corpo, pois chovia bem.

Legal é que saí da Sala de Ideias, tinha acabado de instruir sobre o anthotype para o Cidade Invertida. Peguei muita chuva, Fui ao Tomie e encontrei pessoas incríveis, fui para casa, estava passando um documentário sobre Annie Leibovitz na Cultura. Já tinha ficado a manhã inteira pesquisando meus processos “escondidos” difíceis de encontrar e de entender. Me deparei com o nome de L. Hill que em 1850 inventou o daguerreótipo em cor, foi acusado de ser uma fraude e só depois de muito tempo descobriu-se que era um gênio. Lá vou eu de novo, buscar esses processos que ninguém queria saber.

As atualizações dessa semana são: Só temos duas aulas de processos históricos no Pompéia restantes, vou postar algumas coisas que a gente tem feito durante as aulas. Queria ter postado mais, mas foi difícil. Estou atualizando no novo blog das oficinas que contém informações de todos os outros cursos do Sesc, então vale a pena dar uma xeretada, ver o que está sendo oferecido e acompanhar o desenvolvimento das aulas.

http://oficinas.sescsp.org.br/

E Amanhã começamos mais um módulo no Sesc Belenzinho, sobre “Leitura e Possibilidades da Fotografia” Achei interessante mostrar o que foi realizado durante a história da fotografia como técnicas e quais as possibilidades de hoje, experimentando um pouco de anthotype, quimigrama, foto scanner e pinhole, envolvendo o analógico e o digital, por que não?

Não vamos jogar todo o conhecimento que se construiu nesses últimos séculos né?

Vai aqui uma das minhas propagandas de papel fotográfico preferida. Porque é assim que a fotografia deve ser… 🙂

Felicidade é ter uma fotografia em Kodabrom... rsrs

Filme é tudo

O tratamento digital pode tentar imitar as características de tal tipo de negativo, de cromo, de polaroid, mas não tem jeito. Pra mim é muito mais valioso aquele efeito que a luz confere aos materiais químicos e o resultado… o resultado é lindo.

Aqui uma foto de Brigitte Bardot na França no Festival de Cannes de autoria de Kary Lasch.

As cores e mesmo seu deterioramento é o que se baseia e são simulados por muitos aplicativos de fotografia, mas o princípio é isso. é analógico e não vamos ficar dando voltas. O digital fica bom porque é baseado no filme.
Não digo que a tecnologia é ruim, só que a película é superior.

Pinhole day – O dia de fotografar sem lentes

Semana que vem eu e o Edison Angeloni faremos o dia mundial da pinhole no Sesc Pompeia.

No sabado dia 28 e domingo dia 29 de abril tem oficina de pinhole com papel fotografico pb as 14:30h
Domingo ainda tem ao meio dia o Super Observatorio do Mundo Invertido, quando a Internet Livre se transforma numa grande camera obscura. Mais tarde, 17h convidamos a quem fez as pinholes em lata a postar no site oficial do pinhole day.

Esse eh um evento que acontece em varios paises com a ideia de fazer uma fotografia sem lentes e postar no site sua imagem.

Mais informacoes:

http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/busca.cfm?conjunto_id=9759

Cursos Sesc Pompéia 2012

Abrem hoje as inscrições no Sesc Pompéia de Cursos Regulares e dentre eles segue meu curso juntamente com a professora Helen Ikeda de papel artesanal.

CURSOS REGULARES 1. SEMESTRE DE 2012 – OFICINAS DE CRIATIVIDADE

Processos Históricos Fotográficos e Papel Artesanal

SESC Pompeia

13/03 a 03/07.
Terças, das 9h30 às 12h30.

Curso que apresenta métodos de produção de papéis artesanais nas técnicas ocidental e oriental a partir de matérias primas como algodão, curauá e bagaço de cana. Os papéis produzidos serão utilizados como suporte para processos fotográficos históricos do século XIX, em que os participantes experimentarão as técnicas de cianotipia, marrom van dyke, papel salgado e albumina. Orientação de Beth Lee e Helen Ikeda Duração: 16 encontros.

Beth Lee é formada em Fotografia pelo Senac, participou de exposições coletivas e festivais de curta metragem, como na Galeria Olido e Festival da Lapa-PR. É especialista em técnicas alternativas e históricas de revelação fotográfica. Helen Ikeda é Bacharel em História pela USP, com Especialização em Conservação de Bens Culturais Móveis (Abracor/ Escola de Belas Artes, UFRJ) e em Celulose e Papel (Escola Senai, Theobaldo de Nigris, 2005). Atua como conservadora e restauradora de papel desde 1981 e, diversas instituições como o Museu Paulista-USP, Museu de Arte Contemporânea-USP, Museu Lasar Segall e Fundação Bienal de SP. E, em ateliê particular, atua também com Papelaria Artesanal.

Inscrições: Terça, 28/2, para comerciários matriculados; Quarta, 29/2, para demais usuários.

Inscrições para vagas remanescentes a partir de 3/3, sábado, 10h, até o preenchimento total das vagas.

Não recomendado para menores de 16 anos

R$ 60,00 [inteira]
R$ 30,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 15,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]
Valores da mensalidade.

Curso de Processos Fotográficos Históricos

Começa em outubro o último curso de Fotografia alternativa no Sesc Pompéia.

Inscrição pessoalmente a partir das 10h do dia 1/10, sábado, nas Oficinas de Criatividade.

O aluno aprende a fazer as técnicas de Anthotype, Cianotipia, Marrom Van Dyke, Papel Salgado, Albumina e Goma bicromatada. São 11 vagas.

Maiores detalhes acesse http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=204377

Pra tudo a gente tem que ter bom senso..

Sim. pra tudo.
Quando eu digo que precisa usar avental pra lidar com químicos, é pra evitar tragédias sim.
Luvas então nem se fala.

Tudo tem motivo nessa vida, ou assim deveria ser.

Quando manipulamos químicos precisamos tomar cuidados. Tomar cuidado nunca é demais. Evita dores de cabeça e muita peça de roupa manchada.

Quando se aventurarem a fazer processos históricos lembrem dessas pequenas atitudes que valem muito. Luva, avental e sapato fechado. Se for uma pessoa muito sensível pode ser que utilizar uma máscara seja esperto.

Pra tudo temos que ter bom senso. Se a gente não cuida do próprio corpo, quem vai cuidar?

Esse é um dos posts mais importantes sobre esses processos, e vou dizer o por que.

Quase todos os químicos utilizados em fotografia podem irritar olhos, nariz, garganta e pele.

Exposição a alguns químicos como cianetos e solventes pode causar dores de cabeça, fraqueza, tontura e confusão. Exposição prolongada a cromatos pode causar úlcera de pele. Outros químicos podem causar queimaduras em pulmões e pele devastadores, e se atingir seus olhos, causa cegueira, como ácido oxálico e nitrato de prata.

Em laboratórios fotográficos a maior causa de problemas relacionados à saúde se dá quando os artistas comem e bebem dentro do laboratório. Por isso a proibição do consumo de alimentos nesses locais.

Dicromato contém Cromo VI, cancerígeno em humanos, alergênico, irritante ocular e do trato respiratório.

Manipular químicos com as mãos desprotegidas também é bem perigoso, uma vez que podem passar pela pele e entrar na corrente sanguínea. Por isso, luvas!! Eu uso a luva nitrílica, específica para químicos.

Muito cuidado com a ventilação do local. Inalar os químicos também faz mal!!
É impossível utilizar a cozinha ou o banheiro, pense que você pode contaminar você, sua família e qualquer um que estiver visitando sua casa!

Se não há possibilidade de arranjar uma espaço apenas para isso, pense em comprar uma capela, ela é ideal.

Guarde os químicos em potes bem fechados. Eu costumo etiquetar com nome do químico, nome de quem preparou e data. Longe do alcance de crianças!

Fontes:
http://www.alternativephotography.com/wp/processes/health-and-safety
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dicromato_de_pot%C3%A1ssio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nitrato_de_prata

Pinhole

Gosto muito de fotografia. Gosto mesmo.
Quando comecei a fotografar não sabia da técnica pinhole.
Se eu soubesse disso antes meu mundo seria muito mais colorido. Imagina só aprender desde criança que se pode fotografar com
uma lata? Teria feito horrores.
Demorei a aprender fotografia pela falta de grana para comprar uma câmera. Comprei a primeira, a segunda… gastei uma grana.
Depois de uns anos, só fotografava com pinholes. Nem precisava de tantas câmeras afinal…
Na época de TCC fiz umas 7 câmeras de caixa de fósforo. Tenho de caixa de madeira, de lata…
Não importa de qual material seja. Se uma 4×5, Hassel, de papelão… amo todas elas do mesmo jeito.

Christopher James

Um autor de processos históricos que sempre cito é ele. Fotos bem legais, e um dos dois livros que foram fontes de pesquisa em anthotype. Não havia achado em mais nenhum além desses.

Capa do livro - Christopher James