Curso de Cianotipia Online

Preparei uma turma para maio de cianotipia.

São dois encontros dia 22 e 29 de maio, sábados das 10h às 12h.

Pelo Sympla.

Mas para fazer o processo em casa é bom ter mais alguns materiais.

https://www.sympla.com.br/curso-online-de-cianotipia—elizabeth-lee__1201612

Neste curso vamos estudar um pouco sobre o cianotipo, processo fotográfico inventado no século XIX.

Famoso por seus tons azuis, é uma das técnicas mais fáceis de se realizar por não necessitar de uma etapa de fixador no seu processamento.

Conteúdo:

– breve história

– métodos e fórmulas

Materiais usados e possibilidades

– viragens

Acompanha uma apostila em pdf e as aulas ficarão gravadas.

Para a inscrição com material serão enviados:

– Kit cianotipo 120ml no total

– Dois papéis preparados para a primeira aula

– 6 negativos 13x18cm (o participante envia 6 imagens por email para os negativos) 

– 3 reagentes para as viragens

envio incluso

Para fazer o curso o participante deve ter os seguintes materiais:

– luvas

– bandeja para lavar as imagens

– pincel para passar o material no papel

– papéis de sua escolha (recomendo papéis que resistam à lavagem de água) De desenho, gravura ou aquarela são sugeridos

Opcionais:

Papel toalha para secar o excesso de água dos papéis – em caso de ter pouco espaço para pendurar papéis para secar.

Secador de cabelo

Acho que posso explicar várias escolhas aqui no blog.

Escolhi oferecer o curso pelo Sympla primeiro porque já tem a possibilidade de utilizar a plataforma do Zoom. Eu não tenho assinatura dele e pelos valores não compensa para mim comprar uma licença para oferecer no máximo dois cursos por mês.

Coloquei dois dias para o curso mas pode ser pouco, não sei. Gostaria de poder explicar mais coisas mas minha ideia é deixar um material gravado para o participante que tenha alguma dúvida específica. Estou vendo como resolver.

E o material dessa vez incluí o material químico e os reagente para fazer viragens. Acho que essa parte é bem legal. Além dos negativos inclusos que acho que é mais difícil de ficar procurando o lugar e o tratamento digital correto para quem está começando.

Antotipia – Anthotype – anthos e flores

Quando eu comecei esse blog eu lembro bem. Exatamente o dia. Foi num momento em que eu estava na faculdade e divagava sobre o mito da caverna e sobre tantas coisas que eu gostaria de escrever. Só de pensar na ilusão dava muitas ideias. A ideia de juntou com a perspectiva de enxergar os espectros invisíveis então deu mais surrealidade para a imaginação de uma pisciana com Sol casa 5.

Um belo dia achei um texto sobre uma possibilidade de produzir fotografias com sumo de plantas e minha alma hippie (deve ser uns 20%) não resistiu. Isso foi em 2007 e obviamente tentei com as flores que eu tinha.

Escrevo mais uma vez aqui sobre anthotype. Este processo maravilhoso descrito pela primeira vez por John Herschel, cientista e astrônomo que, como eu, era pisciano e provavelmente vivia no mundo da lua como eu vivo. um pouco… :/

Aviso também que logo teremos um curso sobre a técnica – online. E avisarei por aqui. Espero que tenham interessados.

A técnica se resume em macerar plantas, flores, folhas ou frutos. Sementes, raízes. Passar no papel e expor ao sol com alguma matriz – foto ou fotograma

anthotype em papel – amoras Esta foi uma das primeiras imagens publicadas aqui

Mas as flores – sim! as flores que dão o nome à técnica – é sobre o que gostaria de discorrer aqui. Ideias e o que eu testei ou está na lista para testar.

Anthos vem do grego para flores. anthotype se refere a flores. No entanto como homenagem ao Herschel eu me refiro a todo tipo de fotografia com plantas de antotipia.

Flores de cores mais intensa em geral oferecem melhor resultado. Já me perguntaram muitas vezes se é possível usar flores brancas. Até onde eu sei não funciona. Mas não testei muitas vezes.

Comecei a plantar muita clitoria ou feijão borboleta. Ela é azul e muito usada para fazer um chá por causa de sua cor. Sequei algumas e fiz meu estoque. Plantei capuchinha mas assim que vieram as primeiras flores, quem disse que eu consegui usar pra anthotype?

Outra planta que despertou uma curiosidade para esta técnica é a grumixama, nesse caso o fruto. Grumis, como eu costumo chamar, planta nativa que dá esse fruto que lembra uma cereja mistura de jabuticaba (pra mim né). Eu gosto tanto. Conheci pelo blog na Neide Rigo. Plantei duas mudas mas dei de presente. Sinto uma falta tremenda das plantas.

E será que dá pra fazer com espada de São Jorge? é o que tenho aqui.

Se der certo posto aqui.

Revelação Cor – C41

A verdade é que eu sabia que aquilo não duraria muito tempo. Então enquanto estive nesse lab cor, usei como se fosse a última vez. E fotografei pra lembrar dele.

Essa à esquerda é a Colex, processadora de papel cor.

lá pelo começo nos anos 2000, acho que foi 2004. Fiz um curso de revelação e ampliação colorida. Tudo no processamento manual, controle de temperatura no termômetro boiando, sem enxergar direito mesmo. Tinha aluno que nem usava luvas nem pinças, ficava com a pele dos dedos toda deformada. Acho que o lab do espaço não tinha uma boa exaustão e o cheiro do químico para ampliar ficava muito forte. Acho que por isso nem me animei muito a tentar em casa. Fora que demorava o dia todo pra fazer uma foto razoável e no dia seguinte eu estava descontente com o resultado. Talvez a iluminação ambiente não fosse adequada. Ainda assim na primeira vez que vi um ampliador cor à venda comprei. Mas nem usei muito. No fim, o trabalho acabou me chamando para outras áreas.

Só que esse da foto o processamento era todo por máquinas. E sim, era a iluminação perfeita para visualizar a cor. Foi exatamente projetado para isso. O ano era 2007 e a tendência na faculdade era destruir tudo para virar sala com computador. (pensando bem, quando eu frequentava fotoclube foi a mesma coisa, acho que vivi para ver o final dessa era ser substituída por pcs feios com salas de iluminação imprópria para trabalhar com monitor – parênteses dos parênteses: aquela cor branco amarelado que atrapalha pra caramba, sabe?)

Passos para revelar filme cor C41:

pré lavagem: 1 minutos e 15s

revelador: 3 minutos e 15 s

branqueador: 4 minutos

lavagem: 2 minutos

Fixador: 4 minutos

Lavagem: 4 minutos

Estabilizador: 1 minuto

Para qualquer marca e qualquer ISO o tempo é padronizado.

ahhh E6 ! que falta que me faz

a gente preparava muito químico por semana…

Papel PB em positivo direto

Ano passado fiz algumas atividades com esse processo de revelação e achei que tinha escrito algo sobre isso aqui. Só agora percebi meu erro..

Essa fiz hoje, perto de 11h.

Certo dia nas minhas invenções de fotografar retratos com van dyke senti a necessidade de algo um pouco mais rápido. Resolvi projetar uma atividade com papel pb e que alguma parte da revelação desse papel fosse possível de deixar o público visualizar a imagem aparecendo. Achei algumas fórmulas aqui e ali. A fórmula que acabei testando foi a do Jon Cleave e gostei bastante. (https://joevancleave.blogspot.com/2017/09/more-direct-positive-print-experiments.html)

É uma fórmula de peróxido de hidrogênio e ácido cítrico. Depois de revelar o papel e interromper, passa por esse rebaixador e expõe à luz. Depois, termina com o processamento comum de papéis.

Eu precisava de uma fórmula que fosse possível de processar dentro da minha caixa de revelação sem eu passar mal dentro dela. Já que essa caixa foi feita pra eu revelar papel sensível à luz e filme fotolito em qualquer lugar. Ela tem exaustor mas como o espaço é muito pequeno, sempre tem um risco de contaminação por ar, olhos ficam irritados e irrita a garganta.

Positivo direto em Papel PB

O processamento direto necessita de uma imagem latente mais densa. Cerca de 1 a 2 pontos mais densa. Para o papel que usei, Ilford Multigrade, fotometrei em ISO 6.

Processamento:

Revelador Dektol 2 minutos

Interruptor

Diluir peróxido 40 volumes 1:1 Adicionar cerca de 2 colheres de chá de ácido cítrico. 2 minutos a 4 minutos

Expor à luz intensa

Revelar novamente

Interromper 30s

Fixar normalmente.

alguns resultados

Curso online no Instituto Adelina – História dos Processos Fotográficos

Esse mês tem curso online no Adelina Instituto https://adelina.org.br

O fato é que este curso está na minha cabeça algum tempo. Eu sempre conto nas aulas um pouco da história da fotografia a partir das técnicas que foram sendo inventadas e um pouco sobre seus personagens. A ideia do curso é dar um panorama dos materiais e processos, assim é possível compreender toda essa miscelânea de técnicas que foram surgindo.

O curso se inicia dia 30.11 segunda feira e te 4 encontros virtuais. Das 19h a 21h

Enquanto estamos nesse processo pandêmico vão surgindo mais atividades virtuais. Ainda estou aprontando outras coisas, mas acho que fica pronto só ano que vem.

o ano é 2020… o que mais virá?

Sei que tem Retrato em Van Dyke no Sesc Birigui dia 25 e 26 de Janeiro. Eu e o Edison vamos bater uns retratos, das 14h às 17h. Amo fazer retratos.

LizandraPerobelli-SescCampinas-Foto

foto: Liz Perobelli

https://www.sescsp.org.br/programacao/215917_SEU+RETRATO+NA+TECNICA+VAN+DYKE

Eu estou programando a FRoFA – Feira de fotografia analógica e posso avisar aqui que estou buscando lugares para a edição desse semestre. Temos instagram: @frofafotografiaanalogica

Comecei o ano refazendo e reformando móveis para a minha marcenaria e para o lab, logo mais posto fotos.

E uma história de uma mesa de luz. Anos atrás, ganhei o tampo de uma mesa de luz UV e era minha mesona gigante (17 lâmpadas ou algo assim) Essa menina me ajudou muito, mas resolvi reformar e doar para outro lugar que amo demais. Mas isso fica pra daqui a pouco.

Faço seu retrato: Van Dyke em Osasco

Neste domingo dia 24 de novembro e 8 de dezembro tem Retrato em Van Dyke no Sesc Osasco. Das 14h a 17h

https://www.sescsp.org.br/programacao/207254_SEU+RETRATO+EM+VAN+DYKE

E Domingos dia 1 de dezembro e 15 de dezembro vou fotografar o duplo das crianças. Sim, dupla exposição só de retratos. Será que vão gostar?

LizandraPerobelli-SescCampinas-Foto

Foto: Liz Perobelli – Sesc Campinas

 

https://www.sescsp.org.br/programacao/209652_FOTOGRAFAR+O+NOSSO+DUPLO

Essa ideia me veio quando li que o tema do Sesc Osasco era Invisibilidade. E a proposta era fazer fotografias de crianças. Quando eu era pequena, um dos primeiros livros do qual lembro ter lido contava sobre uma criança – não lembro nome, história do livro, contexto etc… – mas num capítulo a criança era fotografada com uma câmera e a proposta era de que ela simulasse conversar com alguém. Não girava o filme, posicionava a mesma criança do outro lado do quadro como se ela escutasse alguém, e no final se obtinha uma dupla exposição, como se ela conversasse consigo mesma. Depois de muitos anos cá estou eu tentando fazer o que aquele livro me deu de imaginação e foi uma memória muito nostálgica. Porque lembro de ter imaginado aquele contexto no meu quintal e minha imaginação de criança transportou aquela cena como se fosse um holograma, para a minha casa.

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Foto: Washington Sueto

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Novembro: nova FRoFA, Bertioga e Osasco

Em outubro tivemos construção de câmera pinhole no Sesc Jundiaí, achei que tinha colocado aqui e esqueci. :/ :/ :/

Pelo menos ficam as fotos pra mostrar o processo.

Ainda tenho que mudar muita coisa nessa câmera, fiz esse modelo de tal forma que eu conseguisse montar com cerca de quinze a vinte pessoas em pouco tempo, por isso ela é assim. Funciona bem e logo mais posto material de como construí-la.

São quinze pessoas construindo as câmeras e terminamos a parte estrutural sexta feira, agora é testar. Deixei eles levarem as câmeras pra verificarmos se há entrada de luz. Coloquei um papel fotográfico dentro de cada uma, e elas ficam descansando até a próxima sexta, quando vou revelar os papéis e verificar se há pontos de luz.

Depois disso vou testar com eles com um pedaço de filme.

E estou organizando a feira de fotografia analógica, a FRoFA 5. Acontecerá dias 2 e 3 de novembro no IMS  Paulista, das 13h as 19h.

São dez expositores vendendo somente equipamento analógico.

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Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1630880740379969/1638244002976976/?notif_t=plan_mall_activity&notif_id=1571503762201292

 

Estaremos em Bertioga fazendo oficina de cianotipia e oficina de pinhole dentro da programação do revela Bertioga.

https://www.sescsp.org.br/programacao/209300_REVELA+BERTIOGA?fbclid=IwAR39zMeIwxx3_mhl-3SacJUt5R6Eib3r9qpoBrD4RoUfGFOqqDS871ClkM0

 

E farei duas atividades no Sesc Osasco no final de novembro. Mais detalhes logo mais.

 

muita informação de cursos, fotos e novidades coloco na página do Facebook Câmera Preta 

E no instagram @camerapreta

e meu instagrão pessoal: @a.beth.lee

Cianotipia e VanDyke: no Sesc Pompeia

Semana que vem abrem as inscrições para cursos regulares no Sesc Pompéia.

Nesse semestre vamos explorar a cianotipia e o marrom van dyke com bastante carinho.

 

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A partir de 21/08 as pré inscrições são pelo site. Maiores informações sobre inscrições neste link: https://www.sescsp.org.br/unidades/11_POMPEIA/#/uaba=OFICINAS

https://www.sescsp.org.br/programacao/200235_PROCESSOS+HISTORICOS+EM+FOTOGRAFIA+CIANOTIPIA+E+MARROM+VAN+DYKE

Julho no Sesc Bertioga

ahh o mar…

 

quando eu era pequena achava que era impossível alguém chegar na praia e não querer entrar no mar. não entendia porque alguém podia morar longe de mar. ficava pensando “por que vim parar onde não tem?”

pois hoje sou dessas pessoas que não entra no mar quando vou à praia. :/  :/

Mas porque quando vou trabalhar a coisa é séria e estarei no Sesc Bertioga para o curso de fotografia!! Fotografia analógica: teoria e prática de laboratório.

tem algo mais perfeito? lab na praia!! (não exatamente na praia, mas tá pertinho)

Eu e o Angeloni vamos ensinar um pouco sobre câmeras analógicas, sobre revelação pb e ampliação. Vamos levar algumas câmeras para os participantes fotografarem.

https://www.sescsp.org.br/programacao/193562_FOTOGRAFIA+ANALOGICA+TEORIA+E+PRATICA+DE+LABORATORIO

dias 7, 14, 21 e 28 de julho das 15h a 18h

E vai ter quimigrama pra família aos sábados! 6, 13, 20 e 27 de julho, das 16h a 19h

 

Quimigramas003

os peixinhos do Edison aqui