WCD – Dia Mundial da Cianotipia

O dia foi 25 de setembro deste ano.

A Simone Wicca queria fazer uma imagem para o evento e me chamou. O tema desse ano foi Rejuvenecer. A ideia que ela deu era de fazer um tecido e expor ao sol como se ela estivesse nadando, porque era uma lembrança de sua infância e que nadar sempre remetia a esse tempo. Eu comentei com ela que quando criança não sabia nadar e que eu ia precisar de um barco para navegar nesse mar. Outra questão para mim é que não sou muito dos fotogramas, fico ligeiramente insatisfeita. Uma limitação minha. Quando posso, escolho pela imagem com negativos. Então coloquei uma foto minha com uns 7 anos de idade. Barcos de papel pra mim é muita da infância. A nossa proposta era fazer na praça, ela deitaria no tecido uns minutos e revelaríamos em seguida.

nossa imagem lá no site. 🙂

E nossa! Depois eu pensei como demorei para entrar em contato com o pessoal do alternativephotography.com . Como eu sou devagar… Foi incrível conversar com eles e logo mais teremos novidades a respeito disso.

A galeria do WCD https://www.alternativephotography.com/gallery/gallery-by-process/world-cyanotype-day-2021-gallery-rejuvenation/nggallery/page/10

O site também tem uma conta no instagram (como eu demorei pra ver isso também)  https://www.instagram.com/alternativephotography_com/

eu demorei pra ter uma conta no insta, mas a vida social é isso, se não está lá parece que a gente nem existe.

E como fizemos o processo todo:

Eu tinha um tecido de 2 metros. Inicialmente a Simone achou pouco O.o

Mas tinha e foi esse mesmo.

Fazer cianotipia em tecido. Lavei o tecido para retirar qualquer camada anti fúngica e sujeira também né. Também tem uma questão de pré encolhimento, mas neste caso nem estava preocupada com isso.

Deixei secar para não ficar pingando, mas até eu terminar de preparar um químico, já tinha secado mais do que precisava. Separei um ciano e utilizei cerca de 150ml. Coloquei numa bandeja de 50x60cm. Deixei secando no lab. Tirei fotos mas não são muito bonitas com luz fraca. Depois pequei um saco preto e levei para casa.

O clima não ajudou muito os planos da Simone de fazer um flashmob na praça. Choveu, trovejou e caiu muito granizo. Eu disse que era pra testar nossa coragem. Então como estava tudo molhado, falei pra ela que seria melhor desenhar sua silhueta no papel, porque seriam horas de exposição e que seria melhor deixar na varanda e esperamos sentados. E foi melhor mesmo. Chuviscou várias vezes, vento, nublado… somente no final do dia apareceu aquele sol depois das 16h que não ajuda muita na exposição U.V. mas contou.

Depois da exposição de 4 horas vestimos nossos aventais e luvas e fomos ao lab.

A Simone tem umas bandejas e trocamos a água umas 4 ou 5 vezes.

até a chuva quis contribuir com umas “bolhas” no fundo do mar.

tem um post da Simone sobre o assunto wiccaverna.wordpress.com

Cianotipia – verde ou marrom ?

Por um bom tempo vendi o químico do cianotipo. Tinha só verde, depois não produziram mais. Fiquei só com o marrom mas hoje estou disponibilizando as variações verde e marrom. Eu não estava satisfeita com as embalagens – acho que nunca estou – mas para não deixar muito caro não faço as modificações que gostaria.

Então estou esperando um novo frasco chegar – preto, pois protege melhor mas em compensação tenho que comprar em quantidades maiores e investir mais. Por hora preparei no frasco âmbar. A embalagem âmbar é boa para guardar mas como ela não protege da luz, precisa deixar o frasco guardado dentro de uma caixa ou embalagem escura.

Os iniciantes ou aspirantes a fotografia azul podem ficar na dúvida quanto aos diferentes tipos de material de cianotipia que encontram: verde ou marrom? (mas eu quero azul, vai ficar azul?) Então achei melhor escrever um pouco sobre esse assunto.

Todos os kits para cianotipia qualquer um ficará azul! êê!!

Mas tem duas versões mais conhecidas. o MARROM é um pouco mais lento. O VERDE mais rápido.

O kit pode ser produzido com o Citrato férrico amoniacal MARROM ou o Citrato férrico amoniacal VERDE. A cor no nome do químico se dá pela aparência do reagente mas seu resultado da imagem será sempre azul.

Qual a diferença visual? O marrom dá uma nuance mais fria. o verde é mais brilhante. (mas a diferença é bem sutil)

material para cianotipia

E o tempo de exposição? Depende. A verdade é que o citrato férrico tem uma variação enorme em relação à quantidade de ferro. E isso sempre vai variar muito de lote pra lote. Então para alguns pode dar de 30% a 50% a mais de tempo de exposição no marrom comparado ao verde. (não é um dado estatístico, na prática é mais ou menos isso, ou seja, demora um pouco mais no marrom sim)

Mas então qual que eu compro? Pra quem está começando o Verde é mais fácil. Porque ele tende a manchar menos caso escolha um papel de textura mais aparente ou um papel de qualidade mais baixa. Papéis com pouca encolagem também darão mais trabalho com o marrom. Então é mais fácil dar certo com o verde.

O marrom é mais básico, tende a dar menos problemas de conservação. O verde é mais ácido, pode dar mais problemas de conservação.

Qual que você gosta pessoalmente??? Dos dois. Não tenho filho preferido. Quando estou com pressa ou nas aulas uso o verde por garantia e comodidade, já que preciso fazer funcionar pra pelo menos umas 15 pessoas de uma vez em poucas horas. Mas pra meu trabalho gosto sim do marrom. Porque eu gosto do tom frio, ou se utilizo um bom papel e bem preparado. Ele é lento mesmo, eu também sou. Mas não uso só ele. Uso o que está na mão primeiro.

Ai… agora você me deixou mais na dúvida…

Então compra o que vai no seu coração. ou no bolso.

Por isso para quem está começando resolvi preparar embalagens menores para o custo ficar mais baixo. Esse da foto fiz com 50ml. A ideia surgiu faz um tempo, pensando que para uma pessoa começar seria um investimento mais alto mesmo, já ter 120ml na mão e sem saber se vai gostar.

Coloquei na lojinha do @rebobina.lab pra facilitar para as pessoas.

Vou colocar testes comparativos (tô devendo testes pra variar) logo atualizo esse post. (prometo, esse blog nasceu mais como uma intenção de diário/semanário)

E estou preparando kits com material para viragens também. Achei bonitinho.

Antotipia – Anthotype – anthos e flores

Quando eu comecei esse blog eu lembro bem. Exatamente o dia. Foi num momento em que eu estava na faculdade e divagava sobre o mito da caverna e sobre tantas coisas que eu gostaria de escrever. Só de pensar na ilusão dava muitas ideias. A ideia de juntou com a perspectiva de enxergar os espectros invisíveis então deu mais surrealidade para a imaginação de uma pisciana com Sol casa 5.

Um belo dia achei um texto sobre uma possibilidade de produzir fotografias com sumo de plantas e minha alma hippie (deve ser uns 20%) não resistiu. Isso foi em 2007 e obviamente tentei com as flores que eu tinha.

Escrevo mais uma vez aqui sobre anthotype. Este processo maravilhoso descrito pela primeira vez por John Herschel, cientista e astrônomo que, como eu, era pisciano e provavelmente vivia no mundo da lua como eu vivo. um pouco… :/

Aviso também que logo teremos um curso sobre a técnica – online. E avisarei por aqui. Espero que tenham interessados.

A técnica se resume em macerar plantas, flores, folhas ou frutos. Sementes, raízes. Passar no papel e expor ao sol com alguma matriz – foto ou fotograma

anthotype em papel – amoras Esta foi uma das primeiras imagens publicadas aqui

Mas as flores – sim! as flores que dão o nome à técnica – é sobre o que gostaria de discorrer aqui. Ideias e o que eu testei ou está na lista para testar.

Anthos vem do grego para flores. anthotype se refere a flores. No entanto como homenagem ao Herschel eu me refiro a todo tipo de fotografia com plantas de antotipia.

Flores de cores mais intensa em geral oferecem melhor resultado. Já me perguntaram muitas vezes se é possível usar flores brancas. Até onde eu sei não funciona. Mas não testei muitas vezes.

Comecei a plantar muita clitoria ou feijão borboleta. Ela é azul e muito usada para fazer um chá por causa de sua cor. Sequei algumas e fiz meu estoque. Plantei capuchinha mas assim que vieram as primeiras flores, quem disse que eu consegui usar pra anthotype?

Outra planta que despertou uma curiosidade para esta técnica é a grumixama, nesse caso o fruto. Grumis, como eu costumo chamar, planta nativa que dá esse fruto que lembra uma cereja mistura de jabuticaba (pra mim né). Eu gosto tanto. Conheci pelo blog na Neide Rigo. Plantei duas mudas mas dei de presente. Sinto uma falta tremenda das plantas.

E será que dá pra fazer com espada de São Jorge? é o que tenho aqui.

Se der certo posto aqui.

Faço seu retrato: Van Dyke em Osasco

Neste domingo dia 24 de novembro e 8 de dezembro tem Retrato em Van Dyke no Sesc Osasco. Das 14h a 17h

https://www.sescsp.org.br/programacao/207254_SEU+RETRATO+EM+VAN+DYKE

E Domingos dia 1 de dezembro e 15 de dezembro vou fotografar o duplo das crianças. Sim, dupla exposição só de retratos. Será que vão gostar?

LizandraPerobelli-SescCampinas-Foto

Foto: Liz Perobelli – Sesc Campinas

 

https://www.sescsp.org.br/programacao/209652_FOTOGRAFAR+O+NOSSO+DUPLO

Essa ideia me veio quando li que o tema do Sesc Osasco era Invisibilidade. E a proposta era fazer fotografias de crianças. Quando eu era pequena, um dos primeiros livros do qual lembro ter lido contava sobre uma criança – não lembro nome, história do livro, contexto etc… – mas num capítulo a criança era fotografada com uma câmera e a proposta era de que ela simulasse conversar com alguém. Não girava o filme, posicionava a mesma criança do outro lado do quadro como se ela escutasse alguém, e no final se obtinha uma dupla exposição, como se ela conversasse consigo mesma. Depois de muitos anos cá estou eu tentando fazer o que aquele livro me deu de imaginação e foi uma memória muito nostálgica. Porque lembro de ter imaginado aquele contexto no meu quintal e minha imaginação de criança transportou aquela cena como se fosse um holograma, para a minha casa.

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Foto: Washington Sueto

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Novembro: nova FRoFA, Bertioga e Osasco

Em outubro tivemos construção de câmera pinhole no Sesc Jundiaí, achei que tinha colocado aqui e esqueci. :/ :/ :/

Pelo menos ficam as fotos pra mostrar o processo.

Ainda tenho que mudar muita coisa nessa câmera, fiz esse modelo de tal forma que eu conseguisse montar com cerca de quinze a vinte pessoas em pouco tempo, por isso ela é assim. Funciona bem e logo mais posto material de como construí-la.

São quinze pessoas construindo as câmeras e terminamos a parte estrutural sexta feira, agora é testar. Deixei eles levarem as câmeras pra verificarmos se há entrada de luz. Coloquei um papel fotográfico dentro de cada uma, e elas ficam descansando até a próxima sexta, quando vou revelar os papéis e verificar se há pontos de luz.

Depois disso vou testar com eles com um pedaço de filme.

E estou organizando a feira de fotografia analógica, a FRoFA 5. Acontecerá dias 2 e 3 de novembro no IMS  Paulista, das 13h as 19h.

São dez expositores vendendo somente equipamento analógico.

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Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1630880740379969/1638244002976976/?notif_t=plan_mall_activity&notif_id=1571503762201292

 

Estaremos em Bertioga fazendo oficina de cianotipia e oficina de pinhole dentro da programação do revela Bertioga.

https://www.sescsp.org.br/programacao/209300_REVELA+BERTIOGA?fbclid=IwAR39zMeIwxx3_mhl-3SacJUt5R6Eib3r9qpoBrD4RoUfGFOqqDS871ClkM0

 

E farei duas atividades no Sesc Osasco no final de novembro. Mais detalhes logo mais.

 

muita informação de cursos, fotos e novidades coloco na página do Facebook Câmera Preta 

E no instagram @camerapreta

e meu instagrão pessoal: @a.beth.lee

Sobre Dusting on – Revelação a pó

Há muito fiquei devendo um post mais completo sobre dusting on. Existem várias técnicas de revelação a seco mas a que eu pesquiso desde 2005 é o motivo de eu fazer essas técnicas alternativas até hoje.

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Fiz uma foto dessa chata que nem fala comigo… mas essa moça da foto me ajudou muito a chegar na fórmula. Foram meses tentando…

Já havia comentado um pouco sobre o começo disso, as técnicas descritas nos livros são um pouco diferentes daquela que eu faço. Por que? Porque a pessoa é teimosa e eu não queria que ficasse resíduo de dicromato na placa, então resolvi lavar a placa ao final do processamento como uma modificação do processo. E deu certo. Então qualquer fórmula que tiver lavagem de placa provavelmente é a minha, já que na ideia original não precisava disso, pois era uma técnica para queima em cerâmica então não fazia diferença se havia residual ou não.

 

Dusting On da Beth Lee  🙂

50ml água

2g de gelatina

10ml de mel *

5g de dicromato de potássio

 

*até mel falso funciona (sim! existe mel falso!!)

 

Como preparar a fórmula:

-Pese a gelatina. Coloque  uma parte da água fria para hidratá-la por cerca de quinze minutos. Recomendo que seja entre 20 a 25ml de água. Após esse tempo, adicione água a cerca de 55 graus mais ou menos. A temperatura final não pode ultrapassar os 50 graus, caso contrário a gelatina perde suas propriedades. Eu prefiro adicionar água a até 55 graus e deixar em banho maria até dissolver direito. Depois adicione o mel, por fim o dicromato. Essa fórmula é bem sensível à luz então luz indireta incandescente para trabalhar.

A técnica necessita de um certo controle de umidade e temperatura. Digamos que um ambiente polar talvez seja ótimo. Mas se estiver num tempo seco (ar condicionado funciona bem), a 20 graus vai dar muito certo. Se estiver úmido e quente, sinto desanimar, vai dar trabalho.

A fórmula funciona melhor se deixar descansando por cerca de 1 hora e meia.

Escolha uma superfície lisa, vidros ou metais funcionam bem. Aplique uma camada fina.

Fina é difícil de descrever. O mais fina possível. Porque senão vai demorar pra secar e vai ser à toa. Essa semana mesmo tentei mostrar uma camada fina, acho que essa percepção muda de acordo com a experiência. Tô tentando fazer um vídeo sobre isso mas tá faltando tempo. Um dia consigo.

 

Seque até o positivo ( é um processo positivo-positivo) não grudar na superfície. Se encostar a luva e não ficar marca, é o ponto certo. Sim! Use luvas! seja educado com suas fotos. E avental!! – ah mas a roupa se manchar eu jogo fora… mottainai! dê valor aos objetos. Especialmente sua saúde. (nota: eu faço esses processos e estou sempre tomando cuidado com o contato desses químicos. Se algo faz mal eu sou uma das primeiras pessoas a sentir. Eu passo mal com REPELENTE! só pra terem uma noção da sensibilidade aqui)

 

E mesa de luz. Em geral deixo o mesmo tempo de goma bicromatada. O que vai entre 2 a 3 minutos. Varia de acordo com a intensidade da lâmpada.

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momentos de revelação. o pó é muito fino. cuidado para não fazer ele levantar no ar.

E por fim momento de revelar com pigmento.

 

Eu uso o pigmento mineral. Pó xadrez funciona bem também.

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Alguém usou canela. não dá pra lavar depois.

Depois é só expor na luz novamente para terminar de endurecer o restante.

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Enfim, mergulhar em água bem gelada.

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Tive presenças ilustres num curso no Sesc Belenzinho. e ele colocou algumas fotos lindas nesse link: https://refotografia.wordpress.com/2017/06/07/dusting-on-com-beth-lee/

 

Qual é a história minha com esse processo? Em 2005 eu vi essa técnica e desde então pesquisei e testei fórmulas. As fórmulas que achei não faziam a lavagem da placa e deixava um véu acinzentado que me incomodava. Algumas vezes nem incomodava tanto, mas eu queria tirar o resíduo para ficar mais clara. Então na época pensei que como os filmes fotográficos eram feitos de gelatina, se eu adicionasse à fórmula criaria uma emulsão mais resistente. Mas até chegar nesse final feliz foram muitas tentativas. Então se não der certo na primeira é a coisa mais normal. Fiquei meses testando fórmulas.

 

 

Papel Salgado aos sábados de manhã

Nesse sábado inicia uma turma no Sesc Santos de mais uma técnica histórica / alternativa. São 4 encontros, das 10:30h a 13:30h

Sempre busco diferentes papéis para as técnicas, mas essa é uma pesquisa que está longe de terminar..

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em diferentes papéis e encolagens

https://m.sescsp.org.br/#/cursos/120654/0

A imagem da esquerda foi feita em Papel Platinum Rag da Hahnemuhle, do meio foi Filiset neutro para conservação e da direita eu não lembro… mas vou conferir.

Será que se eu propor de fazer com a água do mar alguém vai topar?

Aproveitando para comentar que no curso do Sesc Vila Mariana de Cianotipia pudemos testar o papel Platinum Rag durante fornecido pela Dina Fotográfica de Mogi. Eu estou distribuindo esses papéis em parceria com eles, o preço é o mesmo do site https://www.dinashop.com.br/

eu tenho disponível no tamanho 20x25cm e 28x38cm. Pacote com 25 folhas.

e alguns fotógrafos que fizeram o curso do Sesc Pompeia no semestre passado fizeram algumas imagens com esse material e o resultado foi bom. Mas ainda estou fazendo testes com ele, que logo mais escreverei sobre minhas experiências.

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pra provar que eu tenho papel!

Além deste o Roger Sassaki deixou umas folhas de outro papel próprio para processos históricos/alternativos que é o Arches Platine. Mas ainda não testei e nem sei se está vendendo por aqui.

 

Aqui seguem algumas imagens de Van Dyke em Campinas:

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minha malinha de luz azul e eu

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fotos:Edison Angeloni

Algumas imagens do festA! do Sesc São Caetano:

O Edison ajudou com as fotos e o Washington Sueto foi o cianotipia que revelou as imagens do pessoal.

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fotos:Edison Angeloni

 

E algumas fotos da minha “pequena” a mesa de luz que provavelmente vai virar outra coisa, porque como eu tenho que alugar/pedir carro para chegar aos locais onde trabalho, muitas vezes estava difícil de fazer ela caber mesmo. Infelizmente tive que fazer malas de luz menores por conta disso, mas em compensação a mala azul ficou bem mais leve e fácil de carregar. A parte chata é que cabem menos fotos por vez, mas ainda assim tem dado certo.

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minha pequena no Sesc Santos

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No Sesc Belenzinho, ela com cianótipos e o Mitsuo san hiperativo

e junho teremos albumina no Sesc Santos, se preparem!!

 

As fotografias das aulas foram todas do Edison.

Jaqueta branca de Melville

Hoje é a pré-venda do livro de Herman Melville, Jaqueta branca pela editora Carambaia.

O projeto é do Estúdio Margem e eu entrei com a produção das capas para o livro. Foram mil cianotipias em oito desenhos de capas diferentes. Como é um processo artesanal, praticamente todas as capas são únicas.

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https://carambaia.com.br/jaqueta-branca

provavelmente terão informações sobre o processo no blog da editora e o lançamento é semana que vem.

Trabalho feito com uma enorme ajuda do Edison Angeloni e do Washington Sueto.

Sobre o processo.

já escrevi algumas vezes por aqui e no Câmera Preta, o cianotipo é um processo fotográfico a partir de sais de ferro. De todas as técnicas é o mais simples e um dos mais lentos na exposição à luz ultravioleta.

Um fator que nunca vejo em nenhum livro ou site é que o tempo de exposição dos processos varia de acordo com o papel, além do tom de azul, que por vezes tem alguma variação. No caso desses cianotipos do livro o uso da água oxigenada ajudou bastante a deixar o azul mais intenso.

Fiz testes de lavagem e exposição por mais de três meses para afirmar isso e mesmo assim o processo sempre me dá surpresas.

Outra questão importante é a quantidade de químico que o papel absorve. Alguns papéis demoram a absorver o químico então muitas vezes se chega num resultado de azul mais profundo reforçando com uma segunda camada. Para essas capas eu passei duas vezes.

Pesquisei muito sobre cianotipia e conservação. Já sabia que ele é melhor conservado em meio ácido. E se um dia ele enfraquecer o azul é só deixa-lo no escuro que ele volta. Uma característica do cianótipo que me faz refletir, pois parece que ele está sempre reagindo e se transformando.

Estava eu num azul profundo no fim de ano…

Masss..

Pro mês de março temos mais umas novidades com os cursos de cianotipia e outros processos da fotografia alternativa. (muita coisa de cianotipia em vista) Semana que vem conto tudo.

 

Dica importante: sempre use luvas e material de proteção individual.

 

 

Cianotipando na Vila Mariana

Estamos firmes e fortes com as produções de cianotipia. Nos primeiros dias foi um pouco mais difícil nos acertarmos com a nova estrutura mas semana que vem voltamos a produzir algumas imagens mais.

Semana passada fomos eu a a mesa de luz para lá. O Edison me ajudou e tirou algumas fotos. Sem a ajuda dele eu não conseguiria mostrar alguns registros aqui. Arigatô!

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Eu a minha pequena

A parte novidade legal é que para esse curso ganhamos um envelope de papéis Hahnemuhle Platinum Rag, cortesia da Dina Fotográfica.

20160908_110242 eis aí o envelope! A foto vai pequena pois não ficou grandes coisas, mas o papel é realmente muito bom.

Pra mim foi bem interessante utilizar esse papel pois a gente se acostuma a adaptar produtos de outras áreas, tendo que lavar, encolar e aí o papel te responde com algumas surpresas. No entanto o Hahn (como eu costumo chamar) foi bem mais fácil de utilizar.

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cianotipos prontos para receber luz

Como lá a estrutura é adaptada, a gente sofre e entende algumas diferenças desde o começo. Minha mala U.V. funcionava bem com 10 minutos em casa. Chegando lá percebemos que ela não funcionava igual. Depois percebi que tinha a ver com o papel também. Em casa testei com papel mais fino e foi mais rápido, por isso eu teria que deixar mais tempo na mesa no local de aula.

Essas coisas só acontecem quando é um ambiente diferente do que estamos acostumados. E valeu como experiência, pois até então não tinha percebido necessidade de tempos diferentes de acordo com o tipo do papel.

Chegando em casa fui fazer um teste e era isso mesmo. Deixei um Filiperson 90g e um Fine Face 140g ao sol. O Filiperson funcionou bem com o tempo que sempre deixo, mas o Fine Face (é um papel de desenho) sumiu inteirinho. Antes de acreditar que ele não serviria, pois eu já tinha usado ele e sabia que funcionava, deixei com mais tempo de exposição ao sol e ele ficou lindão. Na verdade eu recomendo esses papéis para quem está começando a utilizar esses processos porque são baratos, mas gosto mais dos papéis de gravura e aquarela. A diferença é que esses papéis demandam mais preparo inicial.

A vantagem do Platinum é que o tempo de exposição não foi muito maior e não requer preparo.

Com esse novo papel aproveitei para fazer testes que faz tempo estava ensaiando e comecei a fazer uma pesquisa maior relacionada a lâmpadas.

Eu compro um monte de papéis para ficar testando, logo mais postarei os resultados que fiz até agora. Até para o anthotype o Rag deu cor mais intensa ao sumo. (isso logo mais, logo mais eu mostrarei)

Eu logo mais também terei o papel para revenda e esse mês volto a montar os kits de fotografia alternativa / processos históricos. E ainda vai ter mais novidade em relação a esses produtos. Resolvi montar esses kit porque queria tornar mais acessível, mas ainda preciso rever embalagens, ainda não achei o que me agradasse.

Antes que me esqueça, essa atividade no Vila Mariana está ligada a expo do Arno Rafael, vale a pena visitar a expo dele. Tive a oportunidade de ser ouvinte no workshop dele e o jeito como ele analisa o trabalho do pessoal foi muito inspirador. Ainda preciso aprender muita coisa… mas não porque era ele. Muito do modo como ele analisou os portfólios me lembrou muitos professores que tive e lembro das aulas sempre com muito carinho.

E mês passado estive no Foco crítico com o Guilherme Maranhão e Fausto Chermont, quem quiser dar uma espiada lá no periscope https://www.periscope.tv/w/1YqJDbgopZNKV

em dias de sol intenso saiu um lumen print

Papel PB Kodak. Papel velado. Foi jogado fora. Achei na lata de lixo.

Recolhi. Voltei aquelas folhas amareladas no saco preto e retornei elas com carinho à caixa amarela. Pensei – um dia acharei uma imagem para vocês.

 

Resolvi fazer um teste antes de viajar para um trabalho. Aquelas folhas já estavam mais de três anos no envelope, desde que foram jogadas.

Minha vontade de reaproveitar as coisas é impossível. Como eu tinha um fixador bem usado aproveitei o fix para o teste também.

Exposição ao sol: 2 horas. Acho. (esqueci a foto no telhado e saí para resolver outros assuntos) Quando cheguei passei no fix. Lavei e sequei.

Eis meu resultado:

lumenbethlee-2016001