Postais azuis e cadernos carnavalescos no Sesc Itaquera

É nesse carnaval que vai ter cianotipia em forma de postais e cadernos. Dia 20 e 21 de fevereiro às 10h, respectivamente. No Sesc Itaquera, retirada de ingressos meia hora antes da atividade.

https://www.sescsp.org.br/programacao/postais-azuis-de-carnaval/

https://www.sescsp.org.br/programacao/cadernos-carnavalescos/

Curso de Cianotipia Online

Preparei uma turma para maio de cianotipia.

São dois encontros dia 22 e 29 de maio, sábados das 10h às 12h.

Pelo Sympla.

Mas para fazer o processo em casa é bom ter mais alguns materiais.

https://www.sympla.com.br/curso-online-de-cianotipia—elizabeth-lee__1201612

Neste curso vamos estudar um pouco sobre o cianotipo, processo fotográfico inventado no século XIX.

Famoso por seus tons azuis, é uma das técnicas mais fáceis de se realizar por não necessitar de uma etapa de fixador no seu processamento.

Conteúdo:

– breve história

– métodos e fórmulas

Materiais usados e possibilidades

– viragens

Acompanha uma apostila em pdf e as aulas ficarão gravadas.

Para a inscrição com material serão enviados:

– Kit cianotipo 120ml no total

– Dois papéis preparados para a primeira aula

– 6 negativos 13x18cm (o participante envia 6 imagens por email para os negativos) 

– 3 reagentes para as viragens

envio incluso

Para fazer o curso o participante deve ter os seguintes materiais:

– luvas

– bandeja para lavar as imagens

– pincel para passar o material no papel

– papéis de sua escolha (recomendo papéis que resistam à lavagem de água) De desenho, gravura ou aquarela são sugeridos

Opcionais:

Papel toalha para secar o excesso de água dos papéis – em caso de ter pouco espaço para pendurar papéis para secar.

Secador de cabelo

Acho que posso explicar várias escolhas aqui no blog.

Escolhi oferecer o curso pelo Sympla primeiro porque já tem a possibilidade de utilizar a plataforma do Zoom. Eu não tenho assinatura dele e pelos valores não compensa para mim comprar uma licença para oferecer no máximo dois cursos por mês.

Coloquei dois dias para o curso mas pode ser pouco, não sei. Gostaria de poder explicar mais coisas mas minha ideia é deixar um material gravado para o participante que tenha alguma dúvida específica. Estou vendo como resolver.

E o material dessa vez incluí o material químico e os reagente para fazer viragens. Acho que essa parte é bem legal. Além dos negativos inclusos que acho que é mais difícil de ficar procurando o lugar e o tratamento digital correto para quem está começando.

Como fiz caixas para luz uv

Fiz algumas.

Vou mostrar aqui um pouco do que acho interessante pra montar uma caixa de luz. E vou mostrar algumas que já fiz.

No começo do ano eu montei duas. E não poderei montar por um tempo. Eu demoro muito pra fazer uma. Se não ficar do jeito que eu quero, nem consigo dormir. E esse ano eu acabei montando duas que não ficaram do jeito que eu realmente queria porque eu mudei de casa e não tinha mais as ferramentas e os acessórios.

Minha primeira caixa de luz que está atrás (tecnicamente segunda mas a primeira estava desmontada) No Sesc Santos 🙂

Nessa época eu precisava de uma caixa que coubesse muitas imagens de uma vez. Pedi pra fazer essa da foto acima que era ótima. Só desmontei porque ela não cabia muito bem nos carros alugados. :/ Feita de compensado e 6 lâmpadas 30w

Depois dessa, fui mais comedida no tamanho e montei uma que coubesse em qualquer carro e que fosse leve. Resolvi montar com mdf 6mm com perfil de alumínio. A altura foi a mínima possível e ainda cabiam bandejas dentro dela.

Eu montei tudo e pintei por dentro e por fora.
eu e ela em Campinas

Pintei de azul porque era a tinta que eu tinha. Ainda preciso reformá-la. Não gosto muito do mdf mas era barato. Usei 4 lâmpadas 30w Narva que estavam na outra caixa. Para essa fiz uma extensão que dá para guardar o fio dentro dela, assim não fica um cabo pendurado. Não foi a melhor opção, nem deu pra fazer uma portinha para o cabo na época. Ainda preciso instalar ventoinhas.

Nesse meio tempo fiz caixas encomendadas para pessoas que me pediram. Fui testando projetos e acertando detalhes. Desenhei muitas caixas.

No meio disso tudo veio aquele trabalho das capas de Melville. Montei a primeira estrutura de mesa de luz que eu tinha, que era cerca de 120cmx70cm (enorme) Acoplei numa mesa. Ficou horroroso mas na época funcionava para mim.

Mas eu precisava de outra. Montei mais uma de 120cmx50cm para colocar embaixo da última. Nem tirei foto. E eu tinha mais uma que era um esqueleto de caixa. Porque ela funcionava como teste de altura para as lâmpadas. Então ao todo usei 4 caixas ao mesmo tempo.

Foi nesse momento que eu percebi que o tempo de exposição variava muito de acordo com a energia elétrica do local. Quando ligava uma apenas, dava cerca de 15 minutos por exemplo. Ligava três, aumentava para uns 23 minutos. E percebi que quando trabalhava num local e que de repente começava um show do lado, o tempo de exposição demorava muito mais também.

Enfim, desmontei quando percebi que não queria fazer tamanhos muito grandes. Me exigia muito tempo e dinheiro. Fora o espaço. Comecei a entrar na onda de ter menos coisas e foi bom, porque quando tive que me mudar já estava me desfazendo de muitos objetos desde o ano passado.

Me ajudaram muito mas tive que me desfazer. uma tinha umas 10, outra 15 lâmpadas. Da direita foi a minha primeira, já deve fazer uns dez anos comigo.

A mesa de luz com quinze lâmpadas (sim, muita lâmpada) era uma estrutura usada e eu montei numa mesa. E elas funcionaram por muitos anos. Na verdade uma parte dela seria doada para o Sesc Pompéia e eu estava montando uma pra lá com partes dela. Mas como o Sesc fechou e eu não tinha onde guardar as peças, parte da madeira tive que descartar e algumas lâmpadas foram vendidas, outra parte eu fiz uma caixa de uv para serigrafia que uma amiga precisava.

Fiz mais de dez caixas de tamanhos variados. O desenho abaixo é um dos projetos. a porta de abertura é assim para dificultar a visão das lâmpadas mesmo. Ela é feita para ser razoavelmente fácil de transportar, caso precise mudar de lugar constantemente, ou guardar de pé.

Este é um projeto menor

O que acho interessante numa caixa de luz:

  • é melhor quando o reator fica num compartimento separado das lâmpadas. Muitas vezes não dá pra separar, mas seria o ideal.
  • A altura mínima da lâmpada para onde ficará apoiada a imagem pode ser a partir de 17cm com espaçamento de 7 cm para cada lâmpada. Mas se puder fazer numa altura maior acho melhor.
  • Ventoinha ajuda muito mas se não tiver funciona. Só que quando o interior da caixa fica muito quente, tende a afetar o tempo de exposição.
prefiro esse botão que indica que está ligada. Tem na Santa Efigênia.

Dá pra colocar um botão na portinha que só deixa acender a luz quando a porta se fecha. Acho muito bom para segurança. Se for construir uma, evite entrar em contato com a lâmpada ligada diretamente em você.

Para testá-la uso um óculos de solda para saber se estão todas funcionando.

Dentro do possível deixo as lâmpadas mais escondidas quando é aberta.

só para tirar foto ela fica aberta e ligada.

Existem caixas de luz com lâmpadas mais potentes e dá pra construir com vácuo. Só que o preço vai aumentando consideravelmente. Essas lâmpadas fluorescentes são bem acessíveis. Dá para montar com led só que o tempo de exposição é maior. Não que tenha problemas, mas para as aulas que eu dava, qualquer aumento de tempo era limitante.

Lista:

  • material mdf ou compensado (prefira o compensado)
  • muitos parafusos. (não gosto de pregos) Depende do tamanho mas uso cerca de 80.
  • Dobradiças
  • Fecho
  • Pés de plástico
  • Alça (uso de mala mesmo)
  • Soquetes
  • Fio elétrico
  • Plug para tomada
  • botão liga/desliga
  • Refletor
  • Lâmpada luz negra (UV)
  • Reatores
  • coloco também plaquinha para indicar a voltagem
  • Quando possível prefiro dar acabamento da madeira. Lixei, pintei com primer automotivo por dentro e uma camada de tinta prateada. E lixadas entre os produtos (se é pra fazer, capricha) 😉
  • E por fora dei o acabamento. Eu gosto de marchetaria, mas pintar também fica bom. Protege o material e fica bonito. (já disse, se é pra vc mesmo, porque não fazer algo bonito. E se fizer pros outros também (; )

Ferramentas:

  • serra ou serrote (se precisar cortar algo, ou se vai comprar tudo cortado)
  • furadeira e se tiver parafusadeira
  • chaves philips ou fenda
  • alicate ou estilete para desencapar os fios
  • Fita isolante
  • conectores elétricos (opcional)
  • Se for usar o botão gangorra, precisa de ferro de solda e a solda de estanho
  • se for pintar, lixas, pincel ou rolinho 🙂
  • um paninho e uma escovinha pra limpar a sujeira.

Não fotografei nenhum passo-a-passo 😦

Toda vez que eu montei uma estava com muita pressa. Um dia ainda monto de led, porque eu tenho a fita de led me esperando, embora eu já saiba que ela queima fácil um led ou outro. Se quiser led, melhor é montar o circuito.

Esta foi um projeto para ensinar a fazer, junto com Guilherme Maranhão e Washington Sueto.

Acima, projetamos uma caixa para ensinar a construir. Com luz na parte de cima para visualizar negativos.

esta foi uma das primeiras que fiz pequena. Era uma encomenda e um teste.

Acima, minha primeira tentativa de caixa pequena. Me pediram uma e como era um teste sei hoje que tem umas falhas, de desenho mesmo. Devia ser um pouquinho maior e minha ligação elétrica não ficou das melhores. Foi dado acabamento polido com primer e tinta prata dentro. Por fora marchetaria com folhas que eu tinha. A ideia do padrão superior é para mim relacionado a movimentos em vários sentidos para o olhar ficar tentando buscar um caminho de conexão. As linhas da lateral pra mim são como sons. Parece muita viagem mas pra mim tem esse sentido. Não sei se a pessoa gostou mas era o preço a pagar pelo meu teste.

Dusting On no Sesc Belenzinho

As inscrições iniciaram hoje para comerciários, sexta abre para o público geral.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

quase ilusão

são tantas ferramentas que muitas vezes divulgo em um lugar e esqueço do outro.. não lembro se divulguei a turma no Sesc Pompeia de Processos Históricos. Acho que preciso de um assistente…

Logo mais, em maio vou para Santos fazer Papel Salgado aos sábados de manhã e junho tem albumina.

https://www.sescsp.org.br/aulas/118455_FOTOGRAFIA+DUSTING+ON

Essa semana eu consigo colocar fotos das aulas!!!!

Ainda tenho novidades que a minha cabeça pensa mas não consigo realizar tão depressa. Atualizando, tenho pesquisado processos e histórias e estou procurando alguma forma de mostrar um pouco mais sobre as técnicas.

 

Hoje teve a primeira aula de Processos Históricos no Sesc Pompéia. Acho que eu sou a pessoa mais empolgada sempre. Neste semestre pensei em trabalhar cianotipia, papel salgado e goma bicromatada. Contei um pouco como surgiram essas técnicas e como são realizadas. A parte histórica é baseada no texto do livro Keepers of Light. Vale a pena ler. O livro se encontra na amazon, usado.

Como de costume sempre dou uma olhada na lista de espera. Sempre digo, vale a pena dar um crédito pra ela. E eu sempre olho com carinho.

 

Tenho colocado poucas coisas aqui e no CameraPreta porque estou montando equipamentos. Recentemente montei mais uma mesa de luz portátil, ainda preciso fazer um passo a passo dela.

E o foco crítico me convidou para uma exposição no qual participo com um anthotype, na Galeria Virgílio até dia 29 de abril.

 

rarosvintagesineditos2

Por conta dos trabalhos manuais não tenho nem sentado na frente do computador, portanto facebook acessado pelo celular tem se tornado ferramenta de divulgação mais fácil. Mas isso ainda vai mudar.

Eu nunca gostei de instagram, mas por insistência do Edison ele acabou criando um e estou lá (por vezes ele que posta algo) como https://www.instagram.com/camerapreta/

CameraPreta porque tem nossas atividades lá e porque achei mais fácil de achar pelas internets. No final, toda camera é preta por dentro e no meio da escuridão é que organizamos a luz para virar imagem. Camera preta porque um livro que gosto muito chama Filosofia da Caixa Preta, só trocamos as palavras pensando também na câmera obscura, esta que de certa forma acabou unindo meu trabalho ao do Edison.

Jaqueta branca de Melville

Hoje é a pré-venda do livro de Herman Melville, Jaqueta branca pela editora Carambaia.

O projeto é do Estúdio Margem e eu entrei com a produção das capas para o livro. Foram mil cianotipias em oito desenhos de capas diferentes. Como é um processo artesanal, praticamente todas as capas são únicas.

captura-de-tela-2017-02-02-19-18-17

https://carambaia.com.br/jaqueta-branca

provavelmente terão informações sobre o processo no blog da editora e o lançamento é semana que vem.

Trabalho feito com uma enorme ajuda do Edison Angeloni e do Washington Sueto.

Sobre o processo.

já escrevi algumas vezes por aqui e no Câmera Preta, o cianotipo é um processo fotográfico a partir de sais de ferro. De todas as técnicas é o mais simples e um dos mais lentos na exposição à luz ultravioleta.

Um fator que nunca vejo em nenhum livro ou site é que o tempo de exposição dos processos varia de acordo com o papel, além do tom de azul, que por vezes tem alguma variação. No caso desses cianotipos do livro o uso da água oxigenada ajudou bastante a deixar o azul mais intenso.

Fiz testes de lavagem e exposição por mais de três meses para afirmar isso e mesmo assim o processo sempre me dá surpresas.

Outra questão importante é a quantidade de químico que o papel absorve. Alguns papéis demoram a absorver o químico então muitas vezes se chega num resultado de azul mais profundo reforçando com uma segunda camada. Para essas capas eu passei duas vezes.

Pesquisei muito sobre cianotipia e conservação. Já sabia que ele é melhor conservado em meio ácido. E se um dia ele enfraquecer o azul é só deixa-lo no escuro que ele volta. Uma característica do cianótipo que me faz refletir, pois parece que ele está sempre reagindo e se transformando.

Estava eu num azul profundo no fim de ano…

Masss..

Pro mês de março temos mais umas novidades com os cursos de cianotipia e outros processos da fotografia alternativa. (muita coisa de cianotipia em vista) Semana que vem conto tudo.

 

Dica importante: sempre use luvas e material de proteção individual.