Vira vira cianotipia 2

Tempos atrás fiz um post sobre viragens.

Naquela época eu tentava mostrar apenas os procedimentos possíveis com materiais mais acessíveis. Chá, café.

Com o passar do tempo, refleti a respeito dessa opção de utilizar alimentos. Ainda é bem mais acessível do que comprar os reagentes mas ainda fico pensando.. devo tomar o café, oferecer pro santo ou passar no ciano?

Recebi um ácido tânico e resolvi fazer viragens, claro. Há possibilidade de utilizar cascas de árvores, especialmente daquelas que contém mais tanino. Os chás são utilizados justamente por isso. Mas é um tanino mais fraco.

Só que as medidas dos livros não funcionam muito bem para mim. Reage muito rápido e não dá tempo para acompanhar o desvanecer do azul e controlar o tom desejado.

Viragem ácido tânico – marrom avermelhado

Vou dar as medidas em colher de chá porque neste caso a quantidade é pequena, vai ser mais fácil do que medir.

Primeira parte: Rebaixador

Meia colher de chá para o carbonato de sódio em meio litro de água. Coloque a cópia nessa solução, aos poucos ela vai perder o azul. Se não tiver carbonato pode utilizar amônia que se vende em farmácia. Algumas gotas são suficiente. Ela é bem rápida para retirar o azul. Mas lembre que tem um cheiro bem forte.

Segunda parte: ácido tânico

Cerca de uma colher de chá de ácido tânico para 500ml de água. Eu começo assim. Então se for muito lento coloco mais. Dessa forma controlo melhor a intensidade de azul que quero deixar na cópia. Essa tende a ser mais lenta, cerca de vinte minutos. O resultado é visual, vai de acordo com a mudança de cor que se deseja.

Viragem roxa com ácido gálico. Pequenas paisagens

Viragem roxa

Primeira parte: Rebaixador

Igual ao anterior.

Segunda parte: ácido gálico

Cerca de meia colher de chá de ácido gálico. Com esse reagente a mudança de cor será muito mais rápida. Em poucos minutos a imagem ficará mais escura.

Nos dois tipos, após a viragem eu só lavo o papel por no máximo três minutos e deixo secar.

Viragem roxa é algo que faço há tempos, mas não sabia onde eu queria utilizar. Fiquei um tempo pensando nessa cor.

O roxo tem muito a ver com o azul. Historicamente e em alguns pigmentos são similares em sua estrutura.

Pensando nas ideias sobre azul, o roxo fez muito sentido para mim a fim de intensificar seus significados. Esse azul que tem algo de tão intenso e magnífico e que de certa forma pode parecer tão triste e introspectivo.

Eu estava lendo um livro sobre percepção da imagem. O livro começa sobre a importância do vazio na imagem. Próximo post vou escrever sobre isso.

O ácido gálico foi um dos primeiros reagentes utilizados como reveladores na fotografia.

Antotipia nas bandas de Campinas

Anthotype-Divulgação001

Quinta feira inicia uma atividade de Antotipia no Sesc Campinas.

Anos atrás resolvi pesquisar o processo de se produzir imagens a partir do uso de plantas. Cada ano descubro um fato novo.

Cada curso tenho feito de um jeito. Antes, fazia com espinafre, café. Tenho estudado um pouco mais sobre flores, comprado sementes que ainda não deram tantas flores, buscado plantas nativas daqui e algumas pancs que também são excelentes para fazer testes. Como as pancs não são plantas muito fáceis de achar para comprar, tenho procurado pela rua mesmo.

Serão quatro encontros na parte da tarde, das 15h a 18h. Dessa vez eu vou fazer com muitas flores.

Atividade: Introdução a Antotipia

Sesc Campinas Sala 4

Quintas 09.06.2016  a 30.06.2016

Horário: 15h a 18h

http://www.sescsp.org.br/programacao/95851_INTRODUCAO+A+ANTOTIPIA

 

Oficina de Fotografia Anthotype no CCJ em Agosto

O CCJ está com uma boa programação de cursos em agosto e dentre eles está meu curso de anthotype.

SEMANA TEMÁTICA: FOTOGRAFIA

OFICINA: FOTOGRAFIA ALTERNATIVA – ANTHOTYPE

Relógio - Anthotype 2008 - Beth Lee

Experimentação de uma técnica fotográfica histórica do século XIX, realizada a partir do uso de plantas, frutos ou flores. O participante aprenderá a confecção da imagem, montagem e conservação. Com: Elizabeth Lee, bacharel em Fotografia com habilitação em Fotografia Aplicada pelo Centro Universitário Senac. É docente do projeto Cidade Invertida, ministra oficinas de fotografia artesanal no Sesc e trabalha como fotógrafa de eventos para revistas e empresas, still e fotografia de arquitetura pela Odju Produção de Imagem. http://www.flickr.com/bethzlee | http://www.flickr.com/fotons

Oficina: dias 10, 12 e 17/08, das 14h às 16h.

Local: Espaço Sarau.

Inscrições: a partir de 01/08, na recepção do CCJ.

Obs: +15 anos. 15 vagas. Critério de seleção: ordem de inscrição.

http://escuta.estudiolivre.org/2011/07/18/oficina-fotografia-alternativa-%E2%80%93-anthotype/

obs: Só pra esclarecer, eu sou professora no Sesc, o curso é de processos históricos do Sesc, não Senac.

Oficinas De Processos Históricos de Fotografia

Quando acontece uma oficina nos Sescs a procura é tão grande que nem consigo fazer grande divulgação dos cursos, e acabo anunciando em apenas um canal, como no Facebook. (me procure como Elizabeth Lee)

Esse mês tivemos uma oficina de Processos Fotográficos Históricos no Sesc Pompéia, hoje é a última aula.
Foi muito bacana e é muito prazeroso trabalhar lá.

Para os que esperam uma nova oficina, em maio-2011 teremos mais duas novas turmas, mesmo local,
e as inscrições iniciam no começo de maio.

Em agosto a previsão é de oficinas de Anthotype comigo e Cianótipo com a fotógrafa e professora Patrícia Yamamoto no CCJ. Não está fechado, mas quase certo.

Fiquem atentos à programação.