WCD – Dia Mundial da Cianotipia

O dia foi 25 de setembro deste ano.

A Simone Wicca queria fazer uma imagem para o evento e me chamou. O tema desse ano foi Rejuvenecer. A ideia que ela deu era de fazer um tecido e expor ao sol como se ela estivesse nadando, porque era uma lembrança de sua infância e que nadar sempre remetia a esse tempo. Eu comentei com ela que quando criança não sabia nadar e que eu ia precisar de um barco para navegar nesse mar. Outra questão para mim é que não sou muito dos fotogramas, fico ligeiramente insatisfeita. Uma limitação minha. Quando posso, escolho pela imagem com negativos. Então coloquei uma foto minha com uns 7 anos de idade. Barcos de papel pra mim é muita da infância. A nossa proposta era fazer na praça, ela deitaria no tecido uns minutos e revelaríamos em seguida.

nossa imagem lá no site. 🙂

E nossa! Depois eu pensei como demorei para entrar em contato com o pessoal do alternativephotography.com . Como eu sou devagar… Foi incrível conversar com eles e logo mais teremos novidades a respeito disso.

A galeria do WCD https://www.alternativephotography.com/gallery/gallery-by-process/world-cyanotype-day-2021-gallery-rejuvenation/nggallery/page/10

O site também tem uma conta no instagram (como eu demorei pra ver isso também)  https://www.instagram.com/alternativephotography_com/

eu demorei pra ter uma conta no insta, mas a vida social é isso, se não está lá parece que a gente nem existe.

E como fizemos o processo todo:

Eu tinha um tecido de 2 metros. Inicialmente a Simone achou pouco O.o

Mas tinha e foi esse mesmo.

Fazer cianotipia em tecido. Lavei o tecido para retirar qualquer camada anti fúngica e sujeira também né. Também tem uma questão de pré encolhimento, mas neste caso nem estava preocupada com isso.

Deixei secar para não ficar pingando, mas até eu terminar de preparar um químico, já tinha secado mais do que precisava. Separei um ciano e utilizei cerca de 150ml. Coloquei numa bandeja de 50x60cm. Deixei secando no lab. Tirei fotos mas não são muito bonitas com luz fraca. Depois pequei um saco preto e levei para casa.

O clima não ajudou muito os planos da Simone de fazer um flashmob na praça. Choveu, trovejou e caiu muito granizo. Eu disse que era pra testar nossa coragem. Então como estava tudo molhado, falei pra ela que seria melhor desenhar sua silhueta no papel, porque seriam horas de exposição e que seria melhor deixar na varanda e esperamos sentados. E foi melhor mesmo. Chuviscou várias vezes, vento, nublado… somente no final do dia apareceu aquele sol depois das 16h que não ajuda muita na exposição U.V. mas contou.

Depois da exposição de 4 horas vestimos nossos aventais e luvas e fomos ao lab.

A Simone tem umas bandejas e trocamos a água umas 4 ou 5 vezes.

até a chuva quis contribuir com umas “bolhas” no fundo do mar.

tem um post da Simone sobre o assunto wiccaverna.wordpress.com

Cianotipia – verde ou marrom ?

Por um bom tempo vendi o químico do cianotipo. Tinha só verde, depois não produziram mais. Fiquei só com o marrom mas hoje estou disponibilizando as variações verde e marrom. Eu não estava satisfeita com as embalagens – acho que nunca estou – mas para não deixar muito caro não faço as modificações que gostaria.

Então estou esperando um novo frasco chegar – preto, pois protege melhor mas em compensação tenho que comprar em quantidades maiores e investir mais. Por hora preparei no frasco âmbar. A embalagem âmbar é boa para guardar mas como ela não protege da luz, precisa deixar o frasco guardado dentro de uma caixa ou embalagem escura.

Os iniciantes ou aspirantes a fotografia azul podem ficar na dúvida quanto aos diferentes tipos de material de cianotipia que encontram: verde ou marrom? (mas eu quero azul, vai ficar azul?) Então achei melhor escrever um pouco sobre esse assunto.

Todos os kits para cianotipia qualquer um ficará azul! êê!!

Mas tem duas versões mais conhecidas. o MARROM é um pouco mais lento. O VERDE mais rápido.

O kit pode ser produzido com o Citrato férrico amoniacal MARROM ou o Citrato férrico amoniacal VERDE. A cor no nome do químico se dá pela aparência do reagente mas seu resultado da imagem será sempre azul.

Qual a diferença visual? O marrom dá uma nuance mais fria. o verde é mais brilhante. (mas a diferença é bem sutil)

material para cianotipia

E o tempo de exposição? Depende. A verdade é que o citrato férrico tem uma variação enorme em relação à quantidade de ferro. E isso sempre vai variar muito de lote pra lote. Então para alguns pode dar de 30% a 50% a mais de tempo de exposição no marrom comparado ao verde. (não é um dado estatístico, na prática é mais ou menos isso, ou seja, demora um pouco mais no marrom sim)

Mas então qual que eu compro? Pra quem está começando o Verde é mais fácil. Porque ele tende a manchar menos caso escolha um papel de textura mais aparente ou um papel de qualidade mais baixa. Papéis com pouca encolagem também darão mais trabalho com o marrom. Então é mais fácil dar certo com o verde.

O marrom é mais básico, tende a dar menos problemas de conservação. O verde é mais ácido, pode dar mais problemas de conservação.

Qual que você gosta pessoalmente??? Dos dois. Não tenho filho preferido. Quando estou com pressa ou nas aulas uso o verde por garantia e comodidade, já que preciso fazer funcionar pra pelo menos umas 15 pessoas de uma vez em poucas horas. Mas pra meu trabalho gosto sim do marrom. Porque eu gosto do tom frio, ou se utilizo um bom papel e bem preparado. Ele é lento mesmo, eu também sou. Mas não uso só ele. Uso o que está na mão primeiro.

Ai… agora você me deixou mais na dúvida…

Então compra o que vai no seu coração. ou no bolso.

Por isso para quem está começando resolvi preparar embalagens menores para o custo ficar mais baixo. Esse da foto fiz com 50ml. A ideia surgiu faz um tempo, pensando que para uma pessoa começar seria um investimento mais alto mesmo, já ter 120ml na mão e sem saber se vai gostar.

Coloquei na lojinha do @rebobina.lab pra facilitar para as pessoas.

Vou colocar testes comparativos (tô devendo testes pra variar) logo atualizo esse post. (prometo, esse blog nasceu mais como uma intenção de diário/semanário)

E estou preparando kits com material para viragens também. Achei bonitinho.

Agenda do trimestre

Novidades para maio, junho e julho.

O curso de cianotipia que já comentei em maio dia 22 e 29, sábados 10h a 12h.

Programei além dele:

  • Curso Online de Papel Salgado
  • Curso Online de Dusting On
  • EDIT- Mudança de planos. Vou ter que adiar os dois cursos. – Vou ter que ficar muito tempo sentada na frente do computador nesses próximos meses.

Mas vai ter curso de História dos Processos Históricos Sesc Pompéia ê!!!! \o/ Aguardem!

Estarei participando do projeto 150 fotos para São Paulo. Doei uma imagem para venda que será para arrecadar fundos para ajudar pessoas nessa pandemia. Estamos programando um workshop também que será definido essa semana.

E uma boa oportunidade para quem curte processos históricos. O Roger Sassaki foi selecionado no edital da Funarte e vai dar um curso online sobre calotipia, placa úmida e placa seca. É gratuito, precisa ter os materiais e é um conteúdo super difícil de se encontrar. Link abaixo!

Curso de Cianotipia Online

Preparei uma turma para maio de cianotipia.

São dois encontros dia 22 e 29 de maio, sábados das 10h às 12h.

Pelo Sympla.

Mas para fazer o processo em casa é bom ter mais alguns materiais.

https://www.sympla.com.br/curso-online-de-cianotipia—elizabeth-lee__1201612

Neste curso vamos estudar um pouco sobre o cianotipo, processo fotográfico inventado no século XIX.

Famoso por seus tons azuis, é uma das técnicas mais fáceis de se realizar por não necessitar de uma etapa de fixador no seu processamento.

Conteúdo:

– breve história

– métodos e fórmulas

Materiais usados e possibilidades

– viragens

Acompanha uma apostila em pdf e as aulas ficarão gravadas.

Para a inscrição com material serão enviados:

– Kit cianotipo 120ml no total

– Dois papéis preparados para a primeira aula

– 6 negativos 13x18cm (o participante envia 6 imagens por email para os negativos) 

– 3 reagentes para as viragens

envio incluso

Para fazer o curso o participante deve ter os seguintes materiais:

– luvas

– bandeja para lavar as imagens

– pincel para passar o material no papel

– papéis de sua escolha (recomendo papéis que resistam à lavagem de água) De desenho, gravura ou aquarela são sugeridos

Opcionais:

Papel toalha para secar o excesso de água dos papéis – em caso de ter pouco espaço para pendurar papéis para secar.

Secador de cabelo

Acho que posso explicar várias escolhas aqui no blog.

Escolhi oferecer o curso pelo Sympla primeiro porque já tem a possibilidade de utilizar a plataforma do Zoom. Eu não tenho assinatura dele e pelos valores não compensa para mim comprar uma licença para oferecer no máximo dois cursos por mês.

Coloquei dois dias para o curso mas pode ser pouco, não sei. Gostaria de poder explicar mais coisas mas minha ideia é deixar um material gravado para o participante que tenha alguma dúvida específica. Estou vendo como resolver.

E o material dessa vez incluí o material químico e os reagente para fazer viragens. Acho que essa parte é bem legal. Além dos negativos inclusos que acho que é mais difícil de ficar procurando o lugar e o tratamento digital correto para quem está começando.

Curso Online Anthotype – Sympla

Voltei aqui para divulgar meu curso online de Anthotype.

Atendendo a pedidos, elaborei um curso de 2 aulas sobre antotipia.

Tem dois tipos de inscrição. Um para as aulas somente.

Outro para quem precisa do material incluso. Para esse modo, as inscrições ficam disponíveis até dia 09/04 para dar tempo do material chegar para o interessado.

– 6 diferentes papéis de arte 18x24cm

– flores secas 

– tecido para filtrar

– 1 base composta de vidro e mdf e presilhas para expor ao sol 18x24cm

– imagens impressas em fotolito 3 imagens. (mando fazer no fotolito 3 imagens 18x24cm)

– envio do material incluso

https://www.sympla.com.br/curso-online-de-fotografia-anthotype__1167374

Caso o valor esteja um pouco apertado para você, me avise. Vamos tentar ajudar quem precisa de um desconto nesses tempos pandêmicos.

Logo vou lançar o curso de Pinhole – Porque estamos chegando perto do mês Mundial da Pinhole!! Esse vou produzir mas vai ser o Edison Angeloni que vai dar o rumo. (aprendi com ele)

Lançaremos de Fotografia analógica e revelação PB também.

Antotipia – Anthotype – anthos e flores

Quando eu comecei esse blog eu lembro bem. Exatamente o dia. Foi num momento em que eu estava na faculdade e divagava sobre o mito da caverna e sobre tantas coisas que eu gostaria de escrever. Só de pensar na ilusão dava muitas ideias. A ideia de juntou com a perspectiva de enxergar os espectros invisíveis então deu mais surrealidade para a imaginação de uma pisciana com Sol casa 5.

Um belo dia achei um texto sobre uma possibilidade de produzir fotografias com sumo de plantas e minha alma hippie (deve ser uns 20%) não resistiu. Isso foi em 2007 e obviamente tentei com as flores que eu tinha.

Escrevo mais uma vez aqui sobre anthotype. Este processo maravilhoso descrito pela primeira vez por John Herschel, cientista e astrônomo que, como eu, era pisciano e provavelmente vivia no mundo da lua como eu vivo. um pouco… :/

Aviso também que logo teremos um curso sobre a técnica – online. E avisarei por aqui. Espero que tenham interessados.

A técnica se resume em macerar plantas, flores, folhas ou frutos. Sementes, raízes. Passar no papel e expor ao sol com alguma matriz – foto ou fotograma

anthotype em papel – amoras Esta foi uma das primeiras imagens publicadas aqui

Mas as flores – sim! as flores que dão o nome à técnica – é sobre o que gostaria de discorrer aqui. Ideias e o que eu testei ou está na lista para testar.

Anthos vem do grego para flores. anthotype se refere a flores. No entanto como homenagem ao Herschel eu me refiro a todo tipo de fotografia com plantas de antotipia.

Flores de cores mais intensa em geral oferecem melhor resultado. Já me perguntaram muitas vezes se é possível usar flores brancas. Até onde eu sei não funciona. Mas não testei muitas vezes.

Comecei a plantar muita clitoria ou feijão borboleta. Ela é azul e muito usada para fazer um chá por causa de sua cor. Sequei algumas e fiz meu estoque. Plantei capuchinha mas assim que vieram as primeiras flores, quem disse que eu consegui usar pra anthotype?

Outra planta que despertou uma curiosidade para esta técnica é a grumixama, nesse caso o fruto. Grumis, como eu costumo chamar, planta nativa que dá esse fruto que lembra uma cereja mistura de jabuticaba (pra mim né). Eu gosto tanto. Conheci pelo blog na Neide Rigo. Plantei duas mudas mas dei de presente. Sinto uma falta tremenda das plantas.

E será que dá pra fazer com espada de São Jorge? é o que tenho aqui.

Se der certo posto aqui.

Como fiz caixas para luz uv

Fiz algumas.

Vou mostrar aqui um pouco do que acho interessante pra montar uma caixa de luz. E vou mostrar algumas que já fiz.

No começo do ano eu montei duas. E não poderei montar por um tempo. Eu demoro muito pra fazer uma. Se não ficar do jeito que eu quero, nem consigo dormir. E esse ano eu acabei montando duas que não ficaram do jeito que eu realmente queria porque eu mudei de casa e não tinha mais as ferramentas e os acessórios.

Minha primeira caixa de luz que está atrás (tecnicamente segunda mas a primeira estava desmontada) No Sesc Santos 🙂

Nessa época eu precisava de uma caixa que coubesse muitas imagens de uma vez. Pedi pra fazer essa da foto acima que era ótima. Só desmontei porque ela não cabia muito bem nos carros alugados. :/ Feita de compensado e 6 lâmpadas 30w

Depois dessa, fui mais comedida no tamanho e montei uma que coubesse em qualquer carro e que fosse leve. Resolvi montar com mdf 6mm com perfil de alumínio. A altura foi a mínima possível e ainda cabiam bandejas dentro dela.

Eu montei tudo e pintei por dentro e por fora.
eu e ela em Campinas

Pintei de azul porque era a tinta que eu tinha. Ainda preciso reformá-la. Não gosto muito do mdf mas era barato. Usei 4 lâmpadas 30w Narva que estavam na outra caixa. Para essa fiz uma extensão que dá para guardar o fio dentro dela, assim não fica um cabo pendurado. Não foi a melhor opção, nem deu pra fazer uma portinha para o cabo na época. Ainda preciso instalar ventoinhas.

Nesse meio tempo fiz caixas encomendadas para pessoas que me pediram. Fui testando projetos e acertando detalhes. Desenhei muitas caixas.

No meio disso tudo veio aquele trabalho das capas de Melville. Montei a primeira estrutura de mesa de luz que eu tinha, que era cerca de 120cmx70cm (enorme) Acoplei numa mesa. Ficou horroroso mas na época funcionava para mim.

Mas eu precisava de outra. Montei mais uma de 120cmx50cm para colocar embaixo da última. Nem tirei foto. E eu tinha mais uma que era um esqueleto de caixa. Porque ela funcionava como teste de altura para as lâmpadas. Então ao todo usei 4 caixas ao mesmo tempo.

Foi nesse momento que eu percebi que o tempo de exposição variava muito de acordo com a energia elétrica do local. Quando ligava uma apenas, dava cerca de 15 minutos por exemplo. Ligava três, aumentava para uns 23 minutos. E percebi que quando trabalhava num local e que de repente começava um show do lado, o tempo de exposição demorava muito mais também.

Enfim, desmontei quando percebi que não queria fazer tamanhos muito grandes. Me exigia muito tempo e dinheiro. Fora o espaço. Comecei a entrar na onda de ter menos coisas e foi bom, porque quando tive que me mudar já estava me desfazendo de muitos objetos desde o ano passado.

Me ajudaram muito mas tive que me desfazer. uma tinha umas 10, outra 15 lâmpadas. Da direita foi a minha primeira, já deve fazer uns dez anos comigo.

A mesa de luz com quinze lâmpadas (sim, muita lâmpada) era uma estrutura usada e eu montei numa mesa. E elas funcionaram por muitos anos. Na verdade uma parte dela seria doada para o Sesc Pompéia e eu estava montando uma pra lá com partes dela. Mas como o Sesc fechou e eu não tinha onde guardar as peças, parte da madeira tive que descartar e algumas lâmpadas foram vendidas, outra parte eu fiz uma caixa de uv para serigrafia que uma amiga precisava.

Fiz mais de dez caixas de tamanhos variados. O desenho abaixo é um dos projetos. a porta de abertura é assim para dificultar a visão das lâmpadas mesmo. Ela é feita para ser razoavelmente fácil de transportar, caso precise mudar de lugar constantemente, ou guardar de pé.

Este é um projeto menor

O que acho interessante numa caixa de luz:

  • é melhor quando o reator fica num compartimento separado das lâmpadas. Muitas vezes não dá pra separar, mas seria o ideal.
  • A altura mínima da lâmpada para onde ficará apoiada a imagem pode ser a partir de 17cm com espaçamento de 7 cm para cada lâmpada. Mas se puder fazer numa altura maior acho melhor.
  • Ventoinha ajuda muito mas se não tiver funciona. Só que quando o interior da caixa fica muito quente, tende a afetar o tempo de exposição.
prefiro esse botão que indica que está ligada. Tem na Santa Efigênia.

Dá pra colocar um botão na portinha que só deixa acender a luz quando a porta se fecha. Acho muito bom para segurança. Se for construir uma, evite entrar em contato com a lâmpada ligada diretamente em você.

Para testá-la uso um óculos de solda para saber se estão todas funcionando.

Dentro do possível deixo as lâmpadas mais escondidas quando é aberta.

só para tirar foto ela fica aberta e ligada.

Existem caixas de luz com lâmpadas mais potentes e dá pra construir com vácuo. Só que o preço vai aumentando consideravelmente. Essas lâmpadas fluorescentes são bem acessíveis. Dá para montar com led só que o tempo de exposição é maior. Não que tenha problemas, mas para as aulas que eu dava, qualquer aumento de tempo era limitante.

Lista:

  • material mdf ou compensado (prefira o compensado)
  • muitos parafusos. (não gosto de pregos) Depende do tamanho mas uso cerca de 80.
  • Dobradiças
  • Fecho
  • Pés de plástico
  • Alça (uso de mala mesmo)
  • Soquetes
  • Fio elétrico
  • Plug para tomada
  • botão liga/desliga
  • Refletor
  • Lâmpada luz negra (UV)
  • Reatores
  • coloco também plaquinha para indicar a voltagem
  • Quando possível prefiro dar acabamento da madeira. Lixei, pintei com primer automotivo por dentro e uma camada de tinta prateada. E lixadas entre os produtos (se é pra fazer, capricha) 😉
  • E por fora dei o acabamento. Eu gosto de marchetaria, mas pintar também fica bom. Protege o material e fica bonito. (já disse, se é pra vc mesmo, porque não fazer algo bonito. E se fizer pros outros também (; )

Ferramentas:

  • serra ou serrote (se precisar cortar algo, ou se vai comprar tudo cortado)
  • furadeira e se tiver parafusadeira
  • chaves philips ou fenda
  • alicate ou estilete para desencapar os fios
  • Fita isolante
  • conectores elétricos (opcional)
  • Se for usar o botão gangorra, precisa de ferro de solda e a solda de estanho
  • se for pintar, lixas, pincel ou rolinho 🙂
  • um paninho e uma escovinha pra limpar a sujeira.

Não fotografei nenhum passo-a-passo 😦

Toda vez que eu montei uma estava com muita pressa. Um dia ainda monto de led, porque eu tenho a fita de led me esperando, embora eu já saiba que ela queima fácil um led ou outro. Se quiser led, melhor é montar o circuito.

Esta foi um projeto para ensinar a fazer, junto com Guilherme Maranhão e Washington Sueto.

Acima, projetamos uma caixa para ensinar a construir. Com luz na parte de cima para visualizar negativos.

esta foi uma das primeiras que fiz pequena. Era uma encomenda e um teste.

Acima, minha primeira tentativa de caixa pequena. Me pediram uma e como era um teste sei hoje que tem umas falhas, de desenho mesmo. Devia ser um pouquinho maior e minha ligação elétrica não ficou das melhores. Foi dado acabamento polido com primer e tinta prata dentro. Por fora marchetaria com folhas que eu tinha. A ideia do padrão superior é para mim relacionado a movimentos em vários sentidos para o olhar ficar tentando buscar um caminho de conexão. As linhas da lateral pra mim são como sons. Parece muita viagem mas pra mim tem esse sentido. Não sei se a pessoa gostou mas era o preço a pagar pelo meu teste.

Curso online no Instituto Adelina – História dos Processos Fotográficos

Esse mês tem curso online no Adelina Instituto https://adelina.org.br

O fato é que este curso está na minha cabeça algum tempo. Eu sempre conto nas aulas um pouco da história da fotografia a partir das técnicas que foram sendo inventadas e um pouco sobre seus personagens. A ideia do curso é dar um panorama dos materiais e processos, assim é possível compreender toda essa miscelânea de técnicas que foram surgindo.

O curso se inicia dia 30.11 segunda feira e te 4 encontros virtuais. Das 19h a 21h

Enquanto estamos nesse processo pandêmico vão surgindo mais atividades virtuais. Ainda estou aprontando outras coisas, mas acho que fica pronto só ano que vem.

Vira Vira Cianotipia

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Essa uma foto que gosto muito. Da Carol Prado, que fez uns cians em 2016 no Sesc Vila Mariana. A viragem fizemos com chá preto e as altas luzes ficaram levemente alaranjadas, a baixa luz continuou com azul porém mais fechado.

A graça do cianótipo são as interferências que podemos fazer com viragens. E tem uma boa brincadeira se usarmos ácido acético para revelar, água oxigenada para intensificar e um pouco de chá para mudar sua cor.

São materiais fáceis de comprar e sem mistério.

O que fizemos no Lab:

Banho de Água Oxigenada:

-20ml água oxigenada (pode ser 10 volumes)

-1000ml água

Depois de pronta a cópia é só mergulhar a imagem no banho, a reação é imediata. As quantidades não precisam ser exatas, faço assim mais para não gastar muita água oxigenada. Mas essa é uma diluição que faço para um turma de 10 pessoas em média. Em casa dá para usar bem menos.

Revelação com Ácido Acético:

-10ml ácido acético glacial

-1000ml água

Novamente é uma diluição que rende bem. Pode ser utilizado vinagre no lugar dessa solução. Traz mais meio tons, achei bem interessante.

Viragem com Café:

Banho 1-Rebaixador:

– 10g carbonato de sódio

– 1000ml água

Deixar o cianótipo alguns minutos nesse banho em agitação leve. A imagem irá rebaixar (sumir). o carbonato de sódio pode ser encontrado como barrilha – produto para piscina

Banho 2 – Café

Nesse banho só preparei um café forte mas não muito exagerado. Leva cerca de vinte minutos, é deixar e esperar um pouco. Mas o resultado é no olho, veja até onde agrada.

Viragem com Chá:

Banho 1 Rebaixador – o mesmo do café

Banho 2 – Chá preto

Fizemos com chá preto e chá vermelho, que vem da mesma planta. Dá um diferença de tom interessante.

Cian-viragemCarolPrado20161009_094536

Sobre Dusting on – Revelação a pó

Há muito fiquei devendo um post mais completo sobre dusting on. Existem várias técnicas de revelação a seco mas a que eu pesquiso desde 2005 é o motivo de eu fazer essas técnicas alternativas até hoje.

IMG_20190611_205439

Fiz uma foto dessa chata que nem fala comigo… mas essa moça da foto me ajudou muito a chegar na fórmula. Foram meses tentando…

Já havia comentado um pouco sobre o começo disso, as técnicas descritas nos livros são um pouco diferentes daquela que eu faço. Por que? Porque a pessoa é teimosa e eu não queria que ficasse resíduo de dicromato na placa, então resolvi lavar a placa ao final do processamento como uma modificação do processo. E deu certo. Então qualquer fórmula que tiver lavagem de placa provavelmente é a minha, já que na ideia original não precisava disso, pois era uma técnica para queima em cerâmica então não fazia diferença se havia residual ou não.

 

Dusting On da Beth Lee  🙂

50ml água

2g de gelatina

10ml de mel *

5g de dicromato de potássio

 

*até mel falso funciona (sim! existe mel falso!!)

 

Como preparar a fórmula:

-Pese a gelatina. Coloque  uma parte da água fria para hidratá-la por cerca de quinze minutos. Recomendo que seja entre 20 a 25ml de água. Após esse tempo, adicione água a cerca de 55 graus mais ou menos. A temperatura final não pode ultrapassar os 50 graus, caso contrário a gelatina perde suas propriedades. Eu prefiro adicionar água a até 55 graus e deixar em banho maria até dissolver direito. Depois adicione o mel, por fim o dicromato. Essa fórmula é bem sensível à luz então luz indireta incandescente para trabalhar.

A técnica necessita de um certo controle de umidade e temperatura. Digamos que um ambiente polar talvez seja ótimo. Mas se estiver num tempo seco (ar condicionado funciona bem), a 20 graus vai dar muito certo. Se estiver úmido e quente, sinto desanimar, vai dar trabalho.

A fórmula funciona melhor se deixar descansando por cerca de 1 hora e meia.

Escolha uma superfície lisa, vidros ou metais funcionam bem. Aplique uma camada fina.

Fina é difícil de descrever. O mais fina possível. Porque senão vai demorar pra secar e vai ser à toa. Essa semana mesmo tentei mostrar uma camada fina, acho que essa percepção muda de acordo com a experiência. Tô tentando fazer um vídeo sobre isso mas tá faltando tempo. Um dia consigo.

 

Seque até o positivo ( é um processo positivo-positivo) não grudar na superfície. Se encostar a luva e não ficar marca, é o ponto certo. Sim! Use luvas! seja educado com suas fotos. E avental!! – ah mas a roupa se manchar eu jogo fora… mottainai! dê valor aos objetos. Especialmente sua saúde. (nota: eu faço esses processos e estou sempre tomando cuidado com o contato desses químicos. Se algo faz mal eu sou uma das primeiras pessoas a sentir. Eu passo mal com REPELENTE! só pra terem uma noção da sensibilidade aqui)

 

E mesa de luz. Em geral deixo o mesmo tempo de goma bicromatada. O que vai entre 2 a 3 minutos. Varia de acordo com a intensidade da lâmpada.

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momentos de revelação. o pó é muito fino. cuidado para não fazer ele levantar no ar.

E por fim momento de revelar com pigmento.

 

Eu uso o pigmento mineral. Pó xadrez funciona bem também.

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Alguém usou canela. não dá pra lavar depois.

Depois é só expor na luz novamente para terminar de endurecer o restante.

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Enfim, mergulhar em água bem gelada.

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Tive presenças ilustres num curso no Sesc Belenzinho. e ele colocou algumas fotos lindas nesse link: https://refotografia.wordpress.com/2017/06/07/dusting-on-com-beth-lee/

 

Qual é a história minha com esse processo? Em 2005 eu vi essa técnica e desde então pesquisei e testei fórmulas. As fórmulas que achei não faziam a lavagem da placa e deixava um véu acinzentado que me incomodava. Algumas vezes nem incomodava tanto, mas eu queria tirar o resíduo para ficar mais clara. Então na época pensei que como os filmes fotográficos eram feitos de gelatina, se eu adicionasse à fórmula criaria uma emulsão mais resistente. Mas até chegar nesse final feliz foram muitas tentativas. Então se não der certo na primeira é a coisa mais normal. Fiquei meses testando fórmulas.