Cursos de Setembro

Neste mês teremos:

Dia 02 de setembro – Aula Aberta de Construção de câmera obscura portátil – 15h inscrição 30min antes – Oficinas do Sesc Pompéia

Dia 07 de setembro – Mini curso de Pinhole – caixa de fósforos 2 dias de duração dia 07 e 14/09- inscrições começam hoje no Pompéia também.

Dia 22 de setembro – Oficina de Pinhole – caixa de fósforos em Sorocaba das 10h às 13h Sesc Sorocaba.

Novos cursos de Agosto

Hoje finalizo o curso de Anthotype no Centro cultural da Juventude, na Vila Nova Cachoeirinha. Fizemos anthotypes com espinafre. Já temos alguns resultados, logo postarei algumas imagens.

O que teremos em seguida:
Dia 11-08 tem Cidade Invertida(manhã) e Pinhole de fósforos com Maurício Silva (tarde) – CCJ
Dia 12-08 Câmeras de ver (BethLee e Edison Angeloni) Fábrica de Cultura Jardim São Luis
Dia 15-08 tem retrato e light painting BethLee e Edison Angeloni – CCJ
Dia 17-08 Câmera obscura com Edison Angeloni – CCJ
Dia 18-08 Câmeras de ver (BethLee e Edison Angeloni) Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha
Dia 18-08 Cianotipia com Patrícia Yamamoto – CCJ
Dia 19-08 Fotografia de Rua com Marcos Marini e Patricia Kitamura – CCJ
Dia 26-08 Saída fotográfica com Marcos Marini – CCJ

maiores informações:
Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso – São Paulo/SP
Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641. Vila Nova Cachoeirinha. Zona Norte.
(ao lado do terminal Cachoeirinha)
CEP: 02720-200
http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br/

Fábrica de Cultura
JARDIM SÃO LUÍS
Telefone:(11) 5812-9899
Endereço: Antônio Ramos Rosa, 37. Jardim São Luís, zona sul de São Paulo – SP.
http://www.fabricasdecultura.sp.gov.br/

Fábrica de Cultura
VILA NOVA CACHOEIRINHA
Telefone:(11) 2231-3966
Endereço: Franklin do Amaral, 1.281, esquina com a Rua Conselheiro Moreira de Barros.

Postei cartazes no CâmeraPreta

Exposição de Fotografias do Edison Angeloni – Passagem

Exposição de fotografias do Edison Angeloni na Galeria Olido – corredor térreo que liga a entrada da Avenida São João e a Rua Dom José de Barros. Com o apoio da Secretaria da Cultura, Prefeitura de São Paulo e da Galeria, oito imagens estão ali para quem percorre aquele espaço de rápida transitoriedade, buscando a reflexão sobre o tempo.
Quem quiser conferir, estará até dia 15 de agosto de 2012.

Mini Curso de Cianotipia e Van Dyke Brown – Sesc Santana

Estou cá novamente! Dia 17 começa o curso no Sesc Santana, faremos duas técnicas no Quiosque.

O cianótipo que confere tons azulados às imagens e o Van Dyke de tons marrons.

Cianotipia é um dos processos fotográficos mais simples e como sua fixação seria apenas lavar em água corrente, fica mas fácil para aqueles que estão começando. Publicado por Sir John F. W. Herschel em 1842. Inicialmente não era usado para fins fotográficos. Alguns artistas começaram a utilizar a técnica para reproduzir negativos a partir de 1850. Por sua simplicidade, era usado para fazer provas de negativos, quando em trabalho de campo. Fonte: Coming into Focus – John Barnier

E o vandyke? Falo sobre ele mais tarde…

Dia(s) 17/07, 19/07, 24/07, 26/07
Terças e quintas, das 14h30 às 16h30.

Mais informações:
http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=224140

Goma

Enfim, terminamos mais um curso no Sesc Pompéia de Processos Históricos. Desta vez, juntamente com papel artesanal a proposta era adequar papel aos processos e verificar quais os melhores papéis para cada técnica.

Mas hoje experimentamos a goma bicromatada e como eu já imaginava a textura do papel muito enrugado nem sempre dá bons resultados para o início com goma. Não que fique ruim sempre, é que o processo, exige maior controle de início, sendo melhor aprendê-lo nas primeiras tentativas com papel mais liso.

Observação: explicando bem o que eu quis dizer, pensando na didática, para iniciar os primeiros experimentos com goma, não achei interessante usar papel artesanal porque como eu já imaginava, fica mais difícil obter bons resultados. Digo isso porque a maioria erra justamente quando chega na goma, independente do papel, é um processo delicado e qualquer variação faz com que fique um pouco mais difícil de aprender e tende à frustação. Não estou pensando nisso à toa. Meus primeiros testes foram com um papel artesanal e pra aprender realmente foi mais penoso, porque não sabíamos como o papel reagiria.

Mais para frente irei postar as fotos dos processos, não consigo fazer mil coisas ao mesmo tempo e tenho que terminar um projeto agora.

Segue a fórmula:

PREPARO DA GOMA
70ml goma arábica
200ml água destil.
-Algumas gotas de formol para conservar. Alguns dizem que deixar na geladeira conserva bem.
nota: tem gente que prepara a goma diluindo-a em água morna. Eu coloco a goma numa gaze como um saquinho, como ensina no Keepers of Light e deixo pendurado num pote com água. Aos poucos ela dilui, deixando as impurezas dentro do saquinho de gaze. Depois é fechar bem. Se guardar por muito tempo é bom adicionar o formol. Deixei uma vez na geladeira, mas ficou com cheiro forte mesmo assim. E quando começa os odores é ruim…

PREPARO DO DICROMATO
13g dicromato de potássio
100ml água destilada
(já vi fórmula com metade da quantidade de água para a mesma quantidade de químico, testei mas não cheguei a grandes conclusões.)

Partes iguais da solução de goma e de dicromato para uso. A quantidade de pigmento de aquarela depende de cada cor. Pode ser o pó ou em tubos.

Mistura-se primeiro o pigmento com a goma. De preferência bem macerado num pote áspero. Depois, o dicromato.

Expor: trinta segundos num sol quente de inverno de SP capital são suficientes. Na mesa de luz do lab dá uns 3 minutos em média. De acordo com a cor escolhida, não dá pra ver se o tempo foi suficiente ou não.

Revelar:
Bandeja de água limpa, deixe a cópia com o verso para cima. O dicromato se solta, junto com a goma que não foi endurecida caindo aos poucos.
Depois de alguns minutos esqueça a cópia em outra bandeja. Ela se revela lentamente.

O interessante da goma é fazer mistura de cores, até tricromia, separando os canais de cmyk para produzir uma fotografia cor.

Segue uma imagem do Edison Angeloni de Tricromia.

Marrom Van Dyke

Sol. A
33ml água destilada
9 gramas de citrato férrico amoniacal

Sol. B
33ml água destilada
1,5 gramas de ácido tartárico

Sol. C
33ml água destilada
3,8 gramas de nitrato de prata

Para preparar o marrom van dyke se mistura as três soluções SEPARADAS. Junta-se A+B depois A e B + C.
Secar e expor em luz ultravioleta. Dar uma lavada antes do fixador, vai escurecer um pouco. Fixar em solução de tiossulfato de sódio a 5%, menos de 5 minutos, se a imagem escurecer muito rápido pode retirar antes e lavagem final de 10 minutos.

Fizemos novamente esse processo no Sesc hoje, mais informações, fotos do curso e o que estamos aprontando, acesse: http://oficinas.sescsp.org.br/blog

Atualizações

Ontem abriu uma exposição sobre Fotogravuras de Paul Strand e do Camera Work, contendo imagens de Annan, Coburn, Meyer e Steichen no Instituto Tomie Ohtake. Fiquei sabendo pelo mestre Kenji e saí da mostra com a alma lavada. A alma e o corpo, pois chovia bem.

Legal é que saí da Sala de Ideias, tinha acabado de instruir sobre o anthotype para o Cidade Invertida. Peguei muita chuva, Fui ao Tomie e encontrei pessoas incríveis, fui para casa, estava passando um documentário sobre Annie Leibovitz na Cultura. Já tinha ficado a manhã inteira pesquisando meus processos “escondidos” difíceis de encontrar e de entender. Me deparei com o nome de L. Hill que em 1850 inventou o daguerreótipo em cor, foi acusado de ser uma fraude e só depois de muito tempo descobriu-se que era um gênio. Lá vou eu de novo, buscar esses processos que ninguém queria saber.

As atualizações dessa semana são: Só temos duas aulas de processos históricos no Pompéia restantes, vou postar algumas coisas que a gente tem feito durante as aulas. Queria ter postado mais, mas foi difícil. Estou atualizando no novo blog das oficinas que contém informações de todos os outros cursos do Sesc, então vale a pena dar uma xeretada, ver o que está sendo oferecido e acompanhar o desenvolvimento das aulas.

http://oficinas.sescsp.org.br/

E Amanhã começamos mais um módulo no Sesc Belenzinho, sobre “Leitura e Possibilidades da Fotografia” Achei interessante mostrar o que foi realizado durante a história da fotografia como técnicas e quais as possibilidades de hoje, experimentando um pouco de anthotype, quimigrama, foto scanner e pinhole, envolvendo o analógico e o digital, por que não?

Não vamos jogar todo o conhecimento que se construiu nesses últimos séculos né?

Vai aqui uma das minhas propagandas de papel fotográfico preferida. Porque é assim que a fotografia deve ser… 🙂

Felicidade é ter uma fotografia em Kodabrom... rsrs

Referencias de cursos

Passo um monte de referências de fotógrafos durante as aulas e achei legal deixar a lista aqui para compartilhar tanto com alunos como com demais interessados e ex-alunos.

– Flávio Damm
– Elliott Erwitt
– Philippe Halsman
– Henri Cartier Bresson
– Martin Parr
– Terry Richard
– Michael Kenna
– Miguel Chikaoka
– Richard Avedon
– Asa Sjostrom
– Arko Datta
– José Yalenti
– Luiz Braga
– Tuca Vieira
– Claudio Edinger
– Evgen Bavcar
– Duane Michals
– Cristiano Mascaro
– Haruo Ohara
– Geraldo de Barros
– Lynn Goldsmith
– Izis Bidermanas
– Jacob Riis
– Nadav Kander
– Steve McCurry
– Nadar
– Eugene Smith
– Corey Arnold
– Yann Arthus Bertrand
– Andreas Reinhold
– Joel Meyerowitz
– Francesco Zizola
– Marcelo Greco
– Pedro Vasquez
– Araquém Alcântara
– Annie Leibovitz
– David La Chapelle
– Henri Lartigue
– Patrick Demarchelier
– Michael Wesely
– Edward Muybridge
– Mario Testino
– Mark Seliger
– Robert Frank
– Paolo Roversi
– Horst
– Robert Doisneau
– Mario Cravo Neto
– Diane Arbus
– Vivian Maier
– Francesca Woodman
– Chuck Close
– Julia Margareth Cameron
– August Sander
– Hiroshi Sugimoto
– Alex McLean
– Anton Jankovoy
– Gjon Mili
– Ernst Haas
– Eric Staller
– Cassio Vasconcelos
– Gregory Wood
– Daniel Ducci
– Sergio Ferreira
– Nelson Kon
– Irving Penn
– Daniel Ozana
– Sam Wood
– Cecil Beaton
– João Musa

Essa é só uma parte dos nomes que cito durante o módulo I e II Do Sesc Belenzinho. Nem dá pra colocar todas as fotos aqui de uma vez, aos poucos vou postando.

Uma referência que vale citar, que também está entre um dos nomes que cito, Martin Munkacsi.

Filme é tudo

O tratamento digital pode tentar imitar as características de tal tipo de negativo, de cromo, de polaroid, mas não tem jeito. Pra mim é muito mais valioso aquele efeito que a luz confere aos materiais químicos e o resultado… o resultado é lindo.

Aqui uma foto de Brigitte Bardot na França no Festival de Cannes de autoria de Kary Lasch.

As cores e mesmo seu deterioramento é o que se baseia e são simulados por muitos aplicativos de fotografia, mas o princípio é isso. é analógico e não vamos ficar dando voltas. O digital fica bom porque é baseado no filme.
Não digo que a tecnologia é ruim, só que a película é superior.