Pra tudo a gente tem que ter bom senso..

Sim. pra tudo.
Quando eu digo que precisa usar avental pra lidar com químicos, é pra evitar tragédias sim.
Luvas então nem se fala.

Tudo tem motivo nessa vida, ou assim deveria ser.

Quando manipulamos químicos precisamos tomar cuidados. Tomar cuidado nunca é demais. Evita dores de cabeça e muita peça de roupa manchada.

Quando se aventurarem a fazer processos históricos lembrem dessas pequenas atitudes que valem muito. Luva, avental e sapato fechado. Se for uma pessoa muito sensível pode ser que utilizar uma máscara seja esperto.

Pra tudo temos que ter bom senso. Se a gente não cuida do próprio corpo, quem vai cuidar?

Esse é um dos posts mais importantes sobre esses processos, e vou dizer o por que.

Quase todos os químicos utilizados em fotografia podem irritar olhos, nariz, garganta e pele.

Exposição a alguns químicos como cianetos e solventes pode causar dores de cabeça, fraqueza, tontura e confusão. Exposição prolongada a cromatos pode causar úlcera de pele. Outros químicos podem causar queimaduras em pulmões e pele devastadores, e se atingir seus olhos, causa cegueira, como ácido oxálico e nitrato de prata.

Em laboratórios fotográficos a maior causa de problemas relacionados à saúde se dá quando os artistas comem e bebem dentro do laboratório. Por isso a proibição do consumo de alimentos nesses locais.

Dicromato contém Cromo VI, cancerígeno em humanos, alergênico, irritante ocular e do trato respiratório.

Manipular químicos com as mãos desprotegidas também é bem perigoso, uma vez que podem passar pela pele e entrar na corrente sanguínea. Por isso, luvas!! Eu uso a luva nitrílica, específica para químicos.

Muito cuidado com a ventilação do local. Inalar os químicos também faz mal!!
É impossível utilizar a cozinha ou o banheiro, pense que você pode contaminar você, sua família e qualquer um que estiver visitando sua casa!

Se não há possibilidade de arranjar uma espaço apenas para isso, pense em comprar uma capela, ela é ideal.

Guarde os químicos em potes bem fechados. Eu costumo etiquetar com nome do químico, nome de quem preparou e data. Longe do alcance de crianças!

Fontes:
http://www.alternativephotography.com/wp/processes/health-and-safety
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dicromato_de_pot%C3%A1ssio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nitrato_de_prata

Pinhole

Gosto muito de fotografia. Gosto mesmo.
Quando comecei a fotografar não sabia da técnica pinhole.
Se eu soubesse disso antes meu mundo seria muito mais colorido. Imagina só aprender desde criança que se pode fotografar com
uma lata? Teria feito horrores.
Demorei a aprender fotografia pela falta de grana para comprar uma câmera. Comprei a primeira, a segunda… gastei uma grana.
Depois de uns anos, só fotografava com pinholes. Nem precisava de tantas câmeras afinal…
Na época de TCC fiz umas 7 câmeras de caixa de fósforo. Tenho de caixa de madeira, de lata…
Não importa de qual material seja. Se uma 4×5, Hassel, de papelão… amo todas elas do mesmo jeito.

Brissac…

Um livro que gosto muito é o Paisagens Urbanas de Nelson Brissac. Para refletir e pensar sobre a cidade, como a vemos, como sentimos.

Estava pesquisando sobre o Rio Anhangabaú e pensei em como os rios de São Paulo não são visíveis. Difícil enxergar rios, horizontes e gentilezas nessa cidade.

“O olhar hoje é um embate com uma superfície que não se deixa perspassar.Cidades sem janelas, um horizonte cada vez mais espesso e concreto. (…) Sobreposição de inúmeras camadas de material, acúmulo de coisas que se recusam a partir. Tudo é textura: o skyline confunde-se com a calçada; olhar para cima equivale a voltar-se para o chão. A paisagem é um muro.

Paisagens Invisíveis página 13 – Nelson Brissac Peixoto

Christopher James

Um autor de processos históricos que sempre cito é ele. Fotos bem legais, e um dos dois livros que foram fontes de pesquisa em anthotype. Não havia achado em mais nenhum além desses.

Capa do livro - Christopher James

Imita a arte?

Lendo o jornal online, apareceu uma notícia de 2010 sobre o furto ao Banco Central em Fortaleza.
Um caso de amor que desmantela a quadrilha, tudo foi cinematográfico. São ações que facilmente dariam um filme. Esse encantamento com as imagens é curioso, e gosto de pensar nisso. Mas achei engraçado uma matéria de jornal começar assim, e terminar de um jeito meio Nelson Rodrigues, “Quando a PF teve convicção de que sete dos acusados de furtar o banco eram da cidade, Nicodemos, o forasteiro que chegou com a conversa de formar família, sumiu. Talvez até hoje a mulher abandonada não saiba que, na realidade, viveu um falso caso de amor.”

Curso de Poéticas Fotográficas – Wladimir Fontes

Mais uma boa dica de um curso de fotografia. O Wlad é aquele tipo de professor que sempre adiciona pensamentos e críticas incríveis, e que acaba fazendo com que a gente pense num trabalho fotográfico alguns níveis acima do que se possa imaginar. Se tudo der certo, farei o curso nas quartas-feiras.

Poéticas fotográficas: o autor da foto; o anônimo, o heterônimo e o pseudônimo; o coletivo e os co-autores; a apropriação, a cópia, o plágio, a falsificação e outros personagens.
A fotografia é um processo que em seu próprio nome problematiza a autoria. Escrita/desenho pela luz. Fisioautotipo (imagem da natureza por si mesma), como nomeou Niépce o processo que inventava.
Os encontros visam discutir e analisar estes lugares da autoria ligados a produção de imagens em geral, mais especificamente às produções fotográficas, relacionando-os à produção dos participantes, atualizando o conceito de poética imagética em tempos de vertigens e miragens.
Os encontros se seguem a partir destas posições sobre o lugar de quem faz um trabalho fotográfico:
Módulo I : CAUSA
1- Autoria.
2- Anônimo, heterônimo, pseudônimo.
3- Coletivo, co-autoria, mandar fazer.
4- Apropriação, citar, colar, incidência, coincidência, plágio, falsificar, cópia.
5- Sem autor, câmeras de vigilância, produção ao acaso, toda foto é um ready-made?
Módulo II: EFEITO
6- Apresentação da produção dos participantes.
7- Apresentação da produção dos participantes
8- Apresentação da produção dos participantes.
Módulo III: CAUSA
9- PRODUCÃO/DISTRIBUIÇÃO/CONSUMO- Leitura do texto “Information Strategies”(versão em português do “grupo de poéticas fotográficas”) e “ The Photographic Dimension” (versão em português do “grupo de poéticas fotográficas”) de Andrea-Muller Pohle.
10- PRODUCÃO/DISTRIBUIÇÃO/CONSUMO- Leitura do texto “Information Strategies”(versão em português do “grupo de poéticas fotográficas”) e “ The Photographic Dimension” (versão em português do “grupo de poéticas fotográficas”) de Andrea-Muller Pohle.
Módulo IV: EFEITO
11- Apresentação da produção dos participantes.
12- Apresentação da produção dos participantes.
Horários:
Doze aulas de três horas cada. Carga horária total de 36 horas.
Grupo I – Quarta-feira das 19:00hs as 22:00hs; Início dia 14.09.2011
Grupo II- sábado das 10:30hs as 13:30hs. Início dia 03.09.2011
*Podem ser formados grupos em outros horários sugeridos.
Custo: R$ 600,00 ou 3 pagamentos de R$ 200,00.
Informações solicitadas por e-mail ou telefone: ateliercardume@yahoo.com.br (11) 9511-0489
Público-alvo: Fotógrafos, artistas visuais, professores de áreas afins e interessados em geral.
Referências sugeridas:
“F for Fake” de Orson Welles.
“Cópia Fiel” – Abbas Kiarostami.
“Palermo Shooting”- Wim Wenders
Krauss, Rosalind – “ Espaços Discursivos da Fotografia” in “ O Fotográfico”, Lisboa: Gustavo Gili, 2002.
Depoimento de Nadar in : “Du Bon Usage de la Photographie”, edited Robert Delpire, PhotoPoche n° 27
Fabris, Annateresa – “Da reinvindicação de Nadar a Sherrie Levine: Autoria e direitos autorais na fotografia”. Ars – Revista do Depatamento de Artes Plásticas ano 1- n° 1, 2003.
Müller-Pohle , Andreas – “ Information Strategies”. European Photography, 21
Szarkowski, John – The Photographer’s eye. 1964, MOMA, NY.
Philips ,Cristopher – “El Tribunal de la fotografia” – in : Indiferencia y Singularidad. (eds.) GlòriaPicazo/Jorge Ribalta. Barcelona: Gustavo Gili, 2003.
Foucault, Michel- O Que é um autor; Editora Passagens
Barthes, Roland – A Morte do Autor; in O Rumor da Língua. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
Local:
Atelier & Edições Cardume
Rua Francisco Perroti, 482
Butantã-Parque Previdência
10 minutos do Metrô Butantã
Curso orientado por Wladimir Fontes: Professor de fotografia. Doutorando e Mestre em Artes, linha de pesquisa em Poéticas Visuais, pelo Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA USP). Atuou como professor no Bacharelado de Fotografia do Centro Universitário SENAC de 2000 a 2010. Na Escola de Fotografia Imagem Ação de 1988 a 1994. Desenvolve trabalhos de produção imagética com fotografia, desenho e gravura.

Novos cursos virão

Boa sexta a feira a todos,

Esse mês já iniciou uma nova turma de processos históricos no Sesc Pompéia, que nunca consigo divulgar muito, pois a procura é grande.

Costumo dizer que esse é um curso raro, pois realmente é difícil achar aulas pelo valor que é cobrado e com esse conteúdo. E eu gosto muito dessas técnicas que ensino, gosto muito de pesquisar e de ver os bons resultados, e de acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos.

O último curso do ano começa em outubro e vai até novembro, de quinta à tarde. As inscrições acredito que se iniciem no começo do mesmo mês.

Oficina de Fotografia Anthotype no CCJ em Agosto

O CCJ está com uma boa programação de cursos em agosto e dentre eles está meu curso de anthotype.

SEMANA TEMÁTICA: FOTOGRAFIA

OFICINA: FOTOGRAFIA ALTERNATIVA – ANTHOTYPE

Relógio - Anthotype 2008 - Beth Lee

Experimentação de uma técnica fotográfica histórica do século XIX, realizada a partir do uso de plantas, frutos ou flores. O participante aprenderá a confecção da imagem, montagem e conservação. Com: Elizabeth Lee, bacharel em Fotografia com habilitação em Fotografia Aplicada pelo Centro Universitário Senac. É docente do projeto Cidade Invertida, ministra oficinas de fotografia artesanal no Sesc e trabalha como fotógrafa de eventos para revistas e empresas, still e fotografia de arquitetura pela Odju Produção de Imagem. http://www.flickr.com/bethzlee | http://www.flickr.com/fotons

Oficina: dias 10, 12 e 17/08, das 14h às 16h.

Local: Espaço Sarau.

Inscrições: a partir de 01/08, na recepção do CCJ.

Obs: +15 anos. 15 vagas. Critério de seleção: ordem de inscrição.

http://escuta.estudiolivre.org/2011/07/18/oficina-fotografia-alternativa-%E2%80%93-anthotype/

obs: Só pra esclarecer, eu sou professora no Sesc, o curso é de processos históricos do Sesc, não Senac.