Curso de Pinhole de Novembro

Beth invadindo Santana novamente. Estava com saudades do bairro, o Sesc tem um clima gostoso, acabo acompanhando suas mudanças cada vez que visito. Dá pra sentir que o lugar fez bem para a região.
Semana que vem terá mais um curso de fotografia pinhole, faz tempo que não rola um curso meu desses, outra coisa pra matar a saudade. Gosto desse curso especialmente porque imagino que se eu tivesse aprendido mais cedo a construir uma câmera dessas, teria torrado meu dinheiro com muito (mais) filme.

Minha primeira câmera de filme montei com lata de filme 35mm. Fiz um rombo para entrar luz e como tinha de ser, ficaram super desfocadas. Mas essas coisas a gente aprende com o tempo e com uma boa ajuda.

Minicurso: Fotografia Pinhole

SESC Santana

Dia(s) 23/11, 25/11
Quarta e sexta, das 15h às 17h.

O aluno aprenderá a confeccionar uma câmera fotográfica sem lentes a partir de uma caixa de fósforos e um filme de 35mm, além de técnicas para explorar os potenciais destas câmeras produzidas com materiais reaproveitados. Com a fotógrafa Elizabeth Lee. Início condicionado a número mínimo de participantes. Vagas limitadas. Inscrições a partir de 01/11/2011 na Central de Atendimento Quiosque.

Não recomendado para menores de 14 anos

R$ 10,00 [inteira]
R$ 5,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 2,50 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=206457

Curso de Anthotype – Atelier Novo

Mês de novembro é sempre corrido, nem consegui postar no blog a oficina que já começou no Atelier Novo.
Mas quem quiser ainda pode se inscrever:

Acontece nos dias 05, 12 e 19 de Novembro / 2011. A partir das 13h00, aos sábados.

O valor é R$ 60,00 antecipados e válidos para três encontros com duas horas de duração cada.

Os participantes devem trazer Imagens fotográficas em transparências, ou arquivos digitais; papéis de aquarela ou aldodão para as impressões em anthotype.

A oficina busca ensinar ao participante um processo fotográfico inventado por John Herschel no séc XIX que consiste em formar imagens com o sumo de flores, frutos ou folhas tendo como suporte o papel para aquarela ou gravura. Por se tratar de uma técnica sem utilização de químicos, sua produção leva dias, e quando pronto deve ser protegido de iluminação abundante a fim de evitar seu desaparecimento.

São ensinadas duas modalidades:
a) Impressa em papel com o uso de sumo de plantas.
b) Impressa diretamente numa folha de planta.

Público alvo: estudantes, educadores, fotógrafos, artistas e interessados em geral, a partir de 16 anos.
Vagas: 10 alunos.

Ateliê NOVO
Rua Fradique Coutinho, 934 casa 2 Vila Madalena, São Paulo – SP Brasil
http://www.atelienovo.wordpress.com

Curso Fotografia Lambe-Lambe

Com muito orgulho divulgo aqui o curso Fotografia Lambe-Lambe da Cassia Xavier e Gustavo Falqueiro no Sesc Consolação a partir de amanhã, dia 18 de outubro.
Maiores informações no site http://www.sescsp.org.br/sesc/

Fotografia lambe-lambe Gustavo Falqueiro e Cassia Xavier

Curso de Processos Fotográficos Históricos

Começa em outubro o último curso de Fotografia alternativa no Sesc Pompéia.

Inscrição pessoalmente a partir das 10h do dia 1/10, sábado, nas Oficinas de Criatividade.

O aluno aprende a fazer as técnicas de Anthotype, Cianotipia, Marrom Van Dyke, Papel Salgado, Albumina e Goma bicromatada. São 11 vagas.

Maiores detalhes acesse http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=204377

Pra tudo a gente tem que ter bom senso..

Sim. pra tudo.
Quando eu digo que precisa usar avental pra lidar com químicos, é pra evitar tragédias sim.
Luvas então nem se fala.

Tudo tem motivo nessa vida, ou assim deveria ser.

Quando manipulamos químicos precisamos tomar cuidados. Tomar cuidado nunca é demais. Evita dores de cabeça e muita peça de roupa manchada.

Quando se aventurarem a fazer processos históricos lembrem dessas pequenas atitudes que valem muito. Luva, avental e sapato fechado. Se for uma pessoa muito sensível pode ser que utilizar uma máscara seja esperto.

Pra tudo temos que ter bom senso. Se a gente não cuida do próprio corpo, quem vai cuidar?

Esse é um dos posts mais importantes sobre esses processos, e vou dizer o por que.

Quase todos os químicos utilizados em fotografia podem irritar olhos, nariz, garganta e pele.

Exposição a alguns químicos como cianetos e solventes pode causar dores de cabeça, fraqueza, tontura e confusão. Exposição prolongada a cromatos pode causar úlcera de pele. Outros químicos podem causar queimaduras em pulmões e pele devastadores, e se atingir seus olhos, causa cegueira, como ácido oxálico e nitrato de prata.

Em laboratórios fotográficos a maior causa de problemas relacionados à saúde se dá quando os artistas comem e bebem dentro do laboratório. Por isso a proibição do consumo de alimentos nesses locais.

Dicromato contém Cromo VI, cancerígeno em humanos, alergênico, irritante ocular e do trato respiratório.

Manipular químicos com as mãos desprotegidas também é bem perigoso, uma vez que podem passar pela pele e entrar na corrente sanguínea. Por isso, luvas!! Eu uso a luva nitrílica, específica para químicos.

Muito cuidado com a ventilação do local. Inalar os químicos também faz mal!!
É impossível utilizar a cozinha ou o banheiro, pense que você pode contaminar você, sua família e qualquer um que estiver visitando sua casa!

Se não há possibilidade de arranjar uma espaço apenas para isso, pense em comprar uma capela, ela é ideal.

Guarde os químicos em potes bem fechados. Eu costumo etiquetar com nome do químico, nome de quem preparou e data. Longe do alcance de crianças!

Fontes:
http://www.alternativephotography.com/wp/processes/health-and-safety
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dicromato_de_pot%C3%A1ssio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nitrato_de_prata

Pinhole

Gosto muito de fotografia. Gosto mesmo.
Quando comecei a fotografar não sabia da técnica pinhole.
Se eu soubesse disso antes meu mundo seria muito mais colorido. Imagina só aprender desde criança que se pode fotografar com
uma lata? Teria feito horrores.
Demorei a aprender fotografia pela falta de grana para comprar uma câmera. Comprei a primeira, a segunda… gastei uma grana.
Depois de uns anos, só fotografava com pinholes. Nem precisava de tantas câmeras afinal…
Na época de TCC fiz umas 7 câmeras de caixa de fósforo. Tenho de caixa de madeira, de lata…
Não importa de qual material seja. Se uma 4×5, Hassel, de papelão… amo todas elas do mesmo jeito.

Brissac…

Um livro que gosto muito é o Paisagens Urbanas de Nelson Brissac. Para refletir e pensar sobre a cidade, como a vemos, como sentimos.

Estava pesquisando sobre o Rio Anhangabaú e pensei em como os rios de São Paulo não são visíveis. Difícil enxergar rios, horizontes e gentilezas nessa cidade.

“O olhar hoje é um embate com uma superfície que não se deixa perspassar.Cidades sem janelas, um horizonte cada vez mais espesso e concreto. (…) Sobreposição de inúmeras camadas de material, acúmulo de coisas que se recusam a partir. Tudo é textura: o skyline confunde-se com a calçada; olhar para cima equivale a voltar-se para o chão. A paisagem é um muro.

Paisagens Invisíveis página 13 – Nelson Brissac Peixoto

Christopher James

Um autor de processos históricos que sempre cito é ele. Fotos bem legais, e um dos dois livros que foram fontes de pesquisa em anthotype. Não havia achado em mais nenhum além desses.

Capa do livro - Christopher James