Neste ano a nossa feira itinerante segue o curso pra Zona Leste.
Em conjunto com o Lab.irinto lab, a feira analógica será dia 30/11 e 01/12 de 2024 das 10h – 18h
Rua Pedro de Godoi, 406 – a 400m do metrô vila Prudente
Os participantes: RebobinaLab, FotoRetro Lab, Nanni Lab, Brechó Analógico, Fidelio, s3tstore, Festival de Arte Analógica, Festival de Filme Vencidos, MovieStill, oBarcoEstudio, Bones Films e Kodak Mafia.
Rola festa, oficinas e é como sempre o encontro para seres analógicos insistentes 🙂
Como estou com aulas durante a semana toda não estou muito à frente da organização.
Sábado de manhã bem provavelmente darei aula mas vou atuando de longe na divulgação, enquanto der.
Participo com curso no Oswald de Andrade sobre fotografia e cidade – digital – e em São Caetano na Fundação de Artes.
Recebi esse convite de atuar num espaço que gosto muito e tenho muito carinho – o Oswald de Andrade e em espaços de arte de outras cidades ou municípios e fiquei bem feliz em poder contribuir mais uma vez com a cultura de São Paulo em cursos gratuitos para a população, que é o que eu acredito. Ensino para todos.
No curso Fotografia 1 pensei em abordar o básico sobre fotografia com um tempero sobre o que foi a fotografia para pensar o que podemos fazer adiante. Para mim não tem como falar de fotografia e não olhar para trás e aprender sobre o que veio antes.
Fotografia 2 tem um pouco da linguagem visual sobre a evolução da imagem e das técnicas diversas em campos do saber, além de prática e edição de conteúdo.
Fotografia e cidade é um curso que pensei em muita prática e análise de imagem, tanto em fotolivros e exposições, referente em espacial a São Paulo.
O CULTSP PRO é um Programa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Organização Social de Cultura IDG – Instituto de Desenvolvimento e Gestão.
Estarei no Sesc São José dos Campos com o curso de encadernação de álbuns junto com a Fabiana Won. Quintas-feiras dias 17, 24, 31 de outubro e 7 de novembro. 19h.
Algum tempo atrás, enquanto eu preparava uma aula para o Sesc Pompéia e peguei um frasco de reagente para cianotipia, vi que tinha três frascos com datas de validade muito diferentes. Pra garantir que funcionaria naquele momento da aula, peguei o que sabia que estava bom mas surgiu a dúvida sobre os outros dois.
Aí num dia, enquanto aguardava os inscritos no curso chegarem provavelmente, resolvi preparar alguns mililitros de cada um para passar em um papel e fazer o teste. Terminou o curso, guardei o papel, esqueci na pasta. Virou o ano e ainda não tinha feito o teste.
Com a minha última mudança ficou um monte de material pra organizar. E sexta-feira estava organizando todos os meus resultados e papéis para utilizar. Achei esse papel e pensei – este final de semana é um bom momento para isso. Agosto e setembro começaram meio lentos de trabalho externo por aqui. Mas outubro mal começou e enfim tenho novos projetos que sei que tomarão mais dedicação minha.
Num papel neutro apliquei o reagente de 2014, 2003 e 2020. Coloquei um negativo qualquer e deixei exposto ao sol por um tempo.
pela diferença de tonalidade após a exposição parecia que ia dar diferençaacima 2014, meio 2003 e embaixo 2020
Ou seja, qualquer um dos três daria algum resultado. Então posso utilizar sem risco de não dar algo certo quanto aos seus funcionamentos. Levando-se em conta que foi um papel preparado na pressa e as quantidades em cada pedaço do papel não estão exatamente iguais.
Agora a explicação.
Muitos anos atrás eu ficava me perguntando algo que acredito que todo mundo que faz essa técnica há algum tempo deve ter se questionado. Precisa das duas partes? E se tiver só parte A? E se tiver só B? e se colocar mais de A ou mais de B?
E a esse respeito já explico faz um bom tempo durante as aulas. Existem várias formulações com proporções diferentes, existem variações de reagentes, fora o que já comentei sobre fatores externos que podem influenciar no resultado.
A verdade é que esta técnica pode ser realizada com os reagentes isolados, porém não funcionarão tão bem como da forma mais comum, parte A e parte B.
Neste teste utilizei apenas o ferricianeto de potássio (sim) que solo, vai demorar muitas horas mas forma o azul, de tonalidade talvez mais clara, tempo de exposição muito mais longo mesmo.
Então hoje eu acordei, vi o sol saindo e já coloquei lá fora. Voltei 18h para casa e processei a imagem.
Acho que no começo da faculdade eu experimentei com o liquid light mas estava muito vencido e por um tempo não pensei em tentar fazer algo parecido. Liquid light é um produto fotossensível que pode ser aplicado em superfícies diversas para fazer imagens fotográficas.
Aí um belo dia uma amiga, Juliana, me pergunta se não quero ficar com uma emulsão que ela pediu pra um parente do Japão trazer. O Art Emulsion da Fuji, que aparentemente só vende por lá. Ela não conseguiu fazer imagem com o produto, então como o produto estava vencido, podia muito não dar certo comigo também.
no começo a gente ganha manchas 🙂
Testei em papel e vidro. Preparei da forma como informava no manual mas não gostei muito num primeiro momento dessas pinceladas, que era o método de aplicação indicado.
já com o primeiro teste de manchas percebi que o tempo deveria ser encurtado
Modifiquei o tempo de exposição e tomei mais cuidado com a luz. Só que na ansiedade não limpei os primeiros vidros direito então dois descolaram nas bordas, o que se pode verificar na imagem acima. Mas foi o suficiente pra me deixar bem feliz com o resultado. Desta vez tentei no vidro primeiro, mas quero testar em diversas superfícies.
usei os refugos de vidro para os primeiros testes.
ainda não entendi o ISO aproximado do produto mas farei testes mais adequados. Por hora, esse primeiro contato foi só pra saber se daria algo certo e colocarei meu passo-a-passo logo mais.
Fiquei feliz de poder alcançar algo que nem sabia que existia da Fuji. Pena que esses materiais nunca chegam por aqui.
Em julho eu participei de um curso com a Sandra Baruki no Sesc 14 Bis – CPF – sobre conservação de acervos de fotografia.
A Sandra trabalhou na Funarte e uma das pessoas responsáveis pela preservação de muito material público importante. Por se tratar de um assunto ligado ao meu na fotografia, fui lá marcar minha presença.
Sandra à esquerda. Ela apresentou diversos tipos de processos durante o curso. um ambrotipo em moldura. Acervo da Sandra Barukiuma cópia em platinaAcima gelatina e prata com viragem a ouro. Abaixo, colodio com platina e ouro.
Sobre esses eventos às vezes eu coloco algumas infos nos stories mas percebi que eu precisava deixar isso registrado de outra forma. E por causa da minha proposta de fazer álbuns fazia todo o sentido começar a olhar para esse campo da conservação com mais seriedade. Tenho pesquisado muito sobre papéis. Desde que fiz o trabalho das capas de livro percebi que esse ramo industrial do papel acaba sendo um tema importante pra eu entender, visto que todas as alterações nos papéis complicam a minha vida no laboratório.
comecei a fazer álbuns por uma questão de simples resgate das memórias que nem são minhas. Acho que em parte é uma tentativa de resgatar a história da família que nem conheço. Quando vi os álbuns do bisavô da Fabi percebi que existia algo a ser preservado lá, porque a encadernação era artesanal, diferente dos álbuns atuais que parece muito plástico e que justamente por ter sido produzido por alguém me pareceu que o cuidado era bem diferente e bem majestoso.
Eu não tive álbuns assim na minha família. Só lembro de alguns bons anos atrás ter comprado um álbum e não gostei muito da solução. Cheio de plástico e somente para tamanhos 10x15cm, ou seja, não serve para todas as imagens que gostaria de colocar.
adoro essas fotos desfocadas. eu e meus irmãos, grudados desde sempre.e esse plástico que não dá pra saber se é próprio.
Também me surgiu outra questão. Eu não tenho imagens dos últimos dez anos da minha própria família. Bom, nos quase dez anos eu na verdade não vivi com meus irmãos e minha sobrinha. Me separei faz pouco tempo. Ainda assim tenho poucas imagens em suporte material e olhando hoje vi que não tenho fotos impressas da minha sobrinha dos últimos dez anos.
Bom, lado pessoal da coisa, minha sobrinha é uma menina PCD. Eu sei que a chance dela viver até a fase adulta é muito pequena. E o aprendizado dela é lento, com as crises de epilepsia percebo que as palavras que ela pouco aprendeu, esquece muito rápido. Desde os seus nove meses tenho imagens de celular, muitas, porque quando ela via que eu ia tirar foto com meu Sony Ericsson ela sorria. São tantas imagens que nem sei como vou fazer. às vezes acho que vou fazer um álbum para durar mais que ela. Tenho pensado nessa questão da duração das imagens. Por isso resolvi fazer atividades sobre álbuns, para fazer as pessoas produzirem álbuns para preservar essas imagens das pessoas importantes nas suas vidas.
Já se passaram dois encontros no curso do Sesc Pompéia. Esta semana iniciaremos a montagem dos primeiros álbuns.
Mas já vamos pensar onde guardamos as fotos da família? não me diga que é na caixa de sapato.
a boa notícia é que curso de encadernação foi pro Sesc Pompéia, terças na parte da noite, das 19h às 22h. Desta vez, faremos mais modelos de álbuns.
A verdade é que não sou uma pessoa especializada em encadernação mas usei um pouco desse conhecimento aliado ao interesse pela fotografia para pensar em álbuns. Com o tempo a ideia de encontrar e fazer um objeto que fizesse mais sentido do que os álbuns com plásticos e industrializados que não duraram nada em casa ou que se deterioraram muito rápido se fez importante para armazenar as minhas próprias memórias.
Ainda estou refletindo também sobre um jeito mais fácil de guardar meus trabalhos em papel em diversos formatos. Pastas e caixas não estão me satisfazendo muito nesse sentido.
Nesta semana abrem inscrições para público em geral. Dia 8/8 a partir das 14h pelo site ou aplicativo sesc
Passou o curso no Sesc Belenzinho e percebi que apesar de trabalhar com isso eu não coloquei nada sobre revelação de filmes PB (que eu me lembre) por aqui. Como eu havia prometido para o pessoal que frequentou o último curso, vou colocar etapas básicas. Mas claro que aqui não consigo colocar e mostrar todos os detalhes como demonstro nas aulas. Fica como material de consulta.
Eis um basicão por aqui enton.
Etapas: Em geral são sempre no mínimo 3 etapas de químicos e uma lavagem. É possível aplicar uma etapa pré lavagem com o auxiliar de lavagem e depois um finalizador. Para quem está começando muitas vezes essas etapas extras parecem ser mais complicadas, mas com o tempo vai perceber que funciona melhor no resultado final.
Revelador
Interruptor
Fixador
Lavagem
Como eu faço:
Pré lavagem com água, encher o tanque com o filme já na espiral, deixar alguns minutos para primeiro hidratar essa camada de “emulsão” e também retirar materiais que não vamos precisar mais uma vez que o filme foi batido. Se a água estiver perto de 20 graus seria melhor.
Revelador – tempo varia de acordo com o tipo, marca e revelador. Sempre revelei a 20 graus, e com D76 a diluição que utilizo é 1:1 – a mais famosa. Primeiro minuto de agitação constante, minutos restantes intercalando agitação de 10 a 15 segundos a cada 50, 45 segundos de repouso.
Interruptor – 1 minuto – também perto da temperatura indicada. Prefiro fazer uma leve lavagem antes do fixador quando é possível.
Fixador – 6 minutos – primeiro minuto agitação constante, outros 5 em 15segundos de agitação e 45s de repouso
Lavagem de um minuto e verificação do filme
Auxiliar de Lavagem – Sulfito de sódio em estoque a 10%, utilizar 1 parte dessa solução para 5 de água.
Lavagem – 15 minutos em água corrente – Mas eu acho isso um desperdício de água, prefiro fazer algo mais econômico, como a lavagem recomendada da Ilford ou mesmo deixar ir trocando a água.
Finalizador– Photoflo ou um abrilhantador de louças que possui a mesma composição do primeiro, cuja função é de evitar manchas de secagem no filme.
Secagem – local seco e mais livre de pó possível, caso contrário o pó gruda no filme e é difícil retirar.
Quando temos um espaço próprio para isso é bem mais fácil, mas adaptar um lugar também é possível.
De acordo com o ISO do filme e marca escolhida, dá pra buscar na lista do chart e selecionar o tipo de revelador utilizado.
Sobre revelador, para começo dessa conversa o mais fácil de se pensar é o D76, interruptor pode ser o ácido cítrico 20 gramas para cada litro e fixador vai a gosto do cliente. Tem gente que prefere Ilford, tem gente que ama Kodak… – para quem está começando eu digo a mesma coisa sobre a escolha de marca de câmeras: o melhor fix é aquele que vc tem na mão.
Use Luvas. Prefiro usar avental sim. Contaminação é um negócio chato, prefiro ser profissional com a minha saúde do que ser desleixada. Existe um motivo para se utilizar Equipamentos de Proteção Individual e o ser humano evoluiu muito desde então hehehehe
Nesta quinta começa mais um curso para quem quer ter o primeiro contato com fotografia analógica no Sesc Belenzinho.
Demorei pra escrever aqui e as vagas já esgotaram, mas fica o registro da atividade que terá duração de 4 encontros e vamos passar por 35mm, 120 e grande formato.
A proposta aqui é fotografar com 3 formatos de câmeras diferentes e revelar esse material.
Esse é o tipo de atividade que eu gosto porque é um início da experiência para muitos, que ficam na dúvida se faz algum curso mais extenso de fotografia, se compra uma câmera. É também, verdadeiramente, uma atividade que faço com muito carinho, por algo que gosto muito: laboratório.
Aos que procuravam alguma atividade do tipo aqui e não puderam se inscrever, fica minhas desculpas por não divulgar antes. Tenho me ocupado muito com estudos e a verdade é que nem consigo acompanhar muita coisa nem em redes sociais, apesar de tentar colocar um stories aqui e ali. Ainda como alguns sabem, também auxilio no grupo de artes marciais e acabei sendo responsável por algumas organizações dentro do treino.
Por isso devo organizar alguns tutoriais pra deixar aqui pra quem quer entender os princípios de revelação.
Achei ótimo que recebi uma mensagem no insta dizendo que teria uma atividade minha no Sesc Belezinha 🙂 —– não deixa de ser verdade.