Retratos Pinhole e Curumim em Registro

Hoje estou aqui para uma notícia urgente. Vai ter sábado uma atividade no Sesc Bom Retiro em que farei retratos em pinhole, dias 10 e 24/09 das 12h às 16h – sendo que a última hora é mais pra eu revelar e o pessoal pode buscar depois.

É uma atividade ligada à exposição do Penna Prearo que está acontecendo na unidade. Me procuraram para fazer uma oficina de pinhole e baseado na info de que teria a expo dele, pensei em fazer retratos, primeiro porque eu gosto de retratos, segundo porque algum tempo atrás Penna e Guilherme Maranhão faziam uma intervenção que era fotografar as pessoas em raio X e os retratados eram convidados a serem retratados com sacos de papel na cabeça. Minha ideia é de fotografar as pessoas em pinhole e depois o retratado vai buscar a foto. Mas ela tem que se reconhecer no meio dos negativos expostos no varal. Será que dá certo? Não deixa de ser um exercício e uma brincadeira.

Vamo trabalhar Fa
Está com obturador de Holga

Ganhei a frente de uma Holga e acoplei nela. Hoje terminei os detalhes e parafusei tudo. Amanhã vou testar a luz que preciso para iluminar as pessoas. E sobre essa modificação ainda vou escrever mais, já que estou terminando algumas adaptações em câmeras de madeira.

Outra atividade mas que não será aberta ao público acontece em Registro – SP. Junto com o Edison Angeloni faremos atividades em comemoração ao aniversário do prédio KKKK onde funciona o Sesc Registro e serão aulas de pinhole para o programa Curumim. Aliado a ideia da imagem estenopeica vamos utilizar o celular e falar um pouco sobre algumas possibilidades da tecnologia em smartphones. Ministraremos também aulas de fotografia de celular para empresas parceiras do Sesc.

Fomos a esse Sesc quando inaugurou e fizemos duas atividades para o público. E retornar a unidade para um especial voltado a arquitetura do espaço é algo que me deixa muito feliz, já que tem a ver com a história do local.

Fico contente quando alguém me diz que procura alguma informação e acha meu blog. Melhor ainda é quando alguém me mostra que fez algo a partir das informações aqui e deu certo! Nos últimos meses foram três situações em que comentaram sobre o blog. Eu preciso rever o que já postei e verificar o que está faltando, o que farei após outubro.

Imagens em pau-brasil – anthotype

Enquanto pesquisava sobre plantas e pancs e fazer algum trabalho que tivesse algum significado pra mim, resolvi utilizar plantas nativas do Brasil para a produção de antotipias. Vez ou outra comento nas aulas, nos cafés e encontros com as pessoas que para o processo cheguei a estudar um tanto de tingimento natural e acho que nessa pesquisa de procurar comida, cor e verdade com significado só fazia sentido pesquisar o nativo.

Então num curso online resolvi investir no pau-brasil. Até então tive mudas dele mas não tinha pensado em usar para o anthotype. Comprei uma serragem e fiz alguns testes. É tão bonito que dá vontade de sair colorindo tudo mesmo.

Não lembro se comentei que papéis diferentes dão cores diferentes. Tem a ver com ph do papel. Peguei dois papéis abandonados no lab e passei o sumo.

Mesmo sumo. Papéis diferentes

A parte desvantajosa de utilizar papéis abandonados é que depois pra fazer de novo é quase impossível. Os papéis não eram meus e ficaram pelo menos uns três anos numa gaveta. Essa questão do pH é algo que sempre comento na aula mas muitas vezes eu acho que as pessoas só percebem quando vêem o resultado, ou seja, a cor.

Então montei esses com imagens.

No estúdio não tenho sol direto. Então deixo na janela um tempo e quando lembro vou olhar.

Seis dias depois retirei a imagem da esquerda.

Dá pra ver a diferença de cor apesar das imagens não estarem calibradas (foto de celular né)

E o resultado

O outro papel ainda está no sol. Fotografei hoje pra saber como estava, só que ainda está em processo.

vou deixar mais uns dias 🙂

Esse mês de julho vai ter oficina, em breve volto aqui.

Fico me perguntando certas vezes sobre essa produção de antotipias quando alguém aponta a durabilidade da fotografia. Afinal foi uma questão pontuada no meu TCC de graduação. Nossas imagens efêmeras nos cercam todo dia. Nos stories de Instagram, daquelas que a gente nunca mais vai ver se não clicar naquele dia.

As imagens da cidade que se alteram constantemente e logo um graffiti ou luminoso pode ser trocado ou substituído. As nossas paisagens diárias mudam conforme mudamos de endereço. E todo dia não sinto que continuamos os mesmos.

Curso Materiais Sensíveis – Sesc Pompéia

post atrasado um pouquinho.

Hoje abriram as inscrições para os cursos regulares das Oficinas no Sesc Pompéia.

atrasado justamente porque as inscrições abriram para Credencial Plena às 14h. Masss as inscrições para público geral abrem dia 23 de fevereiro de 2022 às 14h. Link: bit.ly/inscricoes-sescpompeia 

https://www.sescsp.org.br/programacao/atividade-presencial-fotografia-com-material-fotossensivel-introducao/

Acima o Link do meu curso

é um curso que de início eu pensei em formato online, para quem nunca fez experiências fotográficas fotossensíveis. É uma mistura de conteúdo histórico com experiência fotoquímicas que deu vontade de fazer.

é aquela mancha que te faz pensar

Neste momento pandemia recebi dúvidas ao longo dos meses de pessoas que nuca fizeram nenhum processo analógico / histórico e estavam tentando por conta. Conversando aqui e ali com amigos, falando sobre as dificuldades de uma pessoa entender essas primeiras experiências sensíveis me fez pensar em algo meio além das técnicas, de forma a despertar mais essa noção de que as coisas de modificam com a luz.

É claro que vai ter muita história pra contar aí, nem só de prática vivemos. A vontade veio um pouco também das aulas de história online e da falta de poder tocar e mostrar as mudanças nos materiais que mencionava. Então não deixa de ser sobre a história da fotografia pra mim.

Hoje eu entrei no lab depois de dois anos. E estou tão acostumada com ele que parece que nem foi tanto tempo assim. Enfim, lab está lindão lá, espero que cada vez mais cheio nos próximos meses.

Agradeço demais ao Sesc por confiar no meu trabalho. 🙂

Curso de História dos Processos – Adelina – Sympla

vai ter curso online no instituto Adelina novamente. São 4 encontros a partir do dia 06 de dezembro e o evento está no Sympla.

https://www.sympla.com.br/curso–historia-dos-processos-fotograficos__1408406

Neste curso apresento um recorte da história de como as técnicas fotográficas surgiram e como algumas delas funcionam. A fotografia tem seu desenvolvimento a partir de diversos materiais e procedimentos desde o início do século XIX até o começo do século XX. E a respeito dos materiais são diversos mesmo. Desde plantas a ouro. A partir de materiais que reagem com a luz pelo escurecimento ou pelo endurecimento. Em metais, papéis, gelatina ou algodão solúvel.

E comento um pouco sobre a estrutura necessária para a produção do que hoje é mais conhecido como fotografia alternativa. A ideia é também mostrar algumas fórmulas e por isso também preparei um breve manual em pdf.

A possibilidade de captar imagens fez parte do imaginário de alguns muito antes da sua invenção. Isso é descrito por poetas e escritores desde o século V. (ah, os visionários poetas…)

Dentro dessa jornada foram muitas falhas e sucessos, muitos desconhecidos e alguns famosos. Como alguns aqui sabem, eu gosto das histórias daqueles que foram esquecidos e das técnicas igualmente de pouco sucesso.

Em 4 encontros vou abordar desde o princípio da formação da fotografia, como surgiu e quais as principais técnicas, ao seu desenvolvimento como negativos e cópias em técnicas de cianotipia, papel salgado, albumina, albumina em vidro, placa úmida e placa seca. Quais materiais são necessários para se produzir essas técnicas e suas referências e como montar um espaço para se trabalhar com a fotografia alternativa. Dentro do programa falo de anthotype, de daguerreotipos, calotipos, positivo de Bayard, a fotografia de Florence, entre outros. Vou falar sobre a fotografia colorida e a película de cinema, minha atual pesquisa. Comento também sobre como monto meus equipamentos e onde se encontra os materiais.

WCD – Dia Mundial da Cianotipia

O dia foi 25 de setembro deste ano.

A Simone Wicca queria fazer uma imagem para o evento e me chamou. O tema desse ano foi Rejuvenecer. A ideia que ela deu era de fazer um tecido e expor ao sol como se ela estivesse nadando, porque era uma lembrança de sua infância e que nadar sempre remetia a esse tempo. Eu comentei com ela que quando criança não sabia nadar e que eu ia precisar de um barco para navegar nesse mar. Outra questão para mim é que não sou muito dos fotogramas, fico ligeiramente insatisfeita. Uma limitação minha. Quando posso, escolho pela imagem com negativos. Então coloquei uma foto minha com uns 7 anos de idade. Barcos de papel pra mim é muita da infância. A nossa proposta era fazer na praça, ela deitaria no tecido uns minutos e revelaríamos em seguida.

nossa imagem lá no site. 🙂

E nossa! Depois eu pensei como demorei para entrar em contato com o pessoal do alternativephotography.com . Como eu sou devagar… Foi incrível conversar com eles e logo mais teremos novidades a respeito disso.

A galeria do WCD https://www.alternativephotography.com/gallery/gallery-by-process/world-cyanotype-day-2021-gallery-rejuvenation/nggallery/page/10

O site também tem uma conta no instagram (como eu demorei pra ver isso também)  https://www.instagram.com/alternativephotography_com/

eu demorei pra ter uma conta no insta, mas a vida social é isso, se não está lá parece que a gente nem existe.

E como fizemos o processo todo:

Eu tinha um tecido de 2 metros. Inicialmente a Simone achou pouco O.o

Mas tinha e foi esse mesmo.

Fazer cianotipia em tecido. Lavei o tecido para retirar qualquer camada anti fúngica e sujeira também né. Também tem uma questão de pré encolhimento, mas neste caso nem estava preocupada com isso.

Deixei secar para não ficar pingando, mas até eu terminar de preparar um químico, já tinha secado mais do que precisava. Separei um ciano e utilizei cerca de 150ml. Coloquei numa bandeja de 50x60cm. Deixei secando no lab. Tirei fotos mas não são muito bonitas com luz fraca. Depois pequei um saco preto e levei para casa.

O clima não ajudou muito os planos da Simone de fazer um flashmob na praça. Choveu, trovejou e caiu muito granizo. Eu disse que era pra testar nossa coragem. Então como estava tudo molhado, falei pra ela que seria melhor desenhar sua silhueta no papel, porque seriam horas de exposição e que seria melhor deixar na varanda e esperamos sentados. E foi melhor mesmo. Chuviscou várias vezes, vento, nublado… somente no final do dia apareceu aquele sol depois das 16h que não ajuda muita na exposição U.V. mas contou.

Depois da exposição de 4 horas vestimos nossos aventais e luvas e fomos ao lab.

A Simone tem umas bandejas e trocamos a água umas 4 ou 5 vezes.

até a chuva quis contribuir com umas “bolhas” no fundo do mar.

tem um post da Simone sobre o assunto wiccaverna.wordpress.com

Cianotipia – verde ou marrom ?

Por um bom tempo vendi o químico do cianotipo. Tinha só verde, depois não produziram mais. Fiquei só com o marrom mas hoje estou disponibilizando as variações verde e marrom. Eu não estava satisfeita com as embalagens – acho que nunca estou – mas para não deixar muito caro não faço as modificações que gostaria.

Então estou esperando um novo frasco chegar – preto, pois protege melhor mas em compensação tenho que comprar em quantidades maiores e investir mais. Por hora preparei no frasco âmbar. A embalagem âmbar é boa para guardar mas como ela não protege da luz, precisa deixar o frasco guardado dentro de uma caixa ou embalagem escura.

Os iniciantes ou aspirantes a fotografia azul podem ficar na dúvida quanto aos diferentes tipos de material de cianotipia que encontram: verde ou marrom? (mas eu quero azul, vai ficar azul?) Então achei melhor escrever um pouco sobre esse assunto.

Todos os kits para cianotipia qualquer um ficará azul! êê!!

Mas tem duas versões mais conhecidas. o MARROM é um pouco mais lento. O VERDE mais rápido.

O kit pode ser produzido com o Citrato férrico amoniacal MARROM ou o Citrato férrico amoniacal VERDE. A cor no nome do químico se dá pela aparência do reagente mas seu resultado da imagem será sempre azul.

Qual a diferença visual? O marrom dá uma nuance mais fria. o verde é mais brilhante. (mas a diferença é bem sutil)

material para cianotipia

E o tempo de exposição? Depende. A verdade é que o citrato férrico tem uma variação enorme em relação à quantidade de ferro. E isso sempre vai variar muito de lote pra lote. Então para alguns pode dar de 30% a 50% a mais de tempo de exposição no marrom comparado ao verde. (não é um dado estatístico, na prática é mais ou menos isso, ou seja, demora um pouco mais no marrom sim)

Mas então qual que eu compro? Pra quem está começando o Verde é mais fácil. Porque ele tende a manchar menos caso escolha um papel de textura mais aparente ou um papel de qualidade mais baixa. Papéis com pouca encolagem também darão mais trabalho com o marrom. Então é mais fácil dar certo com o verde.

O marrom é mais básico, tende a dar menos problemas de conservação. O verde é mais ácido, pode dar mais problemas de conservação.

Qual que você gosta pessoalmente??? Dos dois. Não tenho filho preferido. Quando estou com pressa ou nas aulas uso o verde por garantia e comodidade, já que preciso fazer funcionar pra pelo menos umas 15 pessoas de uma vez em poucas horas. Mas pra meu trabalho gosto sim do marrom. Porque eu gosto do tom frio, ou se utilizo um bom papel e bem preparado. Ele é lento mesmo, eu também sou. Mas não uso só ele. Uso o que está na mão primeiro.

Ai… agora você me deixou mais na dúvida…

Então compra o que vai no seu coração. ou no bolso.

Por isso para quem está começando resolvi preparar embalagens menores para o custo ficar mais baixo. Esse da foto fiz com 50ml. A ideia surgiu faz um tempo, pensando que para uma pessoa começar seria um investimento mais alto mesmo, já ter 120ml na mão e sem saber se vai gostar.

Coloquei na lojinha do @rebobina.lab pra facilitar para as pessoas.

Vou colocar testes comparativos (tô devendo testes pra variar) logo atualizo esse post. (prometo, esse blog nasceu mais como uma intenção de diário/semanário)

E estou preparando kits com material para viragens também. Achei bonitinho.

Curso de Cianotipia Online

Preparei uma turma para maio de cianotipia.

São dois encontros dia 22 e 29 de maio, sábados das 10h às 12h.

Pelo Sympla.

Mas para fazer o processo em casa é bom ter mais alguns materiais.

https://www.sympla.com.br/curso-online-de-cianotipia—elizabeth-lee__1201612

Neste curso vamos estudar um pouco sobre o cianotipo, processo fotográfico inventado no século XIX.

Famoso por seus tons azuis, é uma das técnicas mais fáceis de se realizar por não necessitar de uma etapa de fixador no seu processamento.

Conteúdo:

– breve história

– métodos e fórmulas

Materiais usados e possibilidades

– viragens

Acompanha uma apostila em pdf e as aulas ficarão gravadas.

Para a inscrição com material serão enviados:

– Kit cianotipo 120ml no total

– Dois papéis preparados para a primeira aula

– 6 negativos 13x18cm (o participante envia 6 imagens por email para os negativos) 

– 3 reagentes para as viragens

envio incluso

Para fazer o curso o participante deve ter os seguintes materiais:

– luvas

– bandeja para lavar as imagens

– pincel para passar o material no papel

– papéis de sua escolha (recomendo papéis que resistam à lavagem de água) De desenho, gravura ou aquarela são sugeridos

Opcionais:

Papel toalha para secar o excesso de água dos papéis – em caso de ter pouco espaço para pendurar papéis para secar.

Secador de cabelo

Acho que posso explicar várias escolhas aqui no blog.

Escolhi oferecer o curso pelo Sympla primeiro porque já tem a possibilidade de utilizar a plataforma do Zoom. Eu não tenho assinatura dele e pelos valores não compensa para mim comprar uma licença para oferecer no máximo dois cursos por mês.

Coloquei dois dias para o curso mas pode ser pouco, não sei. Gostaria de poder explicar mais coisas mas minha ideia é deixar um material gravado para o participante que tenha alguma dúvida específica. Estou vendo como resolver.

E o material dessa vez incluí o material químico e os reagente para fazer viragens. Acho que essa parte é bem legal. Além dos negativos inclusos que acho que é mais difícil de ficar procurando o lugar e o tratamento digital correto para quem está começando.

Antotipia – Anthotype – anthos e flores

Quando eu comecei esse blog eu lembro bem. Exatamente o dia. Foi num momento em que eu estava na faculdade e divagava sobre o mito da caverna e sobre tantas coisas que eu gostaria de escrever. Só de pensar na ilusão dava muitas ideias. A ideia de juntou com a perspectiva de enxergar os espectros invisíveis então deu mais surrealidade para a imaginação de uma pisciana com Sol casa 5.

Um belo dia achei um texto sobre uma possibilidade de produzir fotografias com sumo de plantas e minha alma hippie (deve ser uns 20%) não resistiu. Isso foi em 2007 e obviamente tentei com as flores que eu tinha.

Escrevo mais uma vez aqui sobre anthotype. Este processo maravilhoso descrito pela primeira vez por John Herschel, cientista e astrônomo que, como eu, era pisciano e provavelmente vivia no mundo da lua como eu vivo. um pouco… :/

Aviso também que logo teremos um curso sobre a técnica – online. E avisarei por aqui. Espero que tenham interessados.

A técnica se resume em macerar plantas, flores, folhas ou frutos. Sementes, raízes. Passar no papel e expor ao sol com alguma matriz – foto ou fotograma

anthotype em papel – amoras Esta foi uma das primeiras imagens publicadas aqui

Mas as flores – sim! as flores que dão o nome à técnica – é sobre o que gostaria de discorrer aqui. Ideias e o que eu testei ou está na lista para testar.

Anthos vem do grego para flores. anthotype se refere a flores. No entanto como homenagem ao Herschel eu me refiro a todo tipo de fotografia com plantas de antotipia.

Flores de cores mais intensa em geral oferecem melhor resultado. Já me perguntaram muitas vezes se é possível usar flores brancas. Até onde eu sei não funciona. Mas não testei muitas vezes.

Comecei a plantar muita clitoria ou feijão borboleta. Ela é azul e muito usada para fazer um chá por causa de sua cor. Sequei algumas e fiz meu estoque. Plantei capuchinha mas assim que vieram as primeiras flores, quem disse que eu consegui usar pra anthotype?

Outra planta que despertou uma curiosidade para esta técnica é a grumixama, nesse caso o fruto. Grumis, como eu costumo chamar, planta nativa que dá esse fruto que lembra uma cereja mistura de jabuticaba (pra mim né). Eu gosto tanto. Conheci pelo blog na Neide Rigo. Plantei duas mudas mas dei de presente. Sinto uma falta tremenda das plantas.

E será que dá pra fazer com espada de São Jorge? é o que tenho aqui.

Se der certo posto aqui.

Revelação Cor – C41

A verdade é que eu sabia que aquilo não duraria muito tempo. Então enquanto estive nesse lab cor, usei como se fosse a última vez. E fotografei pra lembrar dele.

Essa à esquerda é a Colex, processadora de papel cor.

lá pelo começo nos anos 2000, acho que foi 2004. Fiz um curso de revelação e ampliação colorida. Tudo no processamento manual, controle de temperatura no termômetro boiando, sem enxergar direito mesmo. Tinha aluno que nem usava luvas nem pinças, ficava com a pele dos dedos toda deformada. Acho que o lab do espaço não tinha uma boa exaustão e o cheiro do químico para ampliar ficava muito forte. Acho que por isso nem me animei muito a tentar em casa. Fora que demorava o dia todo pra fazer uma foto razoável e no dia seguinte eu estava descontente com o resultado. Talvez a iluminação ambiente não fosse adequada. Ainda assim na primeira vez que vi um ampliador cor à venda comprei. Mas nem usei muito. No fim, o trabalho acabou me chamando para outras áreas.

Só que esse da foto o processamento era todo por máquinas. E sim, era a iluminação perfeita para visualizar a cor. Foi exatamente projetado para isso. O ano era 2007 e a tendência na faculdade era destruir tudo para virar sala com computador. (pensando bem, quando eu frequentava fotoclube foi a mesma coisa, acho que vivi para ver o final dessa era ser substituída por pcs feios com salas de iluminação imprópria para trabalhar com monitor – parênteses dos parênteses: aquela cor branco amarelado que atrapalha pra caramba, sabe?)

Passos para revelar filme cor C41:

pré lavagem: 1 minutos e 15s

revelador: 3 minutos e 15 s

branqueador: 4 minutos

lavagem: 2 minutos

Fixador: 4 minutos

Lavagem: 4 minutos

Estabilizador: 1 minuto

Para qualquer marca e qualquer ISO o tempo é padronizado.

ahhh E6 ! que falta que me faz

a gente preparava muito químico por semana…

Papel PB em positivo direto

Ano passado fiz algumas atividades com esse processo de revelação e achei que tinha escrito algo sobre isso aqui. Só agora percebi meu erro..

Essa fiz hoje, perto de 11h.

Certo dia nas minhas invenções de fotografar retratos com van dyke senti a necessidade de algo um pouco mais rápido. Resolvi projetar uma atividade com papel pb e que alguma parte da revelação desse papel fosse possível de deixar o público visualizar a imagem aparecendo. Achei algumas fórmulas aqui e ali. A fórmula que acabei testando foi a do Jon Cleave e gostei bastante. (https://joevancleave.blogspot.com/2017/09/more-direct-positive-print-experiments.html)

É uma fórmula de peróxido de hidrogênio e ácido cítrico. Depois de revelar o papel e interromper, passa por esse rebaixador e expõe à luz. Depois, termina com o processamento comum de papéis.

Eu precisava de uma fórmula que fosse possível de processar dentro da minha caixa de revelação sem eu passar mal dentro dela. Já que essa caixa foi feita pra eu revelar papel sensível à luz e filme fotolito em qualquer lugar. Ela tem exaustor mas como o espaço é muito pequeno, sempre tem um risco de contaminação por ar, olhos ficam irritados e irrita a garganta.

Positivo direto em Papel PB

O processamento direto necessita de uma imagem latente mais densa. Cerca de 1 a 2 pontos mais densa. Para o papel que usei, Ilford Multigrade, fotometrei em ISO 6.

Processamento:

Revelador Dektol 2 minutos

Interruptor

Diluir peróxido 40 volumes 1:1 Adicionar cerca de 2 colheres de chá de ácido cítrico. 2 minutos a 4 minutos

Expor à luz intensa

Revelar novamente

Interromper 30s

Fixar normalmente.

alguns resultados